Observatório Astronómico de Lisboa http://oal.ul.pt Wed, 01 Oct 2014 19:54:28 +0000 pt-PT hourly 1 Videodifusão da Palestra Pública (Setembro 2014) http://oal.ul.pt/videodifusao-da-palestra-publica-setembro-2014/ http://oal.ul.pt/videodifusao-da-palestra-publica-setembro-2014/#comments Thu, 25 Sep 2014 16:49:03 +0000 http://oal.ul.pt/?p=361431 Dia 26 de Setembro de 2014, a partir das 19h00 far-se-á a videodifusão da Palestra Pública integrada nas Noites no Observatório.

Sessão Especial – Noite Europeia dos Investigadores
Nesta sessão, será realizada uma pequena palestra com início aos 10m após a hora (19:10, 20:10, …) das 19:10 às 1:10.

Veja aqui o programa da noite.

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Dia 26 de Setembro de 2014, a partir das 19h00 far-se-á a videodifusão da Palestra Pública integrada nas Noites no Observatório.

Sessão Especial – Noite Europeia dos Investigadores
Nesta sessão, será realizada uma pequena palestra com início aos 10m após a hora (19:10, 20:10, …) das 19:10 às 1:10.

Veja aqui o programa da noite.

No dia 26 pelas 19h00 basta visitar o seguinte endereço:

http://live.fccn.pt/caaul/nnoal/

 

NOTA:

A partir de Março de 2014 foi efetuada uma atualização tecnológica no processo de videodifusão das palestras públicas no OAL.
A página a partir da qual é possível visualizar o sinal vídeo passou a estar alojada nos servidores da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN). Além de melhorar a qualidade de som e imagem, a atualização permite também visualizar as palestras a partir de dispositivos moveis.

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A Nebulosa do Orionte http://oal.ul.pt/a-nebulosa-do-orionte/ http://oal.ul.pt/a-nebulosa-do-orionte/#comments Mon, 22 Sep 2014 00:29:55 +0000 http://oal.ul.pt/?p=360559

A nebulosa designada por M42 (catálogo de Messier ou NGC 1976 no New General Catalogue) é difusa e situa-se na zona da espada pendurada no cinto do guerreiro Orionte, parecendo uma estrela a olho nu. Está a 412 pc [...]]]> M42_OALousal_web

A nebulosa designada por M42 (catálogo de Messier ou NGC 1976 no New General Catalogue) é difusa e situa-se na zona da espada pendurada no cinto do guerreiro Orionte, parecendo uma estrela a olho nu. Está a 412 pc de distância e tem uma extensão de 7,4 pc (a estrela mais próxima do sol, α de Centauro está a 1,3 pc). É a região de formação estelar mais intensa próxima da Terra e um dos objectos celestes mais espectaculares de observar num céu escuro, com um pequeno telescópio.

Também é dos objectos mais estudados pois contém estrelas jovens com sistemas planetários para além de discos protoplanetários em formação a partir da extensa nuvem molecular que ali se encontra. Observam-se anãs castanhas e a dinâmica dos movimentos turbulentos e intensos associados à fotoionização produzida pelas estrelas massivas e quentes (classe O) que ocupam todo este espaço. Entre estas e de brilho distinto na foto, é de realçar o Trapézio das 4 jovens estrelas que dominam a região central e cuja radiação cavou uma concha na nebulosa. A muita poeira aparece bem iluminada ou em contraluz, mostrando-se lindamente no casulo da estrela à esquerda em baixo.

A forte cor vermelha é emitida pelos átomos de hidrogénio neutro com o electrão excitado ao 3º nível e a cor azulada provém da reflexão da luz das estrelas de classe O. Os laivos de coloração esverdeada provêm de uma transição proibida do oxigénio fotoionizado O++, que pode subsistir num ambiente de baixíssima densidade.

A imagem é a composição de 12 fotos obtidas com um dos telescópios do OAL no Centro Ciência Viva do Lousal: um Ritchey-Chrétien de 10” de diâmetro com uma Canon EOS 60Da, num total de 261 s de pose.

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Curso de Astronomia: Evolução das Estrelas (Out/2014) http://oal.ul.pt/curso-de-astronomia-evolucao-das-estrelas-out2014/ http://oal.ul.pt/curso-de-astronomia-evolucao-das-estrelas-out2014/#comments Wed, 17 Sep 2014 16:53:15 +0000 http://oal.ul.pt/?p=359082 M13_OALousalZoom_web

(Enxame globular M13. Imagem obtida com um RC de 10″ e Canon EOS 60Da em 136s de pose, no CCV do Lousal)

 

O Curso “Vida e Morte das Estrelas” destina-se a qualquer pessoa interessada em Astronomia sendo perfeito para pessoas ávidas de conhecimento, muito recomendado a docentes do Ensino Básico e Secundário, com a tutoria do Prof. Dr. Rui Agostinho.

Conhecer as estrelas é entender que nascem em grupos de muitos milhares e evoluem em interacção mútua. É saber que algumas nascem frias demais e outras tão brilhantes e violentas que emitem radiação X e partículas altamente energéticas em ventos estelares fortíssimos.

Conhecer as estrelas é entender como mantêm a estabilidade, quais as fases de ruptura que atravessam, as explosivas como super e hibernovas, seguindo-se a morte arrefecida em objectos colapsados e densos como anãs brancas, estrelas de neutrões e buracos negros, que apagam a vida à sua volta.

As estrelas são estruturas básicas que suportam a vida. Fazem a história do universo que inclui a produção dos átomos da tabela periódica. Todos para além do hélio, que são sintetizados nas estrelas, permitem o aparecimento posterior de planetas com materiais sólidos e ricos nos elementos fundamentais à vida como o carbono, o azoto e o oxigénio que, com o hidrogénio, formam a base de todos os aminoácidos.

Por outro lado, a evolução até aos organismos complexos necessita de estabilidade de condições físicas na ordem dos gigas (milhares de milhões) de anos, que só as estrelas podem garantir. Porém, da enorme diversidade que existe, nem todas reúnem as condições adequadas para sustentar a vida no universo a muito longo prazo.

Junte-se a nós em Outubro de 2014 onde tudo isto será apresentado, explicado, debatido, com o fascínio de desvendar os mistérios deste universo que habitamos!

Há descontos para grupos familiares, alunos e funcionários da ULisboa. Mais informação aqui.

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NOAL – Noite Europeia dos Investigadores (Set 2014) http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-noite-europeia-dos-investigadores-set-2014/ http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-noite-europeia-dos-investigadores-set-2014/#comments Tue, 16 Sep 2014 12:31:20 +0000 http://oal.ul.pt/?p=358526 Atenção: Excepcionalmente, a próxima actividade mensal das NOAL será realizada na Sexta 26–Setembro–2014.

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As NOAL deste mês juntam-se à Noite Europeia dos Investigadores, celebrada no dia 26 de Setembro, com um programa diferente do habitual.


Atenção:

  1. Excepcionalmente neste dia a actividade não necessita de inscrição.
  2. É necessário consultar a página do OAL para mais informações acerca desta actividade.

 

NOAL – Noite Europeia dos Investigadores

Ao longo de 8 horas o público será convidado a visitar o Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa no Observatório Astronómico de Lisboa e participar numa maratona de estudo do Universo através de projectos de Ciência Cidadã da iniciativa Zooniverse. Das 18h às 2h, os visitantes poderão classificar e procurar novas galáxias usando algumas das imagens mais profundas do Universo e encontrar planetas em torno de outras estrelas (Salas Zooniverse).

Em paralelo, ao longo da noite os visitantes terão oportunidade de assistir a pequenas palestras (Palestra Zooniverse) sobre a investigação em que podem participar, os resultados já alcançados e o futuro dos projectos de Ciência Cidadã em Astronomia. Durante toda a noite estarão ainda disponíveis telescópios para a observação do céu.

Programa:

18:00 – 01:00: Salas Zooniverse – as sessões têm inicio a cada 30 minutos (18:00, 18:30, 19:00…)
19:10 – 01:10: Palestra Zooniverse – a palestra terá início aos 10 minutos após a hora (19:10, 20:10, 21:10, 22:10, …)
21:00 – 02:00: Observação do céu com telescópios – sujeita às condições atmosféricas

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O Enxame Estelar Aberto M11 http://oal.ul.pt/o-enxame-estelar-aberto-m11/ http://oal.ul.pt/o-enxame-estelar-aberto-m11/#comments Mon, 15 Sep 2014 12:42:02 +0000 http://oal.ul.pt/?p=358013 M11_OALousalAgo2014_web

O enxame aberto de estrelas designado por M11 (catálogo de Messier no ano 1764, ou NGC 6705 noutro catálogo) é um dos exemplos com maior quantidade e densidade espacial, tornando-o óptimo para observação com pequenos telescópios pois a profusão densa de estrelas brilhantes, num céu escuro, fascina a observação visual. Encontra-se no céu na constelação do Escudo de Sobieski (Scutum do Latim). Apesar das estrelas mais massivas já terem explodido, ainda se observam muitas estrelas quentes (cor azul ou branca) além de uma boa colecção de estrelas gigantes amarelas e vermelhas.

Existem nele cerca de 2900 estrelas que se destacam da miríade que cobre o céu nesta região. As mais de 500 estrelas com brilho superior a V=14 concentradas numa pequena área (≈14′ minutos de arco), fariam com que ao habitar no centro do M11 o céu local apresentasse várias centenas de estrelas de primeira magnitude.

É um grupo relativamente novo, calculado em 220 milhões de anos (0,5% da idade do sol), composição atómica tipicamente solar e situa-se a 1877 parsec de distância, no plano do disco e direcção do centro galáctico, afastando-se a 22 km/s devido à rotação diferencial da Via Láctea. No disco galáctico encontram-se as nuvens moleculares gigantes (NMG), como a do Orionte (M42), e no colapso gravitacional das zonas mais densas numa NMG formam-se grupos com centenas ou milhares de estrelas com a mesma idade e composição atómica. Por isso há muitos milhares de enxames estelares abertos espalhados pela Via Láctea.

A imagem é a composição de 10 fotos obtidas com um dos telescópios do OAL no Centro Ciência Viva do Lousal: um Ritchey-Chrétien de 10” de diâmetro com uma Canon EOS 60Da, num total de 140 s de pose que fez atingir estrelas de magnitude V=18.

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Equinócio de Outono 2014 http://oal.ul.pt/equinocio-de-outono-2014/ http://oal.ul.pt/equinocio-de-outono-2014/#comments Fri, 12 Sep 2014 15:23:02 +0000 http://oal.ul.pt/?p=357182 Em 2014 o Equinócio de Outono ocorre no dia 23 de Setembro às 03h29m. Este instante marca o início do Outono no Hemisfério Norte. Esta estação prolonga-se por 89,815 dias até ao próximo Solstício que ocorre no dia 21 de Dezembro às 23h03m.

Equinócio: instante em que o Sol, no seu movimento anual aparente, passa no equador celeste. A palavra de origem latina aequinoctium agrega o nominativo aequus (igual) com o substantivo noctium, genitivo plural de nox (noite). Assim significa “noite igual” (ao dia), pois nestas datas dia e noite têm igual duração, tal é a ideia que permeia a sociedade.

Vai-te ao longo da costa discorrendo,
e outra terra acharás de mais verdade,
lá quase junto donde o Sol ardendo
iguala o dia e noite em quantidade.
Ali tua frota alegre recebendo,
Um Rei, com muitas obras de amizade,
Gasalhado seguro te daria
E, pera a Índia, certa e sábia guia.”

Sussurrava o deus Mercúrio em sonhos a Vasco da Gama: que fugisse de Mombaça e se acercasse de Melinde, mais norte e próxima do equador onde o dia iguala a noite, guiando-o prá Índia. Lusíadas, canto II, estância 63.

….

Sobre a duração igual das noites no equinócio, na realidade, não é bem assim… Os equinócios estão definidos como o instante em que o ponto central do sol passa no equador e, por isso, o centro solar nasce no ponto cardeal Este e põe-se exactamente a Oeste, encontrando-se durante 12 horas acima do horizonte matemático em qualquer lugar da Terra nestes dias.

Contudo este facto não resulta numa duração do dia solar de 12 horas, pois a luz directa no chão surge quando o bordo superior do sol nasce, tal como desaparece no ocaso, e o sol tem um diâmetro aparente de 32′ (minutos de arco). Além disso há refracção atmosférica: quando o bordo superior está no horizonte o centro do sol encontra-se ≈50′ abaixo do horizonte, mais do que o seu diâmetro.

Com estas condições físicas e devido ao movimento da translação terrestre, apenas no dia 26 de Setembro de 2014 haverá 12,00 horas com luz solar directa no solo. Nesse dia o disco solar nasce às 7h 28m e põe-se às 19h 28m em Lisboa, com apenas 10 segundos de desvio às 12h certas.

GianlucaLombardiSunrise_Web

Nascer do sol com o raio verde, de Gianluca Lombardi.

 

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Mudança da Hora – 26 Outubro 2014 http://oal.ul.pt/mudanca-da-hora-26-outubro-2014/ http://oal.ul.pt/mudanca-da-hora-26-outubro-2014/#comments Fri, 12 Sep 2014 12:57:25 +0000 http://oal.ul.pt/?p=357138 No dia 26 de Outubro de 2014, tem início o período de “Hora de Inverno”.

Os relógios irão ser atrasados 60 minutos às 2h00 da madrugada de Domingo em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira, passando para a 1h00.

Na Região Autónoma dos Açores a mudança será feita à 1h00 da madrugada de Domingo, dia 26 de Outubro, passando para a meia-noite (00h00).

Pode consultar mais informação e a legislação aplicável na página:

Mudança da Hora

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Videodifusão da Palestra Pública (Agosto 2014) http://oal.ul.pt/videodifusao-da-palestra-publica-agosto-2014/ http://oal.ul.pt/videodifusao-da-palestra-publica-agosto-2014/#comments Sat, 30 Aug 2014 11:57:02 +0000 http://oal.ul.pt/?p=353360 Dia 30 de Agosto de 2014, a partir das 21h30 far-se-á a videodifusão da Palestra Pública integrada nas Noites no Observatório.

Confusões Astronómicas
pelo Dr. Guilherme de Almeida

No dia 30 pelas 21h30 basta visitar o seguinte endereço:

http://live.fccn.pt/caaul/nnoal/

 

NOTA:

A partir de Março de 2014 foi efetuada uma atualização tecnológica no processo de videodifusão [...]]]> Dia 30 de Agosto de 2014, a partir das 21h30 far-se-á a videodifusão da Palestra Pública integrada nas Noites no Observatório.

Confusões Astronómicas
pelo Dr. Guilherme de Almeida

No dia 30 pelas 21h30 basta visitar o seguinte endereço:

http://live.fccn.pt/caaul/nnoal/

 

NOTA:

A partir de Março de 2014 foi efetuada uma atualização tecnológica no processo de videodifusão das palestras públicas no OAL.
A página a partir da qual é possível visualizar o sinal vídeo passou a estar alojada nos servidores da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN). Além de melhorar a qualidade de som e imagem, a atualização permite também visualizar as palestras a partir de dispositivos moveis.

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Andrómeda M32 e M31 http://oal.ul.pt/andromeda-m32-e-m31/ http://oal.ul.pt/andromeda-m32-e-m31/#comments Fri, 29 Aug 2014 14:01:35 +0000 http://oal.ul.pt/?p=353331

Na constelação de Andrómeda encontram-se diversas galáxias do Grupo Local. Esta imagem mostra a parte central da M31 que é espiral e a maior de todas, além da galáxia anã elíptica M32 (à esquerda) que é satélite da outra. Na M31 [...]]]> M31e32_OALlousal_web

Na constelação de Andrómeda encontram-se diversas galáxias do Grupo Local. Esta imagem mostra a parte central da M31 que é espiral e a maior de todas, além da galáxia anã elíptica M32 (à esquerda) que é satélite da outra. Na M31 o brilho das estrelas na zona central densa é muito maior que na periferia, aqui desvanecida mas rica em estrelas jovens e quentes que conferem os laivos azulados nesta imagem. As nuvens de poeira ficam visíveis em contraluz devido à sua opacidade, ajudando a delinear os braços espirais da galáxia gigante. As designações ‘M’ provêm do catálogo de Charles Messier, de meados do séc. XVIII.

A M32 situa-se a 760 kpc de distância e é uma galáxia anã com apenas 2,4 kpc de diâmetro, o que poderia colocá-la facilmente dentro da Via Láctea pois o sol está a 8 kpc de distância do centro galáctico. Contém essencialmente estrelas velhas amareladas ou vermelhas, quase sem gás e uma massa total calculada em apenas 3 x 109 Msol, cerca de 0,5% da massa da Via Láctea. Devido à grande proximidade à M31, as forças de maré da espiral gigante poderão ter absorvido partes mais externas da galáxia anã, deixando-a reduzida à estrutura compacta que apresenta, quase esferoidal, em que o buraco negro central supermassivo mantém uma forte dinâmica no movimento rápido das estrelas. Ao mesmo tempo esta interacção gravítica com a M31 pode ter induzido alguma da formação estelar que se lhe observa.

A imagem é a composição de 8 fotos obtidas com um dos telescópios do OAL no Centro Ciência Viva do Lousal: um Ritchey-Chrétien de 10” de diâmetro com uma Canon EOS 60Da, num total de 300 s de pose, o que mostra a óptima qualidade do céu. 

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O pulsar do Caranguejo http://oal.ul.pt/o-pulsar-do-caranguejo/ http://oal.ul.pt/o-pulsar-do-caranguejo/#comments Thu, 28 Aug 2014 14:48:32 +0000 http://oal.ul.pt/?p=353253
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A foto é da nebulosa do Caranguejo, remanescente duma Supernova do tipo II a 2 kpc de distância, na constelação do Touro. Foi registada pelos chineses no ano 1054 pois durante 3 semanas foi visível de dia. Com a designação M1 no catálogo de Charles Messier (1758), no centro está uma estrela de neutrões com quase 30 km de diâmetro e uma rotação de 30,2 voltas/segundo: um pulsar. Clique aqui para identificar o pulsar. A envolver a estrela de neutrões encontra-se um disco central quente (mais esbranquiçado nesta imagem) rico em hidrogénio, hélio ionizados e electrões acelerados que emitem radiação de sincrotrão. A nebulosa de emissão composta pelo gás explodido pela supernova, que contém essencialmente H, He, C, N, O, Ni e Fe, expande-se a 1500 km/s e os filamentos de tez mais avermelhada atingem uma temperatura de 18.000 K. A envolvente externa dum tom azulado, aqui muito ténue, é-o por reflexão da luz no gás e poeira em expansão. É uma das fontes com forte emissão em raios X e γ.

A imagem foi obtida com um dos nossos telescópios (Ritchey-Chrétien de 10” com uma Canon EOS 60Da) no Centro Ciência Viva do Lousal: é a combinação de 9 imagens com 35 s de pose cada uma, trabalhadas com software adequado. Apesar de ter sido fotografada ainda baixo no céu (diminui a nitidez), facilmente observam-se alguns detalhes na M1. Esta nebulosa consegue ser vista numa noite escura, espreitando por este telescópio.

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