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  • O 150.º aniversário do Almirante Gago Coutinho

     

     

    Gago Coutinho quando primeiro-tenente (entre fins de 1895 e começos de 1907)

    Gago Coutinho quando segundo-tenente (Março de 1891 – Outubro de 1895)

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    No dia 17 de fevereiro faz 150 anos que o nosso herói-aviador Gago Coutinho nasceu em S. Brás de Alportel, tendo sido registado em Belém (Lisboa). É principalmente conhecido do publico por ter feito a primeira e grande Travessia Aérea do Atlântico Sul na companhia do seu grande amigo Sacadura Cabral, ligando Lisboa (Portugal) ao Rio de Janeiro (Brasil) em 1922, para à qual desenvolveu um novo tipo de sextante adaptado à viagem aérea.

    Gago Coutinho (à direita) e Sacadura Cabral (à esquerda) a bordo do “Lusitânia”, 1922.

    Rota da primeira travessia aérea do Atlântico Sul.

     

     

     

     

     

     

     

    Mas para além desse feito, distinguiu-se principalmente como cartógrafo e é aí que reside a sua ligação com o Observatório Astronómico de Lisboa:

    O Almirante Gago Coutinho utilizou o teodolito universal (altazimutal) do Observatório Astronómico de Lisboa nas campanhas de África: a Missão Portuguesa da fronteira do Barotze (trabalhos da delimitação da fronteira leste de Angola com a Rodésia, 1913-14); a Missão Geodésica da África Oriental (1907 a 1910); e na Missão Geodésica de S.Tomé (1916). O instrumento era acondicionado e transportado no âmbito dessas missões numa caixa de madeira. Tanto o instrumento como a caixa de madeira estão expostos no Observatório Astronómico de Lisboa e podem ser vistos nas visitas guiadas ao OAL.

    Teodolito Universal / Altazimutal do OAL (Hamburg, 1878 – A. Repsold & Sohne)

    Este “teodolito transportável” era empregue para medir diretamente as coordenadas horizontais de um astro, a partir de qualquer ponto da superfície terrestre. Este instrumento permite determinar a hora e a latitude, trata-se de um instrumento para topografia e astronomia geodésica. Foi construído na Alemanha por Repsold & Sohn e é constituído por uma pequena luneta astronómica que gira em torno de dois eixos perpendiculares, um horizontal e um vertical. Inclui dois círculos graduados correspondentes. Cada grau é dividido em 15 partes, pelo que a cada divisão menor correspondem 4’. Os círculos estão equipados com nónios e microscópios de leitura, para permitir efectuar com rigor a leitura dos pequenos traços da graduação.

    Em S. Tomé – Teodolito de Repsold do OAL no pilar da Capitania.

    Foi também no decurso destes trabalhos cartográficos e geodésicos que fez a pé a travessia de África onde conheceu Sacadura Cabral. Por meio da amizade com Sacadura Cabral começou o incentivo e a dedicação do seu conhecimento ao problema da navegação aérea que estava naquela altura a despontar por todo o mundo. Apoiado pelo amigo desenvolveu o sextante de horizonte artificial, que posteriormente foi comercializado pela empresa alemã Plath com o nome “Sistema Gago Coutinho”.
    Juntos inventaram ainda um “corretor de rumos” (o “plaqué de abatimento”) aparelho que compensava o desvio causado pelo vento. Para testar essas ferramentas de navegação aérea, realizaram em 1921 a travessia aérea Lisboa-Funchal, para no ano seguinte “atacarem” então o grande Oceano Atlântico.

     

    1 – Missão Geodésica da África Oriental: grupo em que figuram Sacadura Cabral e Gago Coutinho, à direita.                                       2- Comissão de delimitação da Fronteira do Barotze: Gago Coutinho observando num marco.

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