Observatório Astronómico de Lisboa http://oal.ul.pt Thu, 11 Aug 2016 15:23:33 +0000 pt-PT hourly 1 As Perseidas em 2016 http://oal.ul.pt/as-perseidas-em-2016/ Thu, 11 Aug 2016 15:07:13 +0000 http://oal.ul.pt/?p=373968 Perseidas1994_Alemanha

Perseidas observadas em 1994 em Krampçer (Alemanha). As magnitudes variam de -1 a 3 e este campo de visão está a 90° do ponto radiante, na constelação de Perseus, e daí o trajeto paralelo destes meteoros (fonte: IMO)

Foi o astrónomo italiano Giovanni Schiaparelli que em 1866 relacionou o cometa Swift-Tuttle com a chuva de estrelas cadentes que ocorre em agosto de cada ano.

Devem ser observados cerca de 110 meteoros/hora mas isso requere um céu escuro. A observação nas cidades é mais limitada devido à falta de um vasto horizonte, do céu ser mais brilhante que a maior parte dos rastos luminosos deixados e, além disso, a Lua estará dois dias depois do Quarto Crescente pondo já alguma luz no céu noturno, mas de uma forma bela posicionar-se-á (quase) entre Marte e Saturno.

perseidas2016ago11_IMO

As medições correntes feitas pela International Meteor Organization (http://imo.net) mostram que por estes dias já se observam mais de 35 meteoros/hora.

O Observatório Astronómico de Lisboa vai fazer uma noite de observação desta chuva de meteoros no Centro Ciência Viva do Lousal, perto de Grândola, integrada nas actividades da Astronomia de Verão. Aqui usufrui-se do céu escuro alentejano e um bom horizonte, o luar será o mesmo mas não se esperam as nuvens de cinzas associadas aos fogos florestais que têm grassado pelo país (muito infelizmente) que diminuem as observações devido à sua opacidade e à coloração avermelhada que conferem aos astros. Além disso, no CCV do Lousal  iremos fazer outras observações astronómicas com os telescópios. Apareça pois será uma óptima experiência. Mas se não puder… boas observações.

Em 2012 Thomas O’Brien tirou fotografias das Perseidas no topo do Monte Evans, no Colorado, com a cidade de Denver ao fundo e a Lua nascente como um ponto brilhante ao fundo. Ficou espetacular o efeito.

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Perseidas em 2012 com a Lua nascente, do topo do Monte Evans (4,2 km) no Colorado. Crédito: Thomas O’Brien

Com alguma sorte poderão ver-se bólides a passar, que são meteoros de baixa velocidade e de massa maior, que lhes permite tornarem-se mais luminosos e fáceis de ver. Como exemplo estão os vídeos de Rui Gonçalves que tem 3 câmaras automáticas que detectam estes fenómenos.

Bólide de 17/jun/2009 Bólide de 27/nov/2008 ]]>
As Perseidas e o Cometa http://oal.ul.pt/as-perseidas-e-o-cometa/ Wed, 10 Aug 2016 16:33:34 +0000 http://oal.ul.pt/?p=373953 swiftTuttleComet1992_web

O cometa 109P/Swift-Tuttle, fotografado na sua última passagem em 1992 (crédito: Gerald Rhemann)

O cometa Swift-Tuttle é periódico, passa no periélio a cada 133,28 anos e a sua próxima passagem será em agosto de 2126. Foi observado independentemente pelos astrónomos americanos Lewis Swift e Horace Parnell Tuttle em julho de 1862. Contudo em 1737 o missionário jesuíta na China Ignatius Kegler viu este cometa, mas quem o identificou com sendo também o Swift-Tuttle foi o astrónomo americano Brian Marsden (do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics), em 1973. Mas foi o astrónomo italiano Giovanni Schiaparelli que em 1866 o relacionou com a chuva de estrelas cadentes que ocorre em agosto de cada ano.

É um cometa muito grande pois o seu núcleo está estimado em 26 km de diâmetro. A libertação de poeiras e pequenas partículas associada à sublimação do gelo no núcleo cometário deixa um rasto no espaço. Como a órbita deste cometa passa na zona da órbita terrestre, todos os anos a Terra embate nestas partículas, os meteoróides, que penetram a atmosfera a velocidades médias de 30 km/s, a maior parte desfazendo-se devido ao elevado aquecimento e fragmentação. Mas os rastos luminosos são bem visíveis e designam-se por “meteoros”. Se alguma cair no solo e for apanhada então designa-se por “meteorito”.

A órbita do cometa, a azul, que cruza a órbita terrestre. A órbita completa do cometa Swift-Tuttle. A órbita do cometa a azul claro está por cima do plano da eclíptica e a azul escuro está por baixo.

Os diagramas das órbitas foram produzidos no sítio da NASA/JPL.

Este ano devem ser observados cerca de 110 meteoros/hora mas isso requere um céu escuro. A observação nas cidades é mais limitativa devido à falta de um vasto horizonte, do céu ser mais brilhante que a maior parte dos rastos luminosos deixados e, além disso, a Lua estará dois dias depois do Quarto Crescente, pondo já alguma luz no céu noturno. Boas observações.

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As medições correntes feitas pela International Meteor Organization (http://imo.net) mostram que por estes dias já se observam mais de 20 meteoros/hora.

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Calendário Astronómico de Bolso 2016–17 http://oal.ul.pt/calendario-astronomico-de-bolso-2016-17/ Sat, 06 Aug 2016 14:41:22 +0000 http://oal.ul.pt/?p=373944 Desde o verão de 2015 que o OAL passou a disponibilizar anualmente na secção “Dados Astronómicos” um Calendário Astronómico de Bolso, em formato A4, frente e verso.

CalendaAstroBolso2016OAL

Este folheto contém um resumo das efemérides, já disponíveis on-line, respeitantes aos fenómenos visíveis a olho nu, o que inclui dados mensais sobre a visibilidade dos planetas, fases da lua, eclipses, nascimento e ocaso do sol e da lua, estações do ano, chuvas de meteoros, cometas, além dos Cursos de Astronomia para o público.

Pode descarregar aqui este prático calendário e transportá-lo consigo.

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O céu noturno de agosto em 2016 http://oal.ul.pt/o-ceu-noturno-de-agosto-em-2016/ Sun, 31 Jul 2016 16:12:31 +0000 http://oal.ul.pt/?p=373256 Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu noturno de agosto

Mercúrio será visível ao crepúsculo, ao final do dia na constelação de Leão do dia 5 a meados de agosto. A sua magnitude ao longo do mês varia de -0,4 a 0,7. Consulte aqui toda a informação sobre a [...]]]> Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu noturno de agosto

Mercúrio será visível ao crepúsculo, ao final do dia na constelação de Leão do dia 5 a meados de agosto. A sua magnitude ao longo do mês varia de -0,4 a 0,7. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2016”.

Vénus será visível ao anoitecer até meados de agosto na constelação de Leão, na direção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês é de -3,7. No dia 4 Vénus encontra-se a 3º N da lua pelas 6h.

Marte será visível de noite na constelação de Escorpião, na direção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -0,8 a -0,3.

Júpiter será visível ao anoitecer até ao dia 23, encontra-se na constelação de Leão e depois move-se para a constelação de Virgem, na direção Oeste. A sua magnitude ao longo do mês é de -1,7.

Saturno será visível ao anoitecer e durante grande parte da noite na constelação de Ofiúco, na direção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,3 a 0,5.

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Fig. 1 – Céu visível às 21:15 horas do dia 15 de agosto em Lisboa mostrando os planetas Júpiter, Marte e Saturno.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

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Urano e Neptuno também visíveis no céu noturno de agosto

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Urano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano.

Os planetas Urano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2016/ Visibilidade dos Planetas em 2016 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros δ Aquáridas e Perseidas em agosto

A chuva de meteoros nocturna das δ Aquáridas será visível até ao dia 23 de agosto. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite a sudeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Aquário (o radiante).

Em 12 de Agosto de 2016 ocorre a atividade máxima da famosa chuva de meteoros das Perseidas entre as 13:00 e 15:30 horas de sexta-feira que infelizmente não será visível em Portugal. Contudo valerá a pena observá-las à noite nos dias próximos do pico e até ao dia 24 de agosto. A melhor altura de observação será também nas noites próximas da Lua Nova. O instante da fase de Lua Nova ocorre no dia 2 às 21:45 horas. A constelação de Perseus aparecerá acima do horizonte a Nordeste.

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Fig. 2 (figura do IMO) mostra o radiante da chuva de meteoros das Perseidas entre julho a agosto, que encontra-se na constelação de Perseu.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das δ Aquáridas e Perseidas

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Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em agostotab_faseslua_ago16_550Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

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Fig. 3 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2016/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em agosto

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

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Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

tab_orblua_ago16_550Para obter mais informação sobre o apogeu e perigeu lunar consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2016/ Apogeu e Perigeu lunar.

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Noites no Observatório (Jul 2016) http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-jul-2016/ Fri, 29 Jul 2016 23:31:08 +0000 http://oal.ul.pt/?p=373313 ALTERAÇÃO DE LOCAL: A sessão deste mês das NOAL será realizada no Planetário Calouste Gulbenkian, por motivo de obras de manutenção no Observatório Astronómico de Lisboa.

ALTERAÇÃO DA HORA: A sessão deste mês das NOAL terá início, excecionalmente, às 22:00 por motivo das celebrações do 51º aniversário do Planetário Calouste Gulbenkian.

 

A atividade mensal das [...]]]> ALTERAÇÃO DE LOCAL: A sessão deste mês das NOAL será realizada no Planetário Calouste Gulbenkian, por motivo de obras de manutenção no Observatório Astronómico de Lisboa.

ALTERAÇÃO DA HORA: A sessão deste mês das NOAL terá início, excecionalmente, às 22:00 por motivo das celebrações do 51º aniversário do Planetário Calouste Gulbenkian.

 

A atividade mensal das NOAL será realizada no sábado 30 de julho de 2016 no Planetário Calouste Gulbenkian.

Neste dia celebramos os 51 anos do Planetário Calouste Gulbenkian. Às 21:00 festejamos no exterior do Planetário ao som contagiante da Dixie Band da Banda da Armada. Venha ter connosco,  prove uma limonada cósmica, uma fatia de bolo e cante os parabéns com 51 balões luminosos no céu!

A palestra, que terá início às 22:00, é subordinada ao tema “Férias no Sistema Solar”, por Pedro Machado, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço.  As observações astronómicas decorrerão em contínuo ao longo da noite, até às 24:00.

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Atenção:

  1. Apesar de ter acesso livre a atividade requer uma inscrição prévia que se efectua AQUI.
  2. É necessário consultar a página do OAL para mais informações acerca desta atividade.

“Férias no Sistema Solar”

Ainda não escolheu o seu destino de férias? Vamos propor-lhe algo de totalmente original – vamos fazer um cruzeiro pelo Sistema Solar. À boleia com o Pedro Machado, navegue nos lagos de hidrocarbonetos de Titã, tome um duche em Encélado, e mergulhe no oceano subterrâneo de Europa. Aproveite também uma experiência dupla de parapente em Júpiter e Saturno, suba ao maior vulcão do Sistema Solar, e se gosta de campismo, pernoite ao relento num desfiladeiro marciano. Por fim, no regresso a casa, escolha entre dançar na chuva ultra-tropical de Vénus ou apanhar tórridos banhos de Sol em Mercúrio.

Nota Biográfica:

A atividade principal de Pedro Mota Machado é focada nas ciências planetárias, mais concretamente no estudo da dinâmica atmosférica dos planetas do Sistema Solar. Depois de se formar em Física teórica na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, completou um mestrado em Astronomia e Astrofísica na mesma Universidade. Em 2013 obteve o grau de doutor, em regime de associação entre o Observatório de Paris (França) e da Universidade de Lisboa, com uma tese sobre a Caracterização da dinâmica da atmosfera de Vénus. Atualmente prossegue a sua pesquisa sobre a dinâmica da atmosfera de Vénus, utilizando técnicas de velocimetria Doppler e métodos de seguimento de nuvens (Cloud Tracking). Os métodos Doppler desenvolvidos e aperfeiçoados no âmbito da sua investigação estão neste momento a ser adaptados para o estudo de outros corpos do Sistema Solar. O seu trabalho tem sido apresentado em várias conferências internacionais e publicado em diversas revistas da especialidade de Astronomia e Astrofísica. Atualmente é investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA), afeto à Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

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Noites de Ciências – Jul 2016 http://oal.ul.pt/noites-de-ciencias-jul-2016/ Thu, 28 Jul 2016 06:16:31 +0000 http://oal.ul.pt/?p=373859

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No dia 29–Julho há mais uma “Noites de Ciências” na FCUL. As actividades são gratuitas, sem inscrição, sempre na última 6ª feira de cada mês. São dirigidas ao público não especialista mas curioso do conhecimento científico. Venha e fascine-se nas Ciências!

A palestra terá videodifusão ao vivo no site da FCCN:   http://live.fccn.pt/ulisboa/fcul/noitesdeciencias/

Os participantes têm estacionamento gratuito no parque da FCUL a partir das 19:45 (toque à campainha). A actividade inicia-se às 20:00 e tem duas componentes:

1) 21:00 – 23:30  Há Observação Astronómica:

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O estado do tempo permitindo poderemos observar Júpiter, Marte e Saturno,  além doutros astros.

 

 

 

Saturno com os seus anéis, tal como observado com estes telescópios no Lousal. Júpiter com as bandas equatoriais, observado com estes telescópios na FCUL. Enxame globular M13, observado com estes telescópios no Lousal. Nebulosa planetária M57, observada com estes telescópios no Lousal.

 

2) Às 21:30 (no anfiteatro 3.2.14 do edifício C3):

— Palestra “A Matemática do século XXI” pelo prof. Jorge Buescu do Dep. de Matemática da FCUL.

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Manuscrito de Riemann (1859) sobre o cálculo da quantidade de números primos que existem até ao número natural n. Aqui foi definida a função Zeta de Riemann:  ζ(s) = 1 + 1/2s + 1/3s + 1/4s + … que se relaciona estreitamente com o problema enunciado. Cortesia da State and University Library de Göttingen.

Resumo
O virar de século é uma boa altura para delinear visões para o futuro. Mas, como dizia Niels Bohr, “a previsão é difícil – sobretudo a do futuro”.

Em 1900 David Hilbert formulou os seus célebres 23 problemas, que inspiraram boa parte da Matemática do século XX. No ano 2000 Stephen Smale, inspirado na síntese de Hilbert, formulou a sua própria lista de grandes problemas para o novo século. Ao mesmo tempo, o Clay Institute instituía a sua famosa lista dos Problemas do Milénio – sete problemas matemáticos cuja resolução se reputava de extraordinariamente difícil, valendo cada um deles um prémio de um milhão de dólares.

Em que posição estamos hoje, 16 anos dentro do novo milénio? Meia dúzia dos problemas de Smale já foram resolvidos. Um dos problemas do Milénio também já o foi. Permanece em aberto o único problema comum às listas de Hilbert, Smale e Clay: a Hipótese de Riemann.

Mas, mais importante do que tudo isto: os resultados matemáticos mais importantes da última década não estavam em lista nenhuma. Muito provavelmente, a grande Matemática que se fizer no século XXI seguirá o preceito de Bohr: não está em nenhuma lista que possamos, hoje, conceber. Mas haverá sempre algo a ganhar em possuir uma visão de conjunto.

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O céu noturno de julho em 2016 http://oal.ul.pt/o-ceu-noturno-de-julho-em-2016/ Thu, 30 Jun 2016 15:32:27 +0000 http://oal.ul.pt/?p=373227 Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu noturno de julho

Mercúrio será visível ao anoitecer a partir do dia 14 na constelação de Caranguejo e depois move-se para a constelação de Leão. A sua magnitude ao longo do mês varia de -1,6 a -0,4. Consulte aqui toda a informação [...]]]> Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu noturno de julho

Mercúrio será visível ao anoitecer a partir do dia 14 na constelação de Caranguejo e depois move-se para a constelação de Leão. A sua magnitude ao longo do mês varia de -1,6 a -0,4. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2016”.

Vénus será visível ao anoitecer a partir meados de julho na constelação de Caranguejo e depois move-se para a constelação de Leão, na direção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -3,8 a -3,7.

Marte será visível ao anoitecer na constelação de Balança, na direção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -1,5 a -0,8.

Júpiter será visível ao anoitecer na constelação de Leão, na direção Oeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -1,9 a -1,7.

Saturno será visível ao anoitecer e durante grande parte da noite na constelação de Ofiúco, na direção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,1 a 0,3. No dia 16 Saturno encontra-se a 3º S da lua pelas 6h.

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Fig. 1 – Céu visível às 22:00 horas do dia 15 de julho em Lisboa mostrando os planetas Marte, Júpiter e Saturno.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

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Urano e Neptuno também visíveis no céu noturno de julho

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Urano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano.

Os planetas Urano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2016/ Visibilidade dos Planetas em 2016 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros Ariétidas, ζ Perseidas, β Táuridas e δ Aquáridas em julho

Nesta altura ocorrem 3 chuvas de meteoros diurnas: as Ariétidas, as ζ Perseidas e as β Táuridas. Tanto a constelação de Carneiro, como as de Perseu e do Touro encontram-se próximas do Sol, e isso faz com que estas chuvas de meteoros sejam difíceis de se ver a olho nu. Alguns dos primeiros meteoros são visíveis no momento das primeiras horas da manhã, geralmente uma hora antes do amanhecer. Ver tabela mais abaixo para obter informações sobre os períodos de visibilidade e as datas de máxima atividade para cada uma destas chuvas de meteoros.

A chuva de meteoros nocturna das δ Aquáridas ocorre entre 12 de julho e 23 de agosto, e a atividade máxima de intensidade desta chuva de meteoros será no dia de 30 de julho pelas 16 horas. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite a sudeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Aquário (o radiante).

Também neste mês de julho inicia a famosa chuva de meteoros nocturna das Perseidas que ocorre entre 17 de julho e 24 de agosto.

Em 2006, a IMO (International Meteor Organization) decidiu definir uma série de chuvas de meteoros conhecidas sob a designação ANT (The Antihelion Source). O ANT é uma grande área, aproximadamente oval, com extensão de 30◦ em ascensão reta e 15◦ em declinação, centrado num ponto cerca de 12◦ a leste do ponto da oposição solar sobre a eclíptica, daí o seu nome. Não é uma verdadeira chuva de meteoros (e portanto não tem um número oficial de chuva de meteoros do IAU), mas é sim uma região do céu em que um número variável, embora baixo, de chuva de meteoros secundários ativos têm os seus radiantes.

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Fig. 2 (figura do IMO) mostra os radiantes entre maio a julho, o radiante do ANT em julho encontra-se entre a constelação de Sagitário e Capricórnio.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Ariétidas, ζ Perseidas, β Táuridas, δ Aquáridas e Perseidas

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Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em julhotab_faseslua_jul16_550Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

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Fig. 3 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2016/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em julho

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Apogeu

Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

tab_orblua_jul16Para obter mais informação sobre o apogeu e perigeu lunar consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2016/ Apogeu e Perigeu lunar.

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Noites no Observatório – Videodifusão de Palestra (25 de Junho 2016) http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-videodifusao-de-palestra-25-de-junho-2016/ Sat, 25 Jun 2016 14:44:30 +0000 http://oal.ul.pt/?p=373210 À Procura de Novas Terras é o tema da sessão de hoje das Noites no Observatório.

O que aprendemos com os primeiros planetas descobertos, e que perguntas estão ainda por responder?

Pedro Figueira, investigador no Instituto de Astrofisica e Ciências do Espaço, irá falar sobre a procura de outras Terras e sobre a [...]]]> À Procura de Novas Terras é o tema da sessão de hoje das Noites no Observatório.

O que aprendemos com os primeiros planetas descobertos, e que perguntas estão ainda por responder?

Pedro Figueira, investigador no Instituto de Astrofisica e Ciências do Espaço, irá falar sobre a procura de outras Terras e sobre a participação portuguesa naquela que é uma das grandes questões científicas dos nossos tempos.

Haverá ainda observações com telescópios dos anéis de Saturno, além de projeções na cúpula do Planetário Calouste Gulbenkian.

Inscrição gratuita obrigatória e informações aqui.

Poderá acompanhar também a palestra, a partir das 21h30, através da videodifusão em: http://live.fccn.pt/ia/noal/

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Noites no Observatório (Jun 2016) http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-jun-2016/ Sat, 25 Jun 2016 10:29:25 +0000 http://oal.ul.pt/?p=372761 ALTERAÇÃO DE LOCAL: A sessão deste mês das NOAL será realizada no Planetário Calouste Gulbenkian, por motivo de obras de manutenção no Observatório Astronómico de Lisboa.

A atividade mensal das NOAL será realizada no sábado 25–junho–2016 no Planetário Calouste Gulbenkian. A sessão deste mês terá início com a palestra às 21:30. Após a palestra haverá um pequeno espetáculo [...]]]> ALTERAÇÃO DE LOCAL: A sessão deste mês das NOAL será realizada no Planetário Calouste Gulbenkian, por motivo de obras de manutenção no Observatório Astronómico de Lisboa.

A atividade mensal das NOAL será realizada no sábado 25–junho–2016 no Planetário Calouste Gulbenkian. A sessão deste mês terá início com a palestra às 21:30. Após a palestra haverá um pequeno espetáculo de música e efeitos na cúpula do Planetário. As observações astronómicas decorrerão em contínuo ao longo da noite, até às 24:00.

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A palestra é subordinada ao tema “À procura de novas Terras”, por Pedro Figueira, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço.


Atenção:

  1. Apesar de ter acesso livre a atividade requer uma inscrição prévia que se efectua AQUI.
  2. É necessário consultar a página do OAL para mais informações acerca desta atividade.

“À procura de novas Terras”

Vivemos uma época de grande atividade no estudo de exoplanetas. Desde a deteção do inóspito 51 Peg b, em 1995, descobrimos mais de 2000 planetas em torno de outras estrelas, planetas esses com uma gama de propriedades que desafiam tanto a imaginação como várias teorias científicas. Nesta palestra vou percorrer a história da deteção e caracterização de planetas extrassolares, desde o que aprendemos com os primeiros planetas às perguntas em aberto nos dias de hoje. Vou terminar com a discussão da procura de planetas com as mesmas propriedades da Terra, e a participação portuguesa naquela que é provavelmente a grande questão científica dos nossos tempos.

Nota Biográfica:

Pedro Figueira é Licenciado em Física pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e doutorado em Astronomia pela Universidade de Genève, onde teve como supervisores Michel Mayor e Francesco Pepe. Atualmente é Investigador FCT no Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA), onde participa ativamente na procura de novos planetas. Especializou-se na aplicação do método das velocidades radiais ao infravermelho e desenvolve instrumentação e software para deteção de planetas de pequena massa. Para além da pesquisa científica, está fortemente envolvido em atividades de formação e de divulgação. Gosta de cerveja belga e de Lindy Hop.

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Noites de Ciências – Junho 2016 http://oal.ul.pt/noites-de-ciencias-junho-2016/ Thu, 23 Jun 2016 14:13:00 +0000 http://oal.ul.pt/?p=373067 NC banner_24 de Junho_eventofacebook

No dia 24–Junho há mais uma “Noites de Ciências” na FCUL. As actividades são gratuitas, sem inscrição, sempre na última 6ª feira de cada mês. São dirigidas ao público não especialista mas curioso do conhecimento científico. Venha e fascine-se nas Ciências!

A palestra e as atividades terão videodifusão ao vivo no site da FCCN:   http://live.fccn.pt/ulisboa/fcul/noitesdeciencias/

Os participantes têm estacionamento gratuito no parque da FCUL a partir das 19:45 (toque à campainha). A actividade inicia-se às 20:00 e tem duas componentes:

1) 20:00 – 21:30  Há actividades para ver e participar:

— Exposição Interativa de Minerais e Materiais: “Metais Críticos! Para que servem?… De onde Provêm?… Como se Obtêm?” pelo Dr. Álvaro Pinto do Dep de Geologia da FCUL.

Esta pequena exposição mostra alguns minerais, metais e as suas aplicações.

Malaquite sobre Azurite   Fonte: Internet Volframite                         Fonte: Internet Quartzo e Apatite                MNHNC © José Vicente Painéis Solares da FCUL Cabos eléctricos lâmpada com filamento de tungsténio.

Consegue imaginar a sua vida sem um telemóvel, um automóvel, um aparelho de raios-X ou mesmo sem um garfo para a sua refeição? A qualidade de vida do Homem sempre dependeu, e continuará a depender, dos recursos naturais, e entre eles dos recursos minerais. A diversidade mineralógica e a distribuição dos metais na natureza é fruto de uma evolução cósmica onde os planetas telúricos, como a Terra, desempenham um dos mais importantes papéis na formação de novas espécies minerais que incorporam esses metais que tanto precisamos.

Para esta noite prepare-se para uma viagem pelo mundo mineral e pelas tecnologias de extração mineral. Saiba de onde provêm e como se obtêm metais, tais como, o cobre (Cu), que leva a energia elétrica até sua casa; o índio (In) que se encontra no seu telemóvel; o silício (Si) dos painéis solares da FCUL ou o tungsténio (W) com aplicações tão variadas como os aços endurecidos, uma simples lâmpada de incandescência ou mesmo a sua esferográfica.

NCienciasTelescopios_web– Observação Astronómica ao telescópio O estado do tempo permitindo e pelas 21:20.

  • Júpiter com as suas quatro luas, no início da noite.
  • Após a palestra observa-se-á Marte, seguido-se
  •  Saturno com o espetacular sistema de anéis e as suas luas, além da nossa própria Lua.

 

2) Às 21:30 (no anfiteatro 3.2.14 do edifício C3):

— Palestra “Metais de Alta Tecnologia: críticos Porquê?” pelo prof. Jorge Relvas, do Dep. de Geologia da FCUL.

O perfil global do consumo de recursos metálicos alterou-se dramaticamente nas últimas décadas. Num piscar de olhos, à economia do aço e dos metais básicos (cobre, chumbo, zinco, estanho), juntou-se a economia do índio, do gálio, do lítio, do cobalto, do ítrio, do telúrio, das terras-raras, e de um sem número de outros metais raros, cujo número não pára de aumentar. Num mundo sobrepovoado em que as janelas do desenvolvimento se abrem a um número crescente de pessoas, a relação entre os recursos minerais de que dependemos, os impactes da sua exploração e a sustentabilidade do seu consumo, adquirem uma importância sem precedentes na história da humanidade.

Mina de Neves Corvo Tabela Periódica dos elementos Barras de Índio.

 

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