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  • O céu noturno de novembro em 2019

    Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu noturno de novembro de 2019

    Mercúrio será visível ao anoitecer na constelação de Balança até dia 4, e depois será visível ao amanhecer a partir do dia 15. Encontra-se na direção Sudoeste ao anoitecer e na direção Sudeste ao amanhecer.   A sua magnitude no inicio do mês varia de 0,1 a -0,5. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2019”.

    Vénus será visível ao anoitecer na constelação de Escorpião, movendo-se para a constelação de Ofiúco, e por fim passando para a constelação de Sagitário. No dia 28, Vénus estará a 1,9°S da Lua pelas 19 horas (ocultação). Encontra-se na direção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês é de -3,7.

    Marte será visível ao amanhecer na constelação de Virgem, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 1,8 a 1,7.

    Júpiter será visível ao anoitecer na constelação de Ofiúco, movendo-se para a constelação de Sagitário. Encontra-se na direção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -1,9 a -1,8.

    Saturno será visível ao anoitecer na constelação de Sagitário. Encontra-se na direção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês é de 0,6.

    Fig. 1 – Céu visível às19:00 horas do dia 1 de novembro em Lisboa mostrando os planetas Júpiter, Saturno e Úrano.

    Fig. 2 – Céu visível às 06:30 horas do dia 15 de novembro em Lisboa mostrando o planeta Marte e Mercúrio.

    Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

    Urano e Neptuno também visíveis no céu noturno de novembro

    Urano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Urano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

    Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2019/ Visibilidade dos Planetas em 2019 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

    A chuva de meteoros das Oriónidas e das Leónidas em novembro

    Nesta altura do ano, o céu encontra-se habitualmente muito nublado, o que dificulta a observação de chuvas de meteoros. As Oriónidas (008 ORI) ainda terão um período de atividade até 7 de novembro, apesar da data da máxima atividade ter ocorrido em outubro. As Oriónidas de novembro (250 NOO) terão um período de atividade de 14 de novembro até 6 de dezembro, a data da máxima atividade ocorrirá no dia 28 de novembro. Também neste momento a Terra cruza a órbita do Cometa Tempel-Tuttle e são os restos deste cometa os responsáveis pela chuva de meteoros das Leónidas. Este ano a sua atividade decorre entre 6 a 30 de novembro, e a atividade máxima de intensidade desta chuva de meteoros será no dia 18 de novembro. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite a nordeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Leão (o radiante).
    O mesmo acontece com o nome da chuva das Oriónidas pois o seu radiante está na constelação de Orionte.
    Para as observar aconselhamos evitar noites nubladas e a poluição luminosa das grandes cidades, e procurar um horizonte desimpedido.

    Fig. 3 – (figura do IMO) mostra o radiante da chuva de meteoros das Leónidas de novembro (em Leão).

     

    Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Oriónidas e das Leónidas

    Nota: os instantes estão referenciado à hora de verão para Portugal continental.

    Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

    Fases da Lua em novembro

    Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

    Fases_da_lua

    Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

    Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2019/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

    A órbita lunar em novembro

    A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

    Apogeu

    Fig. 5 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

    Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

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