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Na constelação de Andrómeda encontram-se diversas galáxias do Grupo Local. Esta imagem mostra a parte central da M31 que é espiral e a maior de todas, além da galáxia anã elíptica M32 (à esquerda) que é satélite da outra. Na M31 o brilho das estrelas na zona central densa é muito maior que na periferia, aqui desvanecida mas rica em estrelas jovens e quentes que conferem os laivos azulados nesta imagem. As nuvens de poeira ficam visíveis em contraluz devido à sua opacidade, ajudando a delinear os braços espirais da galáxia gigante. As designações ‘M’ provêm do catálogo de Charles Messier, de meados do séc. XVIII.

A M32 situa-se a 760 kpc de distância e é uma galáxia anã com apenas 2,4 kpc de diâmetro, o que poderia colocá-la facilmente dentro da Via Láctea pois o sol está a 8 kpc de distância do centro galáctico. Contém essencialmente estrelas velhas amareladas ou vermelhas, quase sem gás e uma massa total calculada em apenas 3 x 109 Msol, cerca de 0,5% da massa da Via Láctea. Devido à grande proximidade à M31, as forças de maré da espiral gigante poderão ter absorvido partes mais externas da galáxia anã, deixando-a reduzida à estrutura compacta que apresenta, quase esferoidal, em que o buraco negro central supermassivo mantém uma forte dinâmica no movimento rápido das estrelas. Ao mesmo tempo esta interacção gravítica com a M31 pode ter induzido alguma da formação estelar que se lhe observa.

A imagem é a composição de 8 fotos obtidas com um dos telescópios do OAL no Centro Ciência Viva do Lousal: um Ritchey-Chrétien de 10” de diâmetro com uma Canon EOS 60Da, num total de 300 s de pose, o que mostra a óptima qualidade do céu.