Observatório Astronómico de Lisboa http://oal.ul.pt Tue, 31 May 2016 14:51:22 +0000 pt-PT hourly 1 O céu noturno de junho http://oal.ul.pt/o-ceu-noturno-de-junho/ Tue, 31 May 2016 14:51:08 +0000 http://oal.ul.pt/?p=372725 Quase todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu noturno de junho

Mercúrio será visível durante o crepúsculo matutino, ao nascer na constelação de Touro. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,8 a -1,6. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre [...]]]> Quase todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu noturno de junho

Mercúrio será visível durante o crepúsculo matutino, ao nascer na constelação de Touro. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,8 a -1,6. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2016”.

Marte será visível ao anoitecer e durante uma parte da noite na constelação de Balança, na direção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,0 a -1,5.

Júpiter será visível ao anoitecer na constelação de Leão, na direção Este. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,1 a -1,9.

Saturno será visível durante toda a noite na constelação de Ofiúco, na direção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,0 a 0,1. No dia 19 Saturno encontra-se a 3º S da lua pela 1h.

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Fig. 1 – Céu visível às 22:30 horas do dia 15 de junho em Lisboa mostrando os planetas Marte, Júpiter e Saturno.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

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Urano e Neptuno também visíveis no céu noturno de maio

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Urano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano.

Os planetas Urano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2016/ Visibilidade dos Planetas em 2016 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros Ariétidas, ζ Perseidas e β Táuridas em junho

Nesta altura ocorrem as chuvas de meteoros diurnas das Ariétidas, a famosa ζ Perseidas e as β Táuridas. Tanto a constelação de Carneiro, como as de Perseu e do Touro encontram-se próximas do Sol, e isso faz com que estas chuvas de meteoros sejam difíceis de se verem a olho nu. Alguns dos primeiros meteoros são visíveis no momento das primeiras horas da manhã, geralmente uma hora antes do amanhecer.

Ver tabela mais abaixo para obter informações sobre os períodos de visibilidade e as datas de máxima atividade para cada uma destas chuvas de meteoros.

Em 2006, a IMO (International Meteor Organization) decidiu definir uma série de chuvas de meteoros conhecidas sob a designação ANT (The Antihelion Source).

O ANT é uma grande área, aproximadamente oval, com extensão de 30◦ em ascensão reta e 15◦ em declinação, centrado num ponto cerca de 12◦ a leste do ponto da oposição solar sobre a eclíptica, daí o seu nome. Não é uma verdadeira chuva de meteoros (e portanto não tem um número oficial de chuva de meteoros do IAU), mas é sim uma região do céu em que um número variável, embora baixo, de chuva de meteoros secundários ativos têm os seus radiantes.

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Fig. 2 – (figura do IMO) mostra os radiantes entre maio a julho, o radiante do ANT em junho encontra-se na constelação de Sagitário.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Ariétidas, ζ Perseidas e β Táuridas

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Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em junho

fases_lua_jun_sz550Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

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Fig. 3 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2016/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em junho

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

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Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

apo_per_jun_sz550Para obter mais informação sobre o apogeu e perigeu lunar consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2016/ Apogeu e Perigeu lunar.

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Videodifusão de palestra pública (28 de Maio 2016) http://oal.ul.pt/videodifusao-de-palestra-publica-28-de-maio-2016/ Sat, 28 May 2016 15:04:44 +0000 http://oal.ul.pt/?p=372712 Dia 28 de maio de 2016, a partir das 21h30 far-se-á a videodifusão da Palestra Pública integrada nas Noites no Observatório.

O Lado Escuro da Força
Tiago Barreiro, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA)

No dia 28 pelas 21h30 basta visitar o seguinte endereço:

http://live.fccn.pt/ia/noal/

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Dia 28 de maio de 2016, a partir das 21h30 far-se-á a videodifusão da Palestra Pública integrada nas Noites no Observatório.

O Lado Escuro da Força
Tiago Barreiro, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA)

No dia 28 pelas 21h30 basta visitar o seguinte endereço:

http://live.fccn.pt/ia/noal/

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Noites de Ciências – Maio 2016 http://oal.ul.pt/noites-de-ciencias-maio-2016/ Tue, 17 May 2016 17:39:39 +0000 http://oal.ul.pt/?p=372209 NCbanner_27Maio2016_web

No dia 27–Maio há mais uma “Noites de Ciências” na FCUL. As actividades são gratuitas, sem inscrição, sempre na última 6ª feira de cada mês. São dirigidas ao público não especialista mas curioso do conhecimento científico. Venha e fascine-se nas Ciências!

A palestra e as atividades terão videodifusão ao vivo no site da FCCN:   http://live.fccn.pt/ulisboa/fcul/noitesdeciencias/

Os participantes têm estacionamento gratuito no parque da FCUL a partir das 19:45 (toque à campainha). A actividade inicia-se às 20:00 e tem duas componentes:

1) 20:00 – 21:30  Há actividades para ver e participar:

Simulação da entrada dum raio cósmico ultra energético, um protão de 10^10 GeV na alta atmosfera. As diferentes cores representam fotões, eletrões e muões (a vermelho). Simulação do grupo Cosmus da Univ. de Chicago. Câmara de faíscas do LIP (de Coimbra) com uma descarga visível, devido à ionização do gás de He-Ne por um muão. As placas estão a 7 kV.

— “Detetores de Partículas” pelos investigadores do LIP. Estarão disponíveis alguns equipamentos. Por exemplo o detector de muões, partículas com carga eléctrica criados na entrada dum raio cósmico, quando interage na alta atmosfera. Poderá ainda conhecer o observatório Pierre Auger que estuda os raios cósmicos mais energéticos do universo, ou ainda como se detectam neutrinos e o que são cintiladores. Se é do ES venha conhecer melhor as astro-partículas. A não perder!

— “Cansat’s” pelos profs. e alunos da Escola Profissional de Almada (EPA).

Circuito Arduino com GPS e Antena do cansat SARVEDAP. Montagem do 3D Stereo Sat nas dimensões duma lata. Embalagem final feita em impressora 3D, do canstat 3D Stereo Sat. Cansat dos RadioHunters pendurado no seu pára-quedas.

O concurso Cansat é um projeto educativo da Agência Espacial Europeia, que em Portugal tem o apoio da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica e do Aeroclube de Torres Vedras, com o objectivo de proporcionar aos estudantes a primeira experiência relacionada com a tecnologia espacial. A EPA participou este ano com três projetos, 3D Stereo Sat, o SARDEVAPE e o RadioHunters. Venha aprender com eles como se faz um micro-satélite metido numa lata, mas que é capaz de medir a temperatura, pressão atmosférica, quantidade de partículas,  gases, radiação ambiente, fazer imagens, mapear o terreno, medir velocidade, etc., enquanto cai de 1km de altura. Todo o desenvolvimento da electrónica e do software de controlo dos sensores, do Arduino e das telecomunicações é feito pelos alunos. A não perder!

NCienciasTelescopios_web– Observação Astronómica ao telescópio, o estado do tempo permitindo:

  • Júpiter com as suas quatro luas, no início da noite.
  • Após a palestra observa-se-á Marte que estará a passar no ponto mais próximo da Terra,
  • Seguido-se Saturno com o espetacular sistema de anéis e as suas luas.

 

2) Às 21:30 (no anfiteatro 3.2.14 do edifício C3):

— Palestra “O bosão de Higgs” pela profª Patrícia Conde-Muiño, investigadora do LIP.

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A Doutora Patrícia Conde-Muiño fará uma abordagem pedagógica sobre este tema, que é crucial no entendimento da estrutura do tecido espaço-tempo do Cosmos. Em 1964 Peter Higgs e outros cinco cientistas sugeriram a existência de um novo campo de interações (forças), capaz de explicar a existência de massa para algumas partículas elementares, quando pelas leis de simetria das interações fundamentais isso não deveria acontecer. Este campo (de Higgs) que permeia o universo justificaria também o curtíssimo alcance da força nuclear fraca que está, por exemplo, nos decaimentos radioativos. A presença do campo de Higgs evidencia-se quando fica num estado quântico excitado e aí surge o bosão de Higgs, uma partícula fundamental do Modelo Padrão. No dia 4 de julho de 2012 foi detetada a sua presença com o acelerador LHC do CERN e, em 10-dez-2013,  Peter Higgs e François Englert, receberam o Prémio Nobel da Física. Na foto em cima está o detetor CMS do LHC. A não perder!

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Noites no Observatório (Mai 2016) http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-mai-2016/ Mon, 16 May 2016 12:29:39 +0000 http://oal.ul.pt/?p=372083 ALTERAÇÃO DE LOCAL: A sessão deste mês das NOAL será realizada no Planetário Calouste Gulbenkian, por motivo de obras de manutenção no Observatório Astronómico de Lisboa.

A atividade mensal das NOAL será realizada no sábado 28–maio–2016 no Planetário Calouste Gulbenkian. A sessão deste mês terá início com a palestra às 21:30. Após a palestra haverá um [...]]]> ALTERAÇÃO DE LOCAL: A sessão deste mês das NOAL será realizada no Planetário Calouste Gulbenkian, por motivo de obras de manutenção no Observatório Astronómico de Lisboa.

A atividade mensal das NOAL será realizada no sábado 28–maio–2016 no Planetário Calouste Gulbenkian. A sessão deste mês terá início com a palestra às 21:30. Após a palestra haverá um pequeno espetáculo de música e efeitos na cúpula do Planetário. As observações astronómicas decorrerão em contínuo ao longo da noite, até às 24:00.

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A palestra é subordinada ao tema “O Lado Escuro da Força”, por Tiago Barreiro, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço.


Atenção:

  1. Apesar de ter acesso livre a atividade requer uma inscrição prévia que se efectua AQUI.
  2. É necessário consultar a página do OAL para mais informações acerca desta atividade.

“O Lado Escuro da Força”

A Teoria da Relatividade Geral de Einstein faz agora cem anos de idade. Foi com ela que começámos a conseguir ler a história do nosso Universo. Nos últimos vinte anos entrámos numa nova era de cosmologia de precisão, nunca se soube tanto sobre o nosso Universo. No entanto, nunca estivemos tão conscientes de saber tão pouco, porque descobrimos que a matéria comum constitui apenas 5% da energia do Universo. Os restantes 95% formam um lado escuro do Universo, constituído de mistério puro. Vamos explorar este lado escuro do Universo e tentar fazer luz sobre o desconhecido.

Nota Biográfica:

Tiago Barreiro é licenciado em Eng. Física Tecnológica pelo Instituto Superior Técnico e doutorado em Física pela Universidade de Sussex, tendo tido como supervisor Ed Copeland. A sua área de interesse é a cosmologia teórica, tendo trabalhado sobretudo em inflação primordial e em modelos de quintessência. Atualmente é investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) e professor na Universidade Lusófona.

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Vídeo da palestra “O Trânsito de Mercúrio e o Sistema Solar” http://oal.ul.pt/video-da-palestra-o-transito-de-mercurio-e-o-sistema-solar/ Sun, 08 May 2016 09:53:11 +0000 http://oal.ul.pt/?p=372071 linhaTransitoMercurio_web

Já está disponível o vídeo da palestra “O Trânsito de Mercúrio e o Sistema Solar”, que foi realizada pelo prof. Rui Agostinho nas “Noites de Ciências” de Maio, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa , a propósito do evento que vai acontecer já amanhã.

Pode vê-lo em   https://youtu.be/V2YWGklqxl0

A palestra está assim estruturada:
1) Começa com as particularidades das órbitas em sistemas planetários, para se entenderem as características das que se formaram no Sistema Solar (SS):
– A formação de estrelas e discos proto-planetários.
– A formação de planetas e as suas órbitas.
– Os planetas trans-neptunianos no SS.
– Características das órbitas interiores no SS.

2) Depois fala-se do sol e dos trânsitos, porque também se observa o sol durante o evento:

– Atividade da fotosfera solar e o campo magnético.
– Manchas solares e o ciclo de 11 anos.
– Detalhes dos trânsitos de Mercúrio.
– A paralaxe solar e a medição da Unidade Astronómica.
– A medição da paralaxe estelar e o parsec.
– Como observar o Trânsito de Mercúrio em 2016.
– Cuidados a ter para a observação do sol em segurança.

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Curso “Origens das Galáxias” 2016 http://oal.ul.pt/curso-origens-das-galaxias-2016/ Wed, 04 May 2016 13:49:43 +0000 http://oal.ul.pt/?p=372054 M31e32_OALlousal_webB

Quais são as galáxias mais distantes que se conhecem? O que se sabe sobre elas? Como as explicam os modelos actuais? E que novas observações se farão nas próximas décadas? Não perca este curso dado pelo Prof. José Afonso no OAL, de 7 a 21 de Maio de 2016. Inscreva-se  aqui.

As galáxias são as grandes estruturas do Universo, possuindo uma variedade estonteante. Há cem anos não se conheciam ainda estes “Universos-ilha”, mas sabe-se hoje que ocupam quase todo o Universo observável. Desde pequenas galáxias quase sem estrelas, prováveis “destroços” de outras maiores, até às grandes “canibais” dos enxames galácticos, encontramos-nos hoje a tentar perceber como estes colossos se formaram. As observações, fazendo uso pleno das capacidades observacionais actuais, fornecem pistas sobre todo o processo. Modelos existem que descrevem como as primeiras galáxias terão surgido. Contudo, os modelos esbarram ainda, e frequentemente, em contradições com os dados observacionais, numa discordância que parece difícil de resolver.

Este curso focará o conhecimento actual sobre a formação de galáxias. Particular atenção será dada aos modelos e respectivas previsões, bem como aos limites impostos pelas capacidades observacionais.

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Como Observar o Trânsito de Mercúrio http://oal.ul.pt/como-observar-o-transito-de-mercurio/ Sun, 01 May 2016 10:23:12 +0000 http://oal.ul.pt/?p=371231 Tal como todas as observações que implicam olhar para o Sol, tem de seguir as regras de segurança apropriadas, que são descritas aqui.

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Durante o trânsito, o planeta apenas tapa a luz solar na nossa direção, aparecendo como um pequeno disco negro em frente ao disco solar.

NÃO é possível observar o trânsito de Mercúrio através dos filtros solares oculares!

Um objecto só é  perceptível se o seu diâmetro angular aparente for maior do que o limite de resolução angular α do instrumento de observação. Este limite é dado por α=1,22 λ/D onde λ é o comprimento de onda da luz (0,5 μm para a cor verde, onde está a máxima intensidade solar) e D é o diâmetro da abertura do sistema óptico. O diâmetro da pupila é D≈2 mm durante o dia, dilatando para D≈6mm à noite. Nestas condições o limite de resolução angular do olho humano numa observação diurna é α= 63”. Como o diâmetro angular de Mercúrio é de 12″ < 63″, é impossível observá-lo directamente.

Assim, de nada serve usar os filtros solares oculares (os conhecidos “óculos de eclipse”) para tentar ver o trânsito solar deste planeta.

Pode observar o trânsito de Mercúrio através dum telescópio equipado com filtro objetivo solar adequado!

O pequeno tamanho angular implica a utilização dum sistema óptico com pelo menos 1 cm de diâmetro para se poder ver o pequeno disco negro do planeta sobre o Sol. Porém, como o disco solar é 158 vezes maior do que o diâmetro angular de Mercúrio, o planeta só é bem visível com recurso a ampliação óptica.

Para o observar recomenda-se a utilização dum telescópio com uma ampliação de 50x a 100x. Porém, a objetiva deve ser tapada com um filtro solar adequado (VER AQUI), que deve ser adquirido em lojas da especialidade. Os requisitos visuais e fotográficos para o trânsito são idênticos aos da observação de manchas solares e de eclipses solares parciais.

PREFIRA a observação do trânsito de Mercúrio pelos métodos de Projeção

A maneira mais acessível de observar o trânsito de Mercúrio é projetar a imagem do Sol através de binóculos para um cartão branco. Um segundo cartão com um furo pode ser colocado em frente da ocular, o que melhora o contraste da imagem projetada. A imagem solar no cartão alvo aparecerá branca com o pequeno ponto negro de Mercúrio (semelhante a uma mancha solar). A mesma técnica de projeção pode naturalmente ser utilizada com um telescópio refrator.

OU, diriga-se a um local onde haja observações do trânsito de Mercúrio por pessoas qualificadas e responsáveis.

O OAL fará com a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa um grande evento público de observação do trânsito de Mercúrio, no Campo Grande em frente ao edifício C8 da FCUL. Entre as 12h e as 19h estarão disponíveis três telescópios, um dos quais mostra as protuberâncias solares.

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O céu noturno em maio 2016 http://oal.ul.pt/o-ceu-noturno-em-maio-2016/ Sat, 30 Apr 2016 16:30:49 +0000 http://oal.ul.pt/?p=371939 Quase todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu noturno de maio

Mercúrio será visível ao anoitecer na constelação de Carneiro até dia 4, e após dia 21 será visível ao amenhecer. A sua magnitude ao longo do mês é de 0,8. Consulte aqui toda a informação sobre a “ Quase todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu noturno de maio

Mercúrio será visível ao anoitecer na constelação de Carneiro até dia 4, e após dia 21 será visível ao amenhecer. A sua magnitude ao longo do mês é de 0,8. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2016”.

Marte será visível ao anoitecer e durante toda a noite na constelação de Escorpião, na direção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -1,4 a -2,0. No dia 21 Marte encontra-se a 6º S da lua pelas 21h, e no dia 30 Marte está à distância mínima da Terra, 23h.

Júpiter será visível ao anoitecer e durante uma grande parte da noite na constelação de Leão, na direção Este. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,1 a -2,3.

Saturno será visível durante toda a noite na constelação de Ofiúco, na direção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,0 a 0,2. No dia 22 Saturno encontra-se a 3º S da lua pelas 23h.

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Fig. 1 – Céu visível às 22:30 horas do dia 15 de maio em Lisboa mostrando os planetas Marte, Júpiter e Saturno.

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Fig. 2 – Céu visível às 05:30 horas do dia 15 de maio em Lisboa mostrando os planetas Marte e Saturno.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

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Urano e Neptuno também visíveis no céu noturno de maio

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Urano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano.

Os planetas Urano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2016/ Visibilidade dos Planetas em 2016 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros η Aquáridas, Ariétidas e ζ Perseidas em maio

A Terra cruza a órbita do cometa 1P/Halley e são os restos deste cometa os responsáveis pela chuva de meteoros das η Aquáridas. A sua atividade decorre entre 19 de abril e 28 de maio. As previsões indicam que as η Aquáridas estão num dos seus períodos menos ativos do seu eventual ciclo de 12 anos, por isso a  THZ (Taxa Horária Zenital) estimada é relativamente baixa, de apenas 40 meteoros por hora. O pico desta chuva de meteoros ocorre às 21:00 horas do dia 5 de maio. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Aquário (o radiante). A constelação do Aquário só começa a nascer por volta das 3 horas da manhã a sudeste. Assim sendo, só a partir desta altura é que é possível a observação das η Aquáridas.

Em finais de maio têm inicio as chuvas de meteoros das Ariétidas e das ζ Perseidas que serão essencialmente diurnas, visíveis a partir das primeiras horas da manhã, geralmente uma hora antes do amanhecer, por ambas as constelações do Carneiro e de Perseu se encontrarem próximas do Sol.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das η Aquáridas, Ariétidas e ζ Perseidas

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Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em maio

tab_fases_maio_550szComo é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

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Fig. 3 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2016/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em maio

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Apogeu

Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

tab_perapo_maio_550szPara obter mais informação sobre o apogeu e perigeu lunar consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2016/ Apogeu e Perigeu lunar.

 

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Trânsito de Mercúrio em 2016 http://oal.ul.pt/transito-de-mercurio-em-2016/ Fri, 29 Apr 2016 11:36:55 +0000 http://oal.ul.pt/?p=371224

No dia 9 de Maio de 2016 ocorre um trânsito de Mercúrio que será visível em todo o território português. Veja aqui os detalhes.

A duração total do trânsito de Mercúrio aproxima-se das 7h com início cerca das 12h 13 min, o máximo próximo das 15h 56min e o término perto [...]]]> TrajTransMercurio_ANI2016

No dia 9 de Maio de 2016 ocorre um trânsito de Mercúrio que será visível em todo o território português. Veja aqui os detalhes.

A duração total do trânsito de Mercúrio aproxima-se das 7h com início cerca das 12h 13 min, o máximo próximo das 15h 56min e o término perto das 19h 41 min. Os tempos exatos podem ser consultados no nosso ficheiro sobre o Trânsito de Mercúrio em 2016.

O OAL fará com a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa um grande evento público de observação do trânsito de Mercúrio, no Campo Grande em frente ao edifício C8 da FCUL. Estarão três telescópios disponíveis, um dos quais mostra as protuberâncias solares.

Apareça na FCUL para observar o trânsito! Se lhe der mais jeito também poderá deslocar-se ao Planetário Calouste Gulbenkian, pois aí haverá atividades abertas ao público, organizadas pelo Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA).

Consulte a nossa página sobre a Observação do trânsito de Mercúrio.

ATENÇÃO: a observação do Sol pode ser perigosa!

Seja cuidadoso, certifique-se que conhece todos os perigos e as formas seguras de observar o sol e informe, ajude, quem não sabe.

A população escolar deve ter especial cuidado com a observação do sol durante o trânsito.

Consulte a nossa página com informação completa sobre este tema e técnicas seguras de observação, em colaboração com a DGS e a SPO:    OBSERVAR O SOL EM SEGURANÇA

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Noites de Ciências – Abr 2016 http://oal.ul.pt/noites-de-ciencias-abr-2016/ Fri, 29 Apr 2016 11:34:34 +0000 http://oal.ul.pt/?p=371993 NCbanner_29abril2016_web

No dia 29–Abril há mais uma “Noites de Ciências” na FCUL. As actividades são gratuitas, sem inscrição, sempre na última 6ª feira de cada mês. São dirigidas ao público não especialista mas curioso do conhecimento científico. Venha e fascine-se nas Ciências!

A palestra terá videodifusão ao vivo no site da FCCN:   http://live.fccn.pt/ulisboa/fcul/noitesdeciencias/

Os participantes têm estacionamento gratuito no parque da FCUL a partir das 19:45 (toque à campainha). A actividade inicia-se às 20:00 e tem duas componentes:

1) 20:00 – 21:30  Há actividades para ver e participar:

— “A Física à Solta” pelos profs. Rui Agostinho e Paulo Silva do Departamento de Física da FCUL: estarão disponíveis diversas experiências demonstrativas de Física em que se pode interagir. Entre elas estão: observar as propriedades ondulatórias dos electrões, espectros atómicos, o travão electromagnético, óptica geométrica e ondulatória, conservação do momento angular na rotação (giroscópio, cadeira, roda de bicicleta), fenómenos de ionização e electricidade. Se é professor do ES venha ver o que as suas turmas podem fazer aqui no DF da FCUL.

LousalOAL_AstroVerao4web– Observação Astronómica:

O estado do tempo permitindo haverá observação ao telescópio da Lua e doutros astros.

 

 

 

2) Às 21:30 (no anfiteatro 3.2.14 do edifício C3):

— Palestra “O Trânsito de Mercúrio e o Sistema Solar” pelo prof. Rui Agostinho do Departamento de Física da FCULIA e Observatório Astronómico de Lisboa.

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Trânsito de Mercúrio em 8 de Novembro, 2006. O planeta surge na superfície solar como um pequeno círculo preto (perto do centro: por baixo e à direita), quase parecendo uma pequena mancha solar (vêem-se algumas perto dos bordos). Foto de Brocken Inaglory.

No dia 9 de Maio de 2016 ocorre mais um trânsito de Mercúrio no disco solar que será visível em todo o território português (veja aqui os detalhes). A duração total do evento aproxima-se das 7h com início pelas 12h 13 min e o máxima aproximação do centro solar às 15h 56min.

Na palestra serão abordados temas da importância dos trânsitos planetários (Mercúrio e Marte) no estudo do Sistema Solar: as circunstâncias em que ocorrem, as características orbitais e de observação, além da sua importância no estudo da Unidade Astronómica (UA), a distância fundamental em astronomia que é a base do parsec, usada para medir as dimensões do universo.

NOTA: o OAL fará com a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa um grande evento público de observação do trânsito de Mercúrio, no Campo Grande em frente ao edifício C8 da FCUL. Estarão três telescópios disponíveis, um dos quais para mostrar as protuberâncias solares.

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