OAL mantém e fornece a Hora Legal Portuguesa, desenvolve e apoia atividades de investigação científica em Astrofísica, de divulgação e formação, de estudo e preservação do excelente acervo patrimonial, além de manter um serviço público nas suas áreas de intervenção.

Imagens

  • O céu noturno de abril em 2018

    Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu noturno de abril de 2018

    Mercúrio será visível ao amanhecer a partir do dia 8 na constelação de Peixes, e depois passa para a constelação da Baleia. Encontra-se na direção Sudoeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de 3,1 a 0,3. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2018”.

    Vénus será visível ao anoitecer na constelação de Carneiro, movendo-se depois para as constelações de Touro. Encontra-se na direção Sudoeste. No dia 17, Vénus estará a 5°N da Lua pelas 20 horas. A sua magnitude no inicio do mês é de -3,7. 

    Marte será visível de madrugada na constelação de Sagitário, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,3 a -0,4.

    Júpiter será visível durante toda a noite na constelação de Balança. Encontra-se na direção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,4 a -2,5.

    Saturno será visível de madrugada na constelação de Sagitário. Encontra-se na direção Sudeste. No dia 18, Saturno estará estacionário pelas 03 horas. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,5 a 0,3.

    Fig. 1 – Céu visível às 20h30 do dia 1 de abril em Lisboa mostrando o planeta Vénus.

    Fig. 2 – Céu visível às 06h30 do dia 15 de abril em Lisboa mostrando os planetas Mercúrio, Marte, Júpiter e Saturno.

    Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

    Urano e Neptuno também visíveis no céu noturno de abril

    Urano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano.

    Os planetas Urano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

    Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2018/ Visibilidade dos Planetas em 2018 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

    A chuva de meteoros das Líridas

    A partir de meados de abril tem inicio as Líridas, umas das chuvas de meteoros de menor intensidade. Têm uma duração de visibilidade entre 14 a 30 de abril, com a atividade máxima de apenas 18 meteoros (pode variar até 90 meteoros) na THZ (Taxa Horária Zenital). O pico desta chuva de meteoros ocorre às 19:00 horas do dia 22 de abril o que impede de se observar o máximo da atividade. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite, a nordeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. As Líridas são conhecidas desde os tempos antigos pois aparecem nos registos chineses de 687 a.C. onde os cronistas relataram que “as estrelas caem como chuva”.
    As Líridas estão associadas aos restos de poeira deixados pela passagem do cometa Tatcher. Quando estas partículas entram na nossa atmosfera provocam um fenómeno de “chuva de meteoros” ou “estrelas cadentes”. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação da Lira.

    Fig. 3 – A deslocação da posição do radiante das Líridas entre 15 a 25 de abril. Créditos de imagem: IMO

    Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Líridas

    Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

    Fases da Lua em abril

    Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

    Fases_da_lua

    Fig. 3 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

    Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2018/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

    A órbita lunar em abril

    A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

    Apogeu

    Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

    Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

visualizar e/ou assinar o Livro de Visitas do OAL

Consulte e assine o Livro de Visitas

 

Comments are closed.