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  • O céu noturno de abril de 2017

    Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu noturno de abril

    Mercúrio será visível ao anoitecer na constelação de Carneiro até dia 16, depois regressa para a constelação de Peixes e será visível ao amanhecer após dia 29. Encontra-se na direção Noroeste. No dia 1, Mercúrio estará na máxima elongação E (19º) pelas 11h. A sua magnitude no inicio do mês é de -0,2. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2017”.

    Vénus será visível ao amanhecer na constelação de Peixes. Encontra-se na direção Nordeste. No dia 30, ocorrerá o Máximo brilho de Vénus pelas 5h.  A sua magnitude ao longo do mês varia de -3,9 a -4,5.

    Marte será visível ao anoitecer na constelação de Carneiro e depois passa para a constelação de Touro, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direção Oeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 1,5 a 1,6.

    Júpiter será visível durante toda a noite na constelação de Virgem. Encontra-se na direção Sudeste. No dia 7, Júpiter estará em oposição  pelas 23h. No dia 10, Júpiter estará a 2ºS da lua pelas 22h.  A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,5 a -2,4.

    Saturno nasce durante a madrugada, na constelação de Sagitário. Encontra-se na direção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,4 a 0,3.

    Fig. 1 – Céu visível às 20h30 do dia 1 de abril em Lisboa mostrando os planetas Mercúrio, Marte e Júpiter.

    Fig. 2 – Céu visível às 06h30 do dia 1 de abril em Lisboa mostrando os planetas Vénus, Júpiter e Saturno.

    Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

    Urano e Neptuno também visíveis no céu noturno de abril

    Urano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano.

    Os planetas Urano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

    Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2017/ Visibilidade dos Planetas em 2017 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

    A chuva de meteoros das Líridas e η Aquáridas

    A partir de meados de abril tem inicio as Líridas, umas das chuvas de meteoros de menor intensidade. Têm uma duração de visibilidade de apenas 10 dias (entre 16 a 25 de abril), com a atividade máxima de apenas 18 meteoros (pode variar até 90 meteoros) na THZ (Taxa Horária Zenital). O pico desta chuva de meteoros ocorre às 13:00 horas do dia 22 de abril o que impede de se observar o máximo da atividade. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite, a nordeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. As Líridas são conhecidas desde os tempos antigos pois aparecem nos registos chineses de 687 a.C. onde os cronistas relataram que “as estrelas caem como chuva”.
    As Líridas estão associadas aos restos de poeira deixados pela passagem do cometa Tatcher. Quando estas partículas entram na nossa atmosfera provocam um fenómeno de “chuva de meteoros” ou “estrelas cadentes”. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação da Lira.

    Também a partir de meados de abril a Terra cruza a órbita do cometa Halley e são os restos deste cometa os responsáveis pela chuva de meteoros das η Aquáridas. A sua atividade decorre entre 19 de abril e 28 de maio. Será muito difícil observar as η Aquáridas, pois a constelação só começa a nascer depois das seis horas da manhã a sudeste, já próxima do crepúsculo civil. O radiante desta chuva de meteoros encontra-se na constelação do Aquário.

    Existe também a possibilidade do Cometa 249P / LINEAR entrar em atividade no dia 20 de abril às 17h33min, hora a que não é visível em Portugal. Esta atividade de fraca intensidade é causada por pequenas partículas e por isso só será detetável em radio-frequências.

    Fig. 3 – Céu visível às 21h00 do dia 20 de abril em Lisboa mostrando a posição do Cometa 249P/LINEAR.

    Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Líridas e η Aquáridas

    Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

    Fases da Lua em abril

    Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

    Fases_da_lua

    Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

    Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2017/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

    A órbita lunar em abril

    A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

    Apogeu

    Fig. 5 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

    Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

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