Observatório Astronómico de Lisboa http://oal.ul.pt Wed, 26 Nov 2014 22:06:48 +0000 pt-PT hourly 1 Noites no Observatório – Semana da Ciência e Tecnologia (Nov 2014) http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-semana-da-ciencia-e-tecnologia-nov-2014/ http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-semana-da-ciencia-e-tecnologia-nov-2014/#comments Mon, 17 Nov 2014 14:19:06 +0000 http://oal.ul.pt/?p=361879 A actividade mensal das NOAL será realizada no sábado 29–Novembro–2014. A sessão deste mês estará enquadrada na Semana da Ciência e da Tecnologia, promovida pela Ciência Viva, e terá início com a palestra às 21:30, mas as observações astronómicas decorrerão em contínuo ao longo da noite, até às 24:00.

A palestra é [...]]]> A actividade mensal das NOAL será realizada no sábado 29–Novembro–2014. A sessão deste mês estará enquadrada na Semana da Ciência e da Tecnologia, promovida pela Ciência Viva, e terá início com a palestra às 21:30, mas as observações astronómicas decorrerão em contínuo ao longo da noite, até às 24:00.

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A palestra é subordinada ao tema “Comunicações com Extraterrestres”, proferida pelo Doutor José Afonso, investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e Coordenador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço.


Atenção:

  1. Apesar de ter acesso livre a actividade requer uma inscrição prévia que se efectua AQUI.
  2. É necessário consultar a página do OAL para mais informações acerca desta actividade.

“Comunicações com Extraterrestres”

Nos nossos dias, a existência de civilizações extraterrestres continua a ser um tópico de aceso debate. Se por um lado a astronomia continua a achar elementos, no Universo, que apontam para uma aparente quase inevitabilidade do aparecimento da Vida, os inúmeros relatos de interações (avistamentos, comunicações, conflitos, raptos, etc…) com extraterrestres na Terra carecem de uma única comprovação científica (embora muitas fraudes tenham já sido reveladas). Sem pretender incidir sobre a veracidade de tais relatos, esta palestra pretende analisar, de uma forma objetiva e precisa, as possibilidades de comunicar com eventuais civilizações extraterrestres na nossa vizinhança. De facto, há já alguns anos que possuímos a capacidade de “escutar” o Universo, tendo mesmo chegado a emitir para estrelas longínquas mensagens sobre a nossa civilização (embora muitas destas tentativas estejam mais relacionadas com ações de marketing do que com a obtenção de uma resposta). Interessa pois perceber aquilo que a comunidade científica consegue realizar hoje, e o que podemos esperar de tais esforços nas décadas que se aproximam.

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Cometas sondados: Tempel 1 http://oal.ul.pt/cometas-sondados-tempel-1/ http://oal.ul.pt/cometas-sondados-tempel-1/#comments Wed, 12 Nov 2014 02:48:33 +0000 http://oal.ul.pt/?p=361742

As missões espaciais anteriores ao Halley e ao Wild 2 foram de passagem próxima, mas em Janeiro de 2005 a NASA lançou a sonda Deep Impact para chocar a 4 de Julho com o núcleo do cometa Temple 1 (9P/Tempel), de modo [...]]]> Tempel1_Stardust_web

As missões espaciais anteriores ao Halley e ao Wild 2 foram de passagem próxima, mas em Janeiro de 2005 a NASA lançou a sonda Deep Impact para chocar a 4 de Julho com o núcleo do cometa Temple 1 (9P/Tempel), de modo a ejectar material e poder analisá-lo.

Porquê esta missão? o Temple 1 está numa órbita entre o Sol e Júpiter com período de apenas 5,5 anos, o que provoca a perda acelerada dos componentes voláteis por sublimação nos milhares de passagens periélicas, tornando-o menos activo. Este efeito pode criar uma superfície mais rica em poeira e bem diferenciada do interior, ou seja, um casulo que pode rodear os gelos mais voláteis do núcleo. Pretendia-se estudar se os cometas seguem este modelo ou simplesmente vão libertando o gás e a poeira para o espaço até se desfazerem.

Tempel1choque_DeepImpact_thumb

O material ejectado pelo impactor – feito de 370 kg de cobre e com uma velocidade relativa de 10,3 km/s – no núcleo do Tempel 1 cavou uma cratera de impacto na superfície, mas a riqueza em poeira produziu uma nuvem que a obscureceu. Só com as fotografias obtidas pela sonda Stardust em 2007, desviada para analisar o Tempel 1, se determinou que a cratera tinha 150 metros de diâmetro. A análise do satélite Swift (raios X) mostrou que a ejecção de material durou cerca de 13 dias, num total de 5000 toneladas de água e quase 25000 toneladas de poeira libertada.

A maior quantidade de poeira, que foi descrita como sendo mais do tipo “pó talco” do que grãos de areia, rejeitou a hipótese de núcleos cometários como sendo uma agregação fraca de poeiras com gelo. A espectroscopia do impacto mostrou a presença de materiais tipo barro, carbonatos, sódio e cristais silicatados. A presença de barros é indicativa de água e o impacto libertou-a em quantidade, da zona abaixo de 1 metro da superfície. A densidade média no núcleo é de apenas 0,62 g/cm^3, que associada à presença de voláteis como o etanol, que requerem baixas temperaturas de solidificação, levou à hipótese deste cometa ter sido formado nas zonas de Úrano e Neptuno.

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Formação Planetária muito primitiva http://oal.ul.pt/formacao-planetaria-muito-primitiva/ http://oal.ul.pt/formacao-planetaria-muito-primitiva/#comments Mon, 10 Nov 2014 19:29:28 +0000 http://oal.ul.pt/?p=361789 discoProtoPlanetsHLTau_ALMA_web

Nos testes com a nova linha de base de 15 km no rádio-telescópio Atacama Large Millimeter/ submillimeter Array (ALMA), que consegue a resolução angular de 35 milisegundos de arco, capturou-se a melhor imagem (de sempre) de um sistema planetário em formação, à volta da estrela muito jovem HL Tau (no Touro), do tipo solar e a 138 pc.

Todas as estrelas e planetas são formadas pelo colapso gravitacional de uma massa enorme. A física do aquecimento e arrefecimento assim produzidos associados aos movimentos turbulentos numa massa gasosa com poeiras, campo magnético e perda de momento angular – devido aos jactos bicolores que emanam da protoestrela – mostra que uma nuvem inicialmente esférica evolui para um objecto central que absorve a maioria da massa (a futura estrela) e uma pequeníssima fracção subsiste num disco em rotação rápida e achatado, que eventualmente forma planetas.

A agregação das poeiras em grãos, destes em rochas e depois em corpos de metros e quilómetros, leva tempo enquanto ocorre o achatamento do disco, deixando para essa altura o aparecimento de asteróides, planetas grandes e cometas. Quando os protoplanetas adquirem uma massa elevada absorvem material na sua zona orbital e alteram a forma do disco podendo migrar e confinar o gás e pequenos objectos noutras zonas mais apertadas.

Apesar da HL Tau estar embebida numa espessa camada de poeira e gás, que é opaca à radiação visível, pode ser claramente observada nas bandas do rádio do ALMA. Na imagem real (em cor falsa e não é um desenho artístico) da emissão da poeira em torno da estrela, observam-se anéis bem diferenciados por zonas quase vazias de material, que só podem ser criadas por protoplanetas grandes que aí se deslocam orbitando a estrela. Porém, o objecto central encontra-se ainda a agregar massa do disco e simultaneamente a expulsar gás na forma de jactos (já observados), originando a grande novidade: é que numa etapa ainda tão inicial (≈1 milhão de anos) já lá existem planetas grandes!

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Cometas sondados: Wild 2 http://oal.ul.pt/cometas-sondados-wild-2/ http://oal.ul.pt/cometas-sondados-wild-2/#comments Sun, 09 Nov 2014 17:51:55 +0000 http://oal.ul.pt/?p=361757

Depois do sucesso que foi o estudo do cometa de Halley em 1985/6 com sondas espaciais, a NASA lançou em Fev/1999 uma missão robótica para recolher material cometário: cometaWild2_comb2web

Depois do sucesso que foi o estudo do cometa de Halley em 1985/6 com sondas espaciais, a NASA lançou em Fev/1999 uma missão robótica para recolher material cometário: a Stardust. O cometa foi o Wild 2 (o nome Suíço pronuncia-se “Vilt”) e o encontro em Jan/2004 permanece como a 1ª e única missão para lá da órbita lunar a trazer material extraterrestre de volta à Terra.

sonda Stardust foi navegada no ambiente gasoso e poeirento da cabeleira passando a 240 km do núcleo, onde embateu contra partículas de poeira de diversos tamanho e outras ricas em carbono, capturando-as numa estrutura preenchida com aerogel que as armazenou de modo a preservar a composição atómica, isotópica, química e morfologia das partículas menores.

A sonda girava em si própria para manter a trajectória estável e protegia-se atrás dos escudos para o embate a altíssima velocidade das pequenas rochas e grãos de poeira, curiosamente uma ideia lançada por Fred Whipple em 1950. A cápsula que continha as matrizes com aerogel foi redirecionada pra Terra e aterrou na Base da Força Aérea de Utah (USA) a 15/Jan/2006.

Mas a revolução esteve na análise das partículas colectadas pois são fósseis do sistema solar primordial e da formação planetária. Uma parte contém material orgânico PAH – hidrocarbonetos aromáticos policíclicos – mais primitivo do que o dos meteoritos, indicando uma formação em nebulosas interestelares, ou na nebulosa protoplanetária inicial. Alguns dos PAHs contêm variantes abundantes em oxigénio e azoto de importância na astrobiologia e bioquímica terrestre, e outros compostos orgânicos apresentam álcoois que os tornam muito voláteis.

Também foi observada uma boa variedade de materiais e estruturas na composição dos grãos: da aglomeração fraca nos pequenos até algumas partículas maiores com materiais que requerem formação tanto a baixa como a alta temperatura. Tal são os cristais de olivina, piroxenas muito ou pouco ricas em cálcio e sulfidos de ferro e níquel. Isto indica que a formação do cometa incluiu material ejectado pelo sistema solar interior, a altas temperaturas, para as zonas exteriores e frias na nebulosa protoplanetária, onde os voláteis se condensam e são abundantes. Os jactos bipolares do protosol podem ser esse mecanismo. Estes resultados alteraram o paradigma da formação cometária.

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Cometas sondados: Halley o 1º http://oal.ul.pt/cometas-sondados-halley-o-1o/ http://oal.ul.pt/cometas-sondados-halley-o-1o/#comments Mon, 03 Nov 2014 19:53:20 +0000 http://oal.ul.pt/?p=361720

Tudo começou com o cometa de Edmond Halley. Foi uma busca do conhecimento que levou ao lançamento de 6 sondas espaciais dedicadas ao cometa de Halley em 1985-86, num esforço científico e tecnológico nunca dantes visto. Culminou na [...]]]> HalleyComet1986Giotto_web

Tudo começou com o cometa de Edmond Halley. Foi uma busca do conhecimento que levou ao lançamento de 6 sondas espaciais dedicadas ao cometa de Halley em 1985-86, num esforço científico e tecnológico nunca dantes visto. Culminou na primeira imagem de um núcleo cometário, que aqui se apresenta, obtida a 600 km pela sonda Giotto, da ESA (H. Keller, Max Planck Institute fuer Aeronomie).

Comecemos com a história. As medições da paralaxe de cometas levaram Tycho Brahe (1755) a concluir que tinham órbitas para lá da Lua e por isso não eram fenómenos atmosféricos. Usando a Lei da Gravitação Universal de Isaac Newton (1687), Halley conclui na “Sinopse da Astronomia Cometária” (1705) que o cometa de 1682 seria o mesmo de 1607 observado por Johannes Kepler, mas também por Pedro Apiano, em 1531. Os cometas eram periódicos e este passava a cada 75 ou 76 anos no seu periélio solar.

A constituição dum cometa só pôde ser compreendida com o advento da espectroscopia astronómica em finais do séc. XIX, que desvendou a estrutura gasosa duma das caudas e a natureza poeirenta da outra. O modelo físico capaz de explicar a multitude de fenómenos observados surgiu com Fred Whipple (1950) e preconiza um pequeno núcleo cometário constituído por uma mistura de gelos e poeiras que ao aproximar-se do sol sublima o gelo, libertando-se em gás e minúsculos grãos que formam as duas caudas. A dinâmica complexa observada na cauda gasosa foi explicada por H. Alfvén (1956) com a interacção magneto-hidrodinâmica entre os iões comentários e o vento solar.

O núcleo do cometa Halley (considerado grande) tem apenas 16 x 8,2 x 7,5 km3 e uma massa de 2,2 × 1014 kg, libertando ≈2 x 1011 kg em cada passagem periélica. A densidade mássica média é de 0,6 g/cme o albedo (reflectividade) de apenas 4%. No gás sublimado encontram-se 80% de H2O, 17% de CO e 3–4% em CO2. A sonda Giotto fotografou 25% da superfície, estudou-se a dinâmica de sublimação em grande detalhe mas o sonho de pousar num núcleo cometário logo perseguiu a humanidade: nessa altura pensaram-se as sondas que pousariam num cometa para estudar o núcleo in loco, levando aos projectos das missões espaciais que iremos abordar antes da sonda Rosetta pousar no 67P/Churyumov–Gerasimenko, o culminar desta série.

 

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O céu noturno em novembro de 2014 http://oal.ul.pt/o-ceu-noturno-em-novembro-de-2014/ http://oal.ul.pt/o-ceu-noturno-em-novembro-de-2014/#comments Thu, 30 Oct 2014 14:50:14 +0000 http://oal.ul.pt/?p=361696 Marte e Júpiter visíveis a olho nu no céu noturno de novembro

Durante o mês de novembro, Marte será difícil de ser observado por estar muito próximo do horizonte. Júpiter encontra-se na constelação de Leão e de meados de novembro pode ser visto por mais de metade da noite. A tabela abaixo mostra as horas de visibilidade de Marte e Júpiter.

Tabela com o nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas Marte e Júpiter

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Tabela com os crepúsculos, altura e azimute de Marte
Tab_C_M

Urano e Neptuno também visíveis no céu noturno de novembro

Urano, estará visível no céu noturno na constelação de Peixes, na qual permanecerá até final do ano. Tem atualmente movimento retrógrado, que se manterá até 22 de Dezembro. Neptuno, também estará visível no céu noturno, mas na constelação de Aquário onde permanecerá durante todo o resto do ano. O seu movimento retrógrado durará até 16 de Novembro.
Os planetas Urano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Tabela com o nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas Urano e Neptuno

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Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2014/ Visibilidade dos Planetas em 2014 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa)

A chuva de meteoros das Oriónidas e das Leónidas em novembro

Nesta altura do ano, o céu encontra-se habitualmente muito nublado, o que dificulta a observação de chuvas de meteoros. As Oriónidas ainda terão um período de atividade até 7 de novembro, apesar da data da máxima atividade ter ocorrido em outubro. Também neste momento a Terra cruza a órbita do Cometa Tempel-Tuttle e são os restos deste cometa os responsáveis pela chuva de meteoros das Leónidas. Este ano a sua atividade decorre entre 6 a 30 de novembro, e a atividade máxima de intensidade desta chuva de meteoros será na noite de 17 de novembro pelas 22:00 horas. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite a nordeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Leão (o radiante).
O mesmo acontece com o nome da chuva das Oriónidas pois o seu radiante está na constelação de Orionte.
Para as observar aconselhamos evitar noites nubladas e a poluição luminosa das grandes cidades, e procurar um horizonte desimpedido.

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Fig. 1 – Céu visível às 3 horas do dia 18/11/2014 em Lisboa mostrando o radiante das Leónidas.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Oriónidas e das Leónidas
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Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em novembro

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Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

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Fig. 2 -A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2014/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em novembro

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

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Fig. 3 -A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

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Para obter mais informação sobre o apogeu e perigeu lunar consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2014/ Apogeu e Perigeu lunar.

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Cometa 2013 A1/Siding-Spring rasante a Marte http://oal.ul.pt/cometa-siding-spring2013-rasante-a-marte/ http://oal.ul.pt/cometa-siding-spring2013-rasante-a-marte/#comments Mon, 27 Oct 2014 18:58:34 +0000 http://oal.ul.pt/?p=361674

A imagem espectacular do Telescópio Espacial Hubble (NASA/ESA) do cometa C/2013 A1 (Siding Spring) com Marte ao lado, quando a 19 de outubro de 2014 passou a uma distância de apenas 139,7 milhares de quilómetros do planeta, ou seja, cerca de 1/3 da distância Terra-Lua. Esta deve [...]]]> cometaSidingSpringsMarteHST2014_web

A imagem espectacular do Telescópio Espacial Hubble (NASA/ESA) do cometa C/2013 A1 (Siding Spring) com Marte ao lado, quando a 19 de outubro de 2014 passou a uma distância de apenas 139,7 milhares de quilómetros do planeta, ou seja, cerca de 1/3 da distância Terra-Lua. Esta deve ter sido a primeira passagem do cometa pela zona muito interior do sistema solar, mas a última em que o pudemos apreciar.

O cometa manteve uma actividade relativamente pacata pois a zona densa e mais brilhante da cabeleira, formada pelos gases libertados, tem dimensões de uma dezena de diâmetros marcianos (≈5 terrestres), apesar da nuvem de hidrogénio (gás muito mais leve) estender-se por várias vezes esse tamanho. Isto é compatível com a análise espectral no ultra-violeta (satélite SWIFT) que mostrou uma taxa de sublimação de água de ≈50 litros/s, indicativo de um núcleo com apenas 0,5 km de diâmetro. Compare-se com o do 67P/Churyumov–Gerasimenko com 4 km, ou o do Halley com 16 km. Mesmo assim, a sua ténue cabeleira poderá ter chegado às regiões da alta atmosfera marciana onde as sondas Mars Reconnaissance Orbiter e a MAVEN se encontram, o que degrada as órbitas aproximando-as da superfície do planeta.

Outro caso curioso é o da sua órbita. Apesar de estar muito inclinada ao plano da eclíptica (129°) o que é comum, as medições de 310 posições ao longo de 2,02 anos (incluíndo outubro/2014) e tratadas pelo Minor Planets Center indicam que a excentricidade = 1,000742 ou seja, indica uma órbita hiperbólica que o leva a escapar ao sol. Poderia interpretar-se como um cometa proveniente do espaço inter-estelar, mas não deve ser o caso pois, para cometas provenientes da zona mais afastada do Sistema Solar – a Nuvem de Oort – que têm e  ≲ 1 , as incertezas nas medições efectuadas podem gerar soluções numéricas com > 1. Pode é dizer-se que o cometa pertence à família da Nuvem de Oort (estende-se até às 100.000 UA) e que terá um período nos milhões de anos, valor que se conhecerá apenas quando e  for bem determinado.

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Videodifusão da Palestra Pública (Outubro 2014) http://oal.ul.pt/videodifusao-da-palestra-publica-outubro-2014/ http://oal.ul.pt/videodifusao-da-palestra-publica-outubro-2014/#comments Fri, 24 Oct 2014 14:18:57 +0000 http://oal.ul.pt/?p=361646 Dia 25 de Outubro de 2014, a partir das 21h30 far-se-á a videodifusão da Palestra Pública integrada nas Noites no Observatório.

Observação e Fotografia do Sol
pelo Doutor Pedro Ré

No dia 25 pelas 21h30 basta visitar o seguinte endereço:

http://live.fccn.pt/caaul/nnoal/

 

NOTA:

A partir de Março de 2014 foi efetuada uma atualização tecnológica no processo [...]]]> Dia 25 de Outubro de 2014, a partir das 21h30 far-se-á a videodifusão da Palestra Pública integrada nas Noites no Observatório.

Observação e Fotografia do Sol
pelo Doutor Pedro Ré

No dia 25 pelas 21h30 basta visitar o seguinte endereço:

http://live.fccn.pt/caaul/nnoal/

 

NOTA:

A partir de Março de 2014 foi efetuada uma atualização tecnológica no processo de videodifusão das palestras públicas no OAL.
A página a partir da qual é possível visualizar o sinal vídeo passou a estar alojada nos servidores da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN). Além de melhorar a qualidade de som e imagem, a atualização permite também visualizar as palestras a partir de dispositivos moveis.

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Noites no Observatório (Out 2014) http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-out-2014/ http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-out-2014/#comments Mon, 13 Oct 2014 14:27:45 +0000 http://oal.ul.pt/?p=361479 A actividade mensal das NOAL será realizada no sábado 25–Outubro–2014. A sessão terá início com a palestra às 21:30, mas as observações astronómicas decorrerão em contínuo ao longo da noite, até às 24:00.

A palestra é subordinada ao tema “Observação e Fotografia do Sol”, proferida pelo Doutor Pedro Ré, da Faculdade de Ciências da [...]]]> A actividade mensal das NOAL será realizada no sábado 25–Outubro–2014. A sessão terá início com a palestra às 21:30, mas as observações astronómicas decorrerão em contínuo ao longo da noite, até às 24:00.

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A palestra é subordinada ao tema “Observação e Fotografia do Sol”, proferida pelo Doutor Pedro Ré, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.


Atenção:

  1. Apesar de ter acesso livre a actividade requer uma inscrição prévia que se efectua AQUI.
  2. É necessário consultar a página do OAL para mais informações acerca desta actividade.

“Observação e Fotografia do Sol”

Observar e fotografar o Sol pode ser extremamente perigoso se não forem tomadas as necessárias precauções (NUNCA SE DEVE OBSERVAR OU FOTOGRAFAR O SOL SEM SE RECORRER AO USO DE FILTROS APROPRIADOS). Os danos que podemos provocar na nossa retina são irreversíveis e impossíveis de tratar. Existem vários métodos para observar o Sol em segurança. O mais seguro é o método da projecção. A utilização de filtros frontais é também muito usada (filtros montados antes da objectiva de um telescópio refractor, reflector ou catadióptrico). Pode também recorrer-se à utilização de um prisma de Herschel. Trata-se de um prisma em forma de cunha com um ângulo próximo dos 23 graus. Existem ainda filtros Solares que permitem observar e fotografar o Sol em determinados comprimentos de onda. Este tipo de filtros foi concebido para filtrar toda a radiação Solar com a excepção de uma região específica do espectro electromagnético (Filtros H-alfa- 656,281 nanómetros e filtros de cálcio K- 393,37 nanómetros). A observação do Sol nestes comprimentos de onda torna acessíveis certas estruturas que não são visíveis recorrendo à utilização dos filtros frontais convencionais, nomeadamente protuberâncias ou proeminências Solares, bem como o estudo pormenorizado da cromosfera.

 

Nota Biográfica:

Pedro Ré é Professor Associado com Agregação no Departamento de Biologia Animal da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL). Obteve o doutoramento na Universidade de Lisboa em 1984 (especialidade Ecologia Animal) e a Agregação em 1991. As suas principais actividades de investigação relacionam-se com o estudo da ecologia do ictioplâncton marinho e estuarino, ecologia das fases larvares de sardinha e anchova, estudo da microestrutura de otólitos de larvas de peixes, ritmos de actividade de larvas de peixe e Biologia Pesqueira. É autor de mais de 150 publicações científicas (54 indexadas), 18 livros (como autor ou co-autor) e cerca de 150 publicações de divulgação científica. Actualmente é subdirector da FCUL.

Clique aqui para mais informações.

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O céu noturno em outubro de 2014 http://oal.ul.pt/o-ceu-noturno-em-outubro-de-2014/ http://oal.ul.pt/o-ceu-noturno-em-outubro-de-2014/#comments Thu, 09 Oct 2014 14:48:29 +0000 http://oal.ul.pt/?p=361444 A passagem do cometa C/2013 A1 Siding Spring junto ao planeta Marte a 19 de outubro de 2014

Em outubro teremos um acontecimento histórico a conjunção do cometa C/2013 A1 Siding Spring com o planeta Marte. Segundo as previsões da NASA (Agência Espacial Norte-Americana) o cometa C/2013 A1 Siding Spring vai passar junto a Marte a 19 de outubro, a uma distância aproximada de 140 mil quilómetros. É a primeira viagem do cometa pelo interior do sistema solar a partir da nuvem de Oort (a nuvem de Oort estende-se até 100 mil unidades astronómicas, por comparação Plutão tem uma órbita com semi-eixo maior de cerca de 40 U.A.).

Trajetória do cometa vai passar junto de Marte no dia 19 de outubro – NASA

Trajetória do cometa vai passar junto de Marte no dia 19 de outubro – NASA

 

É raro ter um cometa tão próximo de um planeta no nosso sistema solar, irá passar em Marte a um 1/3 da distância entre Terra-Lua, assim valerá bem a pena não perder esta oportunidade de observá-lo. No dia 19 de outubro, será visível logo depois do crepúsculo civil vespertino que ocorrerá às 19:20 horas. O cometa C/2013 A1 Siding Spring e o planeta Marte estarão na constelação Ofiúco, próximo do aglomerado globular NGC 6401, na direção sudoeste, onde se poderá observá-lo através de binóculos ou telescópios. A observação só será possível  durante aproximadamente 1 hora, pois o cometa juntamente com o planeta Marte ficarão muito baixos no horizonte. Poderá também observá-lo durante uns dias antes e depois do dia 19 de outubro, preferencialmente em sítios com horizonte livre a sudoeste. Isto, porque Marte estará aproximadamente a uma altura angular de 17 graus do horizonte, o equivalente a quase um palmo aberto visto com o braço esticado. Como o cometa vai passar tão próximo de Marte, será necessário ter um bom equipamento para conseguir ver ambos distintamente.

Marte e Júpiter visíveis no céu noturno de outubro

Durante o mês de outubro serão visíveis os planetas Marte e Júpiter. Marte, o planeta vermelho, que pela cor que apresenta torna-se mais fácil de identificar, será visível desde o pôr-do-sol até às 22 horas, e mais para o final do mês, só até às 21 horas. Começamos por vê-lo na constelação de Ofiúco, e depois na constelação de Sagitário. Júpiter, passará da constelação de Caranguejo para a constelação de Leão em meados de outubro. Estará visível a partir das três da manhã ou, mais no final do mês, a partir da uma da manhã.

Tabela com o nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas Marte e Júpiter

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Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2014/ Visibilidade dos Planetas em 2014 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa)

 

Chuva de meteoros das Dracónidas e das Oriónidas em outubro

Nesta altura do ano, o céu encontra-se habitualmente muito nublado, o que dificulta a observação de chuvas de meteoros como as Dracónidas e as Oriónidas. No caso das Dracónidas, ainda será mais difícil porque o dia da atividade máxima coincide com a Lua cheia, logo um céu demasiado iluminado para se conseguir ver a chuva de meteoros. As Dracónidas (também chamado Giacobínidas) é uma chuva do meteoros que está associada ao cometa Giacobini-Zinner. Já as Oriónidas terão a data de atividade máxima perto da Lua nova (a 23 de outubro) e um período de atividade mais alargado. Esta chuva de meteoros resulta dos detritos deixados pelo cometa Halley, que passou a última vez pela Terra em 1986. Como tanto as Dracónidas como as Oriónidas são chuvas de fraca intensidade, para as observar aconselhamos evitar noites nubladas e a poluição luminosa das grandes cidades, e procurar um horizonte desimpedido.
O nome “Dracónidas” resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Dragão, assim o radiante da chuva das Dracónidas encontra-se na constelação do Dragão.
O mesmo acontece com o nome da chuva das Oriónidas pois o seu radiante está na constelação de Orionte.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Dracónidas e das Oriónidas

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Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides” consulte no nosso site a página Enxames de Meteoróides

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