Observatório Astronómico de Lisboa http://oal.ul.pt Fri, 19 Dec 2014 15:32:13 +0000 pt-PT hourly 1 Videodifusão da Palestra Pública (Dezembro 2014) http://oal.ul.pt/videodifusao-da-palestra-publica-dezembro-2014/ http://oal.ul.pt/videodifusao-da-palestra-publica-dezembro-2014/#comments Fri, 19 Dec 2014 15:07:10 +0000 http://oal.ul.pt/?p=362394 Dia 20 de Dezembro de 2014, a partir das 21h30 far-se-á a videodifusão da Palestra Pública integrada nas Noites no Observatório.

Interstellar – o filme onde a ciência está para além da ficção
pelo Professor Paulo Crawford, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

No dia 20 pelas 21h30 basta visitar o seguinte endereço:

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Dia 20 de Dezembro de 2014, a partir das 21h30 far-se-á a videodifusão da Palestra Pública integrada nas Noites no Observatório.

Interstellar – o filme onde a ciência está para além da ficção
pelo Professor Paulo Crawford, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

No dia 20 pelas 21h30 basta visitar o seguinte endereço:

http://live.fccn.pt/caaul/nnoal/

 

NOTA:

A partir de Março de 2014 foi efetuada uma atualização tecnológica no processo de videodifusão das palestras públicas no OAL.
A página a partir da qual é possível visualizar o sinal vídeo passou a estar alojada nos servidores da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN). Além de melhorar a qualidade de som e imagem, a atualização permite também visualizar as palestras a partir de dispositivos moveis.

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Acesso ao ISA – Alteração para Dia 20 de Dezembro http://oal.ul.pt/informacao-importante-para-dia-20-de-dezembro-acesso-ao-isa/ http://oal.ul.pt/informacao-importante-para-dia-20-de-dezembro-acesso-ao-isa/#comments Thu, 18 Dec 2014 15:25:20 +0000 http://oal.ul.pt/?p=362379 No dia 20 de Dezembro, dia da Sessão de Natal das NOAL, o Instituto Superior de Agronomia (ISA) terá o Portão da Rua Jau (o portão junto à calçada da Ajuda e o de acesso normal para quem vem às NOAL)  encerrado para veículos e peões por motivo de manutenção da calçada e lages.

O [...]]]> No dia 20 de Dezembro, dia da Sessão de Natal das NOAL, o Instituto Superior de Agronomia (ISA) terá o Portão da Rua Jau (o portão junto à calçada da Ajuda e o de acesso normal para quem vem às NOAL)  encerrado para veículos e peões por motivo de manutenção da calçada e lages.

O acesso 24 horas de veículos à Tapada da Ajuda será assegurado pelo Portão do Polo da Ajuda que fica localizado perto da Faculdade de Medicina Veterinária. O acesso pedonal terá lugar pelo Portão da Ponte, localizado por baixo da ponte 25 de Abril, a 150 metros do portão habitual de entrada. O Portão da Ponte estará aberto apenas nos seguintes horários: 20:30 – 22:00 e 23:30 – 1:00

Lamentamos qualquer inconveniente que esta situação possa causar.

Colocaremos algumas indicações ao longo do percurso que auxiliarão o trajeto.

De seguida, poderá consultar um mapa do percurso pedonal (a verde) a partir do Portão da Ponte (1) e o percurso de carro (a vermelho) a partir do Portão do Polo da Ajuda (2). Clique na imagem para ver o mapa com maior detalhe.

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Solstício de Inverno 2014 http://oal.ul.pt/solsticio-de-inverno-2014/ http://oal.ul.pt/solsticio-de-inverno-2014/#comments Mon, 15 Dec 2014 10:20:09 +0000 http://oal.ul.pt/?p=362369 Este ano o Solstício de Inverno ocorre no dia 21 de Dezembro às 23h03min. Este instante marca o início do Inverno no Hemisfério Norte, estação mais fria do ano. Esta estação prolonga-se por 88,99 dias até ao próximo Equinócio que ocorre no dia 20 de Março de 2015 às 22h45min.

Solstícios: pontos da elíptica em que o Sol atinge as posições máxima e mínima de altura em relação ao equador, isto é, pontos em que a declinação do Sol atinge extremos: máxima no solstício de Verão e mínima no solstício de Inverno.

A palavra de origem latina (Solstitium) está associada à ideia de que o Sol devia estar estacionário, ao atingir a sua mais alta ou mais baixa posição no céu.

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Noites no Observatório – Sessão de Natal (Dez 2014) http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-sessao-de-natal-dez-2014/ http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-sessao-de-natal-dez-2014/#comments Thu, 11 Dec 2014 16:05:00 +0000 http://oal.ul.pt/?p=362142 Atenção: Excepcionalmente, a actividade das NOAL deste mês será realizada no sábado 20–Dezembro–2014.

A sessão terá início com a palestra às 21:30, mas as observações astronómicas decorrerão em contínuo ao longo da noite, até às 24:00.

A palestra é subordinada ao tema “Interstellar – o filme onde a ciência está para além da [...]]]> Atenção: Excepcionalmente, a actividade das NOAL deste mês será realizada no sábado 20–Dezembro–2014.

A sessão terá início com a palestra às 21:30, mas as observações astronómicas decorrerão em contínuo ao longo da noite, até às 24:00.

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A palestra é subordinada ao tema “Interstellar – o filme onde a ciência está para além da ficção”, proferida pelo Professor Paulo Crawford, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.


Atenção:

  1. Apesar de ter acesso livre a actividade requer uma inscrição prévia que se efectua AQUI.
  2. É necessário consultar a página do OAL para mais informações acerca desta actividade.

“Interstellar – o filme onde a ciência está para além da ficção”

Nesta palestra falaremos da interação entre a ciência e a ficção científica e comentaremos o aparecimento de dois filmes: o Contacto, baseado num livro de ficção de Carl Sagan e o INTERSTELLAR, realizado por Christopher Nolan com base num guião de Kip Thorne, que foi também consultor científico e produtor executivo deste último. Kip Thorne esteve ligado aos dois filmes, como veremos, e a sua participação nestas obras de ficção foi muito relevante para o reconhecimento e desenvolvimento de uma área de investigação de ponta na área da Física.

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O céu noturno em dezembro de 2014 http://oal.ul.pt/o-ceu-noturno-em-dezembro-de-2014/ http://oal.ul.pt/o-ceu-noturno-em-dezembro-de-2014/#comments Fri, 28 Nov 2014 16:15:15 +0000 http://oal.ul.pt/?p=362045 Cometa em dezembro

O cometa C/2012 K1 (Panstarrs) está visível durante este mês.

O cometa C/2012 K1 (Panstarrs) é um cometa de fraco brilho com magnitude 9,78, não sendo visível à vista desarmada. A melhor altura para o observar será no dia 23 de dezembro pelas 19 horas, contudo o cometa estará muito próximo do horizonte na constelação do Escultor na direção Sul, o que dificultará a sua observação. Veja a Fig. 1.

C2012 K1 Panstarrs 23_12_14_as19h_iv_sFig. 1 – Céu visível às 19 horas do dia 23/12/2014 em Lisboa mostrando o cometa C/2012 K1 (Panstarrs).

 

Marte, Júpiter e Saturno visíveis a olho nu no céu noturno de dezembro

Durante o mês de dezembro, Saturno aparece como estrela da manhã, contudo será difícil de ser observado por estar muito próximo do horizonte. Júpiter encontra-se na constelação de Leão, Saturno na constelação de Balança e Marte na constelação de Capricórnio. A tabela abaixo mostra as horas de visibilidade de Marte, Júpiter e Saturno.

Tabela com o nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas Marte, Júpiter e Saturno

PLANETAS_INT

Tabela com os crepúsculos, altura e azimute de Saturno

AZIM
Urano e Neptuno também visíveis no céu noturno de dezembro

Urano, estará visível no céu noturno na constelação de Peixes, na qual permanecerá até final do ano. Tem atualmente movimento retrógrado, que se manterá até 22 de dezembro. Neptuno, também estará visível no céu noturno, mas na constelação de Aquário onde permanecerá durante todo o resto do ano.
Os planetas Urano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Tabela com o nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas Urano e Neptuno

PLANETAS_EXT
Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2014/ Visibilidade dos Planetas em 2014 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das Gemínidas e das Úrsidas em dezembro

Este mês a Terra cruza a órbita do Asteroide Faetonte e são os “detritos” largados por este asteroide os responsáveis pelo enxame de meteoros que decorre anualmente entre 4 e 17 de dezembro: o enxame das Gemínidas. O nome deste enxame resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação dos Gémeos (o radiante).
Os apaixonados por este tipo de fenómenos, e os curiosos em geral, poderão nas próximas noites perder algumas horas de sono para apreciar este belo espetáculo. Este ano, não é possível a observação do pico das Gemínidas, porque decorre durante o dia 14 pelas 12 horas, no entanto as previsões mostram que no dia anterior, o sábado 13 de dezembro, a partir das 19h, a observação valerá a pena e será mais favorável por volta das 2h quando o radiante se encontra mais alto no céu. Nessa noite, a lua estará em fase de quarto minguante. Assim, o espetáculo promete cativar até ao nascer do Sol.
Também neste mês a Terra cruza a órbita do Cometa Tuttle e são os restos deste cometa os responsáveis pela chuva de meteoros das Úrsidas que decorre anualmente entre 17 e 26 de dezembro. As previsões mostram que a noite de 22 de dezembro, é o pico de intensidade máxima desta chuva, que tem início por volta das 20h. O número de estrelas cadentes observado não é muito elevado, apenas de 5 a 10 meteoros por hora.
O nome deste enxame resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação da Ursa Menor (o radiante). O radiante das Úrsidas é circumpolar na maioria dos locais do hemisfério norte, como é o caso em Portugal. Além disso, temos a lua a nosso favor, será Lua Nova nessa noite, criando condições favoráveis de observação. Só nos resta esperar boas condições meteorológicas.
Para as observar aconselhamos evitar noites nubladas e a poluição luminosa das grandes cidades, e procurar um horizonte desimpedido.

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Fig. 3 – Céu visível às 02 horas do dia 17/12/2014 em Lisboa mostrando o radiante das Gemínidas e das Úrsidas.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Gemínidas e das Úrsidas

ENXAME
Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em dezembro
faseslua
Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

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Fig. 4 -A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2014/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)
A órbita lunar em novembro

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Apogeu
Fig. 5 -A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar
apogeu
Para obter mais informação sobre o apogeu e perigeu lunar consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2014/ Apogeu e Perigeu lunar.

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Videodifusão da Palestra Pública (Novembro 2014) http://oal.ul.pt/videodifusao-da-palestra-publica-novembro-2014/ http://oal.ul.pt/videodifusao-da-palestra-publica-novembro-2014/#comments Fri, 28 Nov 2014 14:19:13 +0000 http://oal.ul.pt/?p=362119 Dia 29 de Novembro de 2014, a partir das 21h30 far-se-á a videodifusão da Palestra Pública integrada nas Noites no Observatório.

Comunicações com Extraterrestres 
pelo Doutor José Afonso

No dia 29 pelas 21h30 basta visitar o seguinte endereço:

http://live.fccn.pt/caaul/nnoal/

 

NOTA:

A partir de Março de 2014 foi efetuada uma atualização tecnológica no processo de videodifusão [...]]]> Dia 29 de Novembro de 2014, a partir das 21h30 far-se-á a videodifusão da Palestra Pública integrada nas Noites no Observatório.

Comunicações com Extraterrestres 
pelo Doutor José Afonso

No dia 29 pelas 21h30 basta visitar o seguinte endereço:

http://live.fccn.pt/caaul/nnoal/

 

NOTA:

A partir de Março de 2014 foi efetuada uma atualização tecnológica no processo de videodifusão das palestras públicas no OAL.
A página a partir da qual é possível visualizar o sinal vídeo passou a estar alojada nos servidores da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN). Além de melhorar a qualidade de som e imagem, a atualização permite também visualizar as palestras a partir de dispositivos moveis.

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Noites no Observatório – Semana da Ciência e Tecnologia (Nov 2014) http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-semana-da-ciencia-e-tecnologia-nov-2014/ http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-semana-da-ciencia-e-tecnologia-nov-2014/#comments Mon, 17 Nov 2014 14:19:06 +0000 http://oal.ul.pt/?p=361879 A actividade mensal das NOAL será realizada no sábado 29–Novembro–2014. A sessão deste mês estará enquadrada na Semana da Ciência e da Tecnologia, promovida pela Ciência Viva, e terá início com a palestra às 21:30, mas as observações astronómicas decorrerão em contínuo ao longo da noite, até às 24:00.

A palestra é [...]]]> A actividade mensal das NOAL será realizada no sábado 29–Novembro–2014. A sessão deste mês estará enquadrada na Semana da Ciência e da Tecnologia, promovida pela Ciência Viva, e terá início com a palestra às 21:30, mas as observações astronómicas decorrerão em contínuo ao longo da noite, até às 24:00.

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A palestra é subordinada ao tema “Comunicações com Extraterrestres”, proferida pelo Doutor José Afonso, investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e Coordenador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço.


Atenção:

  1. Apesar de ter acesso livre a actividade requer uma inscrição prévia que se efectua AQUI.
  2. É necessário consultar a página do OAL para mais informações acerca desta actividade.

“Comunicações com Extraterrestres”

Nos nossos dias, a existência de civilizações extraterrestres continua a ser um tópico de aceso debate. Se por um lado a astronomia continua a achar elementos, no Universo, que apontam para uma aparente quase inevitabilidade do aparecimento da Vida, os inúmeros relatos de interações (avistamentos, comunicações, conflitos, raptos, etc…) com extraterrestres na Terra carecem de uma única comprovação científica (embora muitas fraudes tenham já sido reveladas). Sem pretender incidir sobre a veracidade de tais relatos, esta palestra pretende analisar, de uma forma objetiva e precisa, as possibilidades de comunicar com eventuais civilizações extraterrestres na nossa vizinhança. De facto, há já alguns anos que possuímos a capacidade de “escutar” o Universo, tendo mesmo chegado a emitir para estrelas longínquas mensagens sobre a nossa civilização (embora muitas destas tentativas estejam mais relacionadas com ações de marketing do que com a obtenção de uma resposta). Interessa pois perceber aquilo que a comunidade científica consegue realizar hoje, e o que podemos esperar de tais esforços nas décadas que se aproximam.

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Cometas sondados: Tempel 1 http://oal.ul.pt/cometas-sondados-tempel-1/ http://oal.ul.pt/cometas-sondados-tempel-1/#comments Wed, 12 Nov 2014 02:48:33 +0000 http://oal.ul.pt/?p=361742

As missões espaciais anteriores ao Halley e ao Wild 2 foram de passagem próxima, mas em Janeiro de 2005 a NASA lançou a sonda Deep Impact para chocar a 4 de Julho com o núcleo do cometa Temple 1 (9P/Tempel), de modo [...]]]> Tempel1_Stardust_web

As missões espaciais anteriores ao Halley e ao Wild 2 foram de passagem próxima, mas em Janeiro de 2005 a NASA lançou a sonda Deep Impact para chocar a 4 de Julho com o núcleo do cometa Temple 1 (9P/Tempel), de modo a ejectar material e poder analisá-lo.

Porquê esta missão? o Temple 1 está numa órbita entre o Sol e Júpiter com período de apenas 5,5 anos, o que provoca a perda acelerada dos componentes voláteis por sublimação nos milhares de passagens periélicas, tornando-o menos activo. Este efeito pode criar uma superfície mais rica em poeira e bem diferenciada do interior, ou seja, um casulo que pode rodear os gelos mais voláteis do núcleo. Pretendia-se estudar se os cometas seguem este modelo ou simplesmente vão libertando o gás e a poeira para o espaço até se desfazerem.

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O material ejectado pelo impactor – feito de 370 kg de cobre e com uma velocidade relativa de 10,3 km/s – no núcleo do Tempel 1 cavou uma cratera de impacto na superfície, mas a riqueza em poeira produziu uma nuvem que a obscureceu. Só com as fotografias obtidas pela sonda Stardust em 2007, desviada para analisar o Tempel 1, se determinou que a cratera tinha 150 metros de diâmetro. A análise do satélite Swift (raios X) mostrou que a ejecção de material durou cerca de 13 dias, num total de 5000 toneladas de água e quase 25000 toneladas de poeira libertada.

A maior quantidade de poeira, que foi descrita como sendo mais do tipo “pó talco” do que grãos de areia, rejeitou a hipótese de núcleos cometários como sendo uma agregação fraca de poeiras com gelo. A espectroscopia do impacto mostrou a presença de materiais tipo barro, carbonatos, sódio e cristais silicatados. A presença de barros é indicativa de água e o impacto libertou-a em quantidade, da zona abaixo de 1 metro da superfície. A densidade média no núcleo é de apenas 0,62 g/cm^3, que associada à presença de voláteis como o etanol, que requerem baixas temperaturas de solidificação, levou à hipótese deste cometa ter sido formado nas zonas de Úrano e Neptuno.

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Formação Planetária muito primitiva http://oal.ul.pt/formacao-planetaria-muito-primitiva/ http://oal.ul.pt/formacao-planetaria-muito-primitiva/#comments Mon, 10 Nov 2014 19:29:28 +0000 http://oal.ul.pt/?p=361789 discoProtoPlanetsHLTau_ALMA_web

Nos testes com a nova linha de base de 15 km no rádio-telescópio Atacama Large Millimeter/ submillimeter Array (ALMA), que consegue a resolução angular de 35 milisegundos de arco, capturou-se a melhor imagem (de sempre) de um sistema planetário em formação, à volta da estrela muito jovem HL Tau (no Touro), do tipo solar e a 138 pc.

Todas as estrelas e planetas são formadas pelo colapso gravitacional de uma massa enorme. A física do aquecimento e arrefecimento assim produzidos associados aos movimentos turbulentos numa massa gasosa com poeiras, campo magnético e perda de momento angular – devido aos jactos bicolores que emanam da protoestrela – mostra que uma nuvem inicialmente esférica evolui para um objecto central que absorve a maioria da massa (a futura estrela) e uma pequeníssima fracção subsiste num disco em rotação rápida e achatado, que eventualmente forma planetas.

A agregação das poeiras em grãos, destes em rochas e depois em corpos de metros e quilómetros, leva tempo enquanto ocorre o achatamento do disco, deixando para essa altura o aparecimento de asteróides, planetas grandes e cometas. Quando os protoplanetas adquirem uma massa elevada absorvem material na sua zona orbital e alteram a forma do disco podendo migrar e confinar o gás e pequenos objectos noutras zonas mais apertadas.

Apesar da HL Tau estar embebida numa espessa camada de poeira e gás, que é opaca à radiação visível, pode ser claramente observada nas bandas do rádio do ALMA. Na imagem real (em cor falsa e não é um desenho artístico) da emissão da poeira em torno da estrela, observam-se anéis bem diferenciados por zonas quase vazias de material, que só podem ser criadas por protoplanetas grandes que aí se deslocam orbitando a estrela. Porém, o objecto central encontra-se ainda a agregar massa do disco e simultaneamente a expulsar gás na forma de jactos (já observados), originando a grande novidade: é que numa etapa ainda tão inicial (≈1 milhão de anos) já lá existem planetas grandes!

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Cometas sondados: Wild 2 http://oal.ul.pt/cometas-sondados-wild-2/ http://oal.ul.pt/cometas-sondados-wild-2/#comments Sun, 09 Nov 2014 17:51:55 +0000 http://oal.ul.pt/?p=361757

Depois do sucesso que foi o estudo do cometa de Halley em 1985/6 com sondas espaciais, a NASA lançou em Fev/1999 uma missão robótica para recolher material cometário: cometaWild2_comb2web

Depois do sucesso que foi o estudo do cometa de Halley em 1985/6 com sondas espaciais, a NASA lançou em Fev/1999 uma missão robótica para recolher material cometário: a Stardust. O cometa foi o Wild 2 (o nome Suíço pronuncia-se “Vilt”) e o encontro em Jan/2004 permanece como a 1ª e única missão para lá da órbita lunar a trazer material extraterrestre de volta à Terra.

sonda Stardust foi navegada no ambiente gasoso e poeirento da cabeleira passando a 240 km do núcleo, onde embateu contra partículas de poeira de diversos tamanho e outras ricas em carbono, capturando-as numa estrutura preenchida com aerogel que as armazenou de modo a preservar a composição atómica, isotópica, química e morfologia das partículas menores.

A sonda girava em si própria para manter a trajectória estável e protegia-se atrás dos escudos para o embate a altíssima velocidade das pequenas rochas e grãos de poeira, curiosamente uma ideia lançada por Fred Whipple em 1950. A cápsula que continha as matrizes com aerogel foi redirecionada pra Terra e aterrou na Base da Força Aérea de Utah (USA) a 15/Jan/2006.

Mas a revolução esteve na análise das partículas colectadas pois são fósseis do sistema solar primordial e da formação planetária. Uma parte contém material orgânico PAH – hidrocarbonetos aromáticos policíclicos – mais primitivo do que o dos meteoritos, indicando uma formação em nebulosas interestelares, ou na nebulosa protoplanetária inicial. Alguns dos PAHs contêm variantes abundantes em oxigénio e azoto de importância na astrobiologia e bioquímica terrestre, e outros compostos orgânicos apresentam álcoois que os tornam muito voláteis.

Também foi observada uma boa variedade de materiais e estruturas na composição dos grãos: da aglomeração fraca nos pequenos até algumas partículas maiores com materiais que requerem formação tanto a baixa como a alta temperatura. Tal são os cristais de olivina, piroxenas muito ou pouco ricas em cálcio e sulfidos de ferro e níquel. Isto indica que a formação do cometa incluiu material ejectado pelo sistema solar interior, a altas temperaturas, para as zonas exteriores e frias na nebulosa protoplanetária, onde os voláteis se condensam e são abundantes. Os jactos bipolares do protosol podem ser esse mecanismo. Estes resultados alteraram o paradigma da formação cometária.

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