Observatório Astronómico de Lisboa http://oal.ul.pt Mon, 20 Apr 2015 23:15:10 +0000 pt-PT hourly 1 Noites de Ciências, Noites de Luz http://oal.ul.pt/noites-de-ciencias-noites-de-luz/ http://oal.ul.pt/noites-de-ciencias-noites-de-luz/#comments Sun, 19 Apr 2015 15:33:26 +0000 http://oal.ul.pt/?p=364604 ciencias_ul_azul_h_sass_web

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Nas comemorações do Ano Internacional da Luz a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa organiza o ciclo de actividades com palestras mensais designado “Noites de Ciências, Noites de Luz”, que são dirigidas ao público não especialista, mas curioso do conhecimento científico. O Observatório Astronómico de Lisboa associa-se activamente a esta iniciativa.

Venha connosco e fascine-se nas Ciências!

As actividades são gratuitas e ocorrem sempre na última 6ª feira de cada mês, excepto em Dezembro. Realizam-se no anfiteatro 3.1.14 do edifício C3 da FCUL (Campo Grande em Lisboa) e, nessas noites, os participantes têm estacionamento gratuito no parque da FCUL a partir das 19:45.

Em cada mês a actividade inicia-se às 20:00 e tem duas componentes:

a) Exposição das 20:00 às 21:30. No átrio de entrada do edifício C3 haverá uma actividade complementar expositiva, guiada ou acompanhada, de material laboratorial, científico, histórico, demonstrativo ou interactivo, figuras, imagens e fotografias, espécimens ou rochas, música ao vivo, pinturas e esculturas, observação astronómica ao telescópio (fora do átrio), etc.. Neste espaço há um bar de apoio que proporciona um ambiente de café-cultural, informal, pra cavaqueira da ciência e da arte.

b) A Palestra inicia-se às 21:30 e demora cerca de 1 hora. Estará ao vivo na internet permitindo que, no final da mesma às 22:30, a sessão de perguntas-respostas envolva também quem participa via rede.

Todas as palestras têm a coordenação de Rui Agostinho, que faz a apresentação dos palestrantes além da dinamização da actividade.

A lista de actividades para 2015 será completada atempadamente mas, desde já, é a seguinte:

  • 24/abr  –  “Luz: Natureza, Aplicações e Ficção ” por José M. Rebordão.
    • —  “Lasers”  exposição didáctica acompanhada por Manuel Abreu.
  • 29/mai  –  “A Luz na História da Ciência ” por Henrique Leitão.
    • —  Observações astronómicas acompanhadas por Rui Agostinho.
  • 26/jun  –  “A Luz na Observação da Terra com Satélites ” por Carlos da Câmara.
    • — Exposição de imagens e detectores. Por confirmar.
  • 31/jul  –  “A Luz do Cosmos na Astrofísica ” por Rui J. Agostinho.
    • — Exposição de imagens e detectores usados em telescópios. Por confirmar.
  • 28/ago  –  “palestra” por confirmar.
    • — Exposição de… Por confirmar.
  • 25/set  –  “A Energia Fotovoltaica e suas Aplicações ” por João M. Serra.
    • — Exposição de sensores e trabalhos em desenvolvimento. Por confirmar.
  • 30/out  –  “No Princípio Era a Luz…” por António J. da Silva.
    • — Exposição de… Por confirmar.
  • 27/nov  –  “Eclipse do Sol e a Teoria da Relatividade Geral ” por Paulo Crawford.
    • — Exposição de… Por confirmar.
  • 18/dez  –  “A Cor ” por José Martinho Simões.
    • — Exposição de… Por confirmar.
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Curso “Origens das Galáxias” 2015 http://oal.ul.pt/curso-origens-das-galaxias-2015/ http://oal.ul.pt/curso-origens-das-galaxias-2015/#comments Wed, 15 Apr 2015 10:16:32 +0000 http://oal.ul.pt/?p=364541

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Quais são as galáxias mais distantes que se conhecem? O que se sabe sobre elas? Como as explicam os modelos actuais? E que novas observações se farão nas próximas décadas? Não perca este curso dado pelo Prof. José Afonso no OAL, de 9 a 23 de Maio de 2015. Inscreva-se  aqui.

As galáxias são as grandes estruturas do Universo, possuindo uma variedade estonteante. Há cem anos não se conheciam ainda estes “Universos-ilha”, mas sabe-se hoje que ocupam quase todo o Universo observável. Desde pequenas galáxias quase sem estrelas, prováveis “destroços” de outras maiores, até às grandes “canibais” dos enxames galácticos, encontramos-nos hoje a tentar perceber como estes colossos se formaram. As observações, fazendo uso pleno das capacidades observacionais actuais, fornecem pistas sobre todo o processo. Modelos existem que descrevem como as primeiras galáxias terão surgido. Contudo, os modelos esbarram ainda, e frequentemente, em contradições com os dados observacionais, numa discordância que parece difícil de resolver.

Este curso focará o conhecimento actual sobre a formação de galáxias. Particular atenção será dada aos modelos e respectivas previsões, bem como aos limites impostos pelas capacidades observacionais.

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Noites no Observatório – Global Star Party (Abr 2015) http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-global-star-party-mar-2015/ http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-global-star-party-mar-2015/#comments Mon, 13 Apr 2015 16:52:01 +0000 http://oal.ul.pt/?p=364396 No mês de Abril de 2015 as NOAL associam-se à celebração do “Global Astronomy Month 2015“, enquadrando a iniciativa “Global Star Party” na sua sessão mensal.

A “Global Star Party” é um evento de proporções planetárias, que tem como objetivo reunir todos aqueles que desejam contemplar o céu e viver o seu interesse [...]]]> No mês de Abril de 2015 as NOAL associam-se à celebração do “Global Astronomy Month 2015“, enquadrando a iniciativa “Global Star Party” na sua sessão mensal.

A “Global Star Party” é um evento de proporções planetárias, que tem como objetivo reunir todos aqueles que desejam contemplar o céu e viver o seu interesse pela Astronomia.

A atividade das NOAL deste mês será realizada no sábado 25–Abril–2015. A sessão terá início com a palestra às 21:30, mas as observações astronómicas decorrerão em contínuo ao longo da noite, até às 24:00.

Como habitualmente, haverá telescópios nas observações mas, no entanto, convidamos e encorajamos os participantes a trazer e a utilizar os seus equipamentos de observação (binóculos, lunetas, telescópios). A equipa das NOAL auxiliará o público nesta atividade dentro das suas possibilidades.

Como o espaço disponível é limitado, caso esteja interessado em trazer o seu equipamento, envie um email para noitesoal@oal.ul.pt.

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A palestra é subordinada ao tema “Volta ao Universo em 80±40 Slides”, proferida por Ciro Pappalardo, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA).


Atenção:

  1. Apesar de ter acesso livre a actividade requer uma inscrição prévia que se efectua AQUI.
  2. É necessário consultar a página do OAL para mais informações acerca desta actividade.

“Volta ao Universo em 80±40 Slides”

Nesta palestra vou começar por explicar como se desenvolveu, no início dos anos 20, todo o debate sobre a possibilidade da existência de um Universo fora da nossa “aldeia” chamada Sistema Solar. Foi um período atribulado, cheio de notícias contrastantes, e com novas ideias que despoletavam discussões sobre a teoria existente. Em resumo, um período com poucas certezas e muitas dúvidas e, portanto, muito interessante.

Na segunda parte da apresentação, vou descrever o processo da evolução de galáxias a partir de novas imagens do Universo primordial. Com o acesso a novos instrumentos estamos a investigar pela primeira vez aquilo que se passou logo após o início do tempo e da história do Universo.

Finalmente vou terminar com alguns factos interessantes para o futuro de todos. A consciência nunca para de nos surpreender e espero que todos os presentes nesta palestra se sintam surpreendidos…

 

Nota Biográfica:

Ciro Pappalardo é originário de Sicília, no sul de Itália, e desde pequeno sempre desejou percorrer o mundo. Em pouco tempo, Ciro percebeu que na realidade o mundo é pequeno, tendo decidido assim estudar o Universo… que é verdadeiramente grande. Doutorado em Astronomia pela Universidade de Estrasburgo, trabalhou no Observatório Astrofísico de Arcetri, em Florença, onde estudou novos dados provenientes de um telescópio que o permitiram observar por uma janela nunca antes aberta. Afirma que foi uma boa experiência na terra de Dante Alighieri e de Girolamo Savonarola. Atualmente é investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA), onde trabalha ativamente no estudo da formação e evolução de galáxias. Gosta de correr, todos os dias, pela Tapada da Ajuda e ouvir fado às 4 da manhã em Alfama.

 

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O Sol Dinâmico http://oal.ul.pt/o-sol-dinamico/ http://oal.ul.pt/o-sol-dinamico/#comments Sat, 11 Apr 2015 18:09:48 +0000 http://oal.ul.pt/?p=364359

Solar Dynamics Observatory é um observatório espacial da NASA, que tem monitorizado o sol em alta resolução e continuamente desde 2010. As imagens têm permitido estudar a relação Sol-Terra [...]]]> erupcaoSolar_web

Solar Dynamics Observatory é um observatório espacial da NASA, que tem monitorizado o sol em alta resolução e continuamente desde 2010. As imagens têm permitido estudar a relação Sol-Terra através da dinâmica da atmosfera solar em diversas bandas espectrais e detalhadamente. O campo magnético solar é responsável pela dinâmica observada que é bastante complexa e nos objectivos científicos incluem-se a criação e estrutura do mesmo, como é gerada a energia deste campo e transmitida para a helioesfera e espaço interplanetário na forma de vento solar, partículas energéticas além das variações na radiância do sol.

Michael König utilizou as imagens em 4K do disco solar obtidas pelo SDO nos canais UV (ultravioleta) extremos, no comprimento de onda de 30,4 nm (correspondente a uma temperatura de excitação de 50.000 Kelvin) em combinação com o canal nos 17,1 nm (6,3×105 Kelvin). As imagens são do Goddard Space Flight Center, Scientific Visualization Studio, NASA.

A montagem em time-lapse (clique na imagem) inclui fenómenos fantásticos e visualmente artísticos da actividade solar, como espículas, explosões, filamentos, chuva coronal, erupções do plasma fotosférico e cromosférico, o trânsito de Vénus em 2012 e dois eclipses, entre outras. A essa selecção juntou a música “Una” do álbum Utopia de Murcof e o resultado é uma viagem sensorial pela beleza explosiva do sol. A sequência das imagens usadas é a seguinte:

1. Actividade solar  —  Outubro 2013
2. Proeminência solar a “ferver”  —  Fevereiro 2013
3. Regiões activas  —  Outubro 2013
4. Lançamento de filamento  —  Novembro 2011
5. Contorção de proeminência  —  Setembro 2012
6. Actividade solar  —  Outubro 2014
7. Proeminência solar  —  Julho 2013
8. Trânsito lunar (eclipse parcial)  —  Janeiro 2014
9. Dança de proeminência solar  —  Dezembro 2012
10. Actividade solar  —  Outubro 2013
11. Erupção de plasma  —  Setembro 2012
12. Chuva Coronal  —  Julho 2012
13. Regiões activas  —  Outubro 2013
14. Erupção Trebuchet  —  Fevereiro 2011
15. Proeminência solar  —  Outubro 2013
16. Trânsito de Vénus  —  Junho 2012
17. Erupção solar extrema  —  Junho 2011
18. Filamento solar eruptivo e ’canyon’ de fogo  —  Setembro 2013
19. Filamento solar eruptivo  —  Março 2015
20. Cometa ’lovejoy’ na coroa solar  —  Dezembro 2011
21. Eclipse total do sol e proeminência escura  —  Setembro 2012

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Domingo de Páscoa – a data http://oal.ul.pt/domingo-de-pascoa-a-data/ http://oal.ul.pt/domingo-de-pascoa-a-data/#comments Fri, 03 Apr 2015 18:44:43 +0000 http://oal.ul.pt/?p=364311

Sol dourado reflectido num maciço de cúmulo-nimbus e sombras oceânicas. Obtida pelas câmaras da ISS.

A escolha do Domingo de Páscoa tem uma história interessantíssima pois junta três acontecimentos fundamentais no cristianismo. Veja-se um [...]]]> EarthFromISS_web

Sol dourado reflectido num maciço de cúmulo-nimbus e sombras oceânicas. Obtida pelas câmaras da ISS.

A escolha do Domingo de Páscoa tem uma história interessantíssima pois junta três acontecimentos fundamentais no cristianismo. Veja-se um pouco dessa história.

A Primavera. Moisés tirou o povo hebreu do Egipto e conduziu-o para o deserto numa data algo indefinida. A tradição judaica coloca-a 20 séculos a.C., mas não há indícios históricos relevantes dessa data, tanto nas particularidades da história egípcia, sua geografia, população e relações com povos vizinhos, como na interpretação da quantidade de israelitas que terão feito o Êxodo. Agregando estes factores, alguns historiadores consideram mais plausível que tenha ocorrido nos séculos XII ou XIII a.C., apesar de também não haver certeza. Contudo, o texto bíblico do Êxodo (23,14-17) fez uma mudança importante no calendário judaico: Moisés e Aarão foram instruídos para alterar a tradição do início do ano civil no sétimo mês (Ethanim, no equinócio de outono) para o primeiro mês em que começa a primavera, o mês Aviv onde se fazia a colheita da cevada, também de nome Nisan (ou Nisã), pois foi nessa época que aconteceu o Êxodo.

A Lua Cheia. Nos calendários lunares como o judaico, o mês inicia-se com o primeiro avista- mento do crescente lunar, tecnicamente na Lua Nova. Os meses são de 29 ou 30 dias pois o período das lunações (mês sinódico) é de 29,53 dias. Assim, 1 ano civil pode ter 12 meses (ou normal com 354 dias) ou 13 meses lunares (ou bissexto, com 385 dias), que no calendário israelita designa-se por embolísmico. O texto bíblico do Êxodo (12,18) indica que a festa dos pães ázimos, que precedeu a saída do Egipto, deve celebrar-se do dia 15 ao 21 de Nisan. O dia 15 dum mês lunar corresponde à Lua Cheia.

A Páscoa Cristã. Jesus Cristo foi a Jerusalém celebrar a Páscoa judaica, é cruxificado e morre na 6ª feira a 15 de Nisan, mas a festividade principal nesse ano ficou para o dia santo hebraico, o Sábado. No primeiro dia da semana, o domingo, é celebrada a Sua ressurreição (Lucas, 24).

Daqui em diante o povo cristão quis celebrar a Páscoa como a ressurreição de Cristo ao domingo. Porém, para manter a tradição judaica usada em muitos locais, os outros dois factores foram  respeitados: o início da primavera e a Lua Cheia. Devido a flutuações no calendário Juliano e para normalizar esta festividade no mundo católico, o primeiro Concílio de Niceia (325 d.C.) decretou que o Domingo de Páscoa deveria ser o primeiro domingo logo após o início da primavera e após (ou na) Lua Cheia. Esta escolha leva a que o Domingo de Páscoa possa ocorrer logo a 21 de Março mas poderá ser tão tarde quanto 25 de Abril. Feliz Páscoa 2015!

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O céu noturno em abril de 2015 http://oal.ul.pt/o-ceu-noturno-em-abril-de-2015/ http://oal.ul.pt/o-ceu-noturno-em-abril-de-2015/#comments Tue, 31 Mar 2015 15:50:15 +0000 http://oal.ul.pt/?p=364240 Apenas Mercúrio, Vénus, Júpiter e Saturno dos planetas visíveis a olho nu podem ser observáveis no céu noturno de abril

Mercúrio será visível de tarde, por altura do final do crepúsculo civil, a partir de meados de abril, sendo mais brilhante no início deste período. Encontra-se na direção Oeste.
Vénus aparecerá muito brilhante e [...]]]> Apenas Mercúrio, Vénus, Júpiter e Saturno dos planetas visíveis a olho nu podem ser observáveis no céu noturno de abril

Mercúrio será visível de tarde, por altura do final do crepúsculo civil, a partir de meados de abril, sendo mais brilhante no início deste período. Encontra-se na direção Oeste.
Vénus aparecerá muito brilhante e será visível como estrela da tarde, e poderá ser facilmente identificado pelo seu grande brilho. Encontra-se na direção Noroeste.
Júpiter pode ser visto, na constelação de Caranguejo, durante grande parte da noite.
Saturno, nasce por volta da meia-noite no início de abril e aos poucos nasce cada vez mais cedo até finais de abril. Encontra-se na constelação de Balança na direção Sudeste.
A tabela abaixo mostra as horas de visibilidade destes planetas.

Tabela com o nascimento, passagem meridiana e ocaso destes planetas visíveis a olho nu

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Neptuno visível no céu noturno

Neptuno estará visível durante a madrugada na constelação de Aquário onde permanecerá durante todo o resto do ano. Terá de ser observado com telescópio.

Tabela com o nascimento, passagem meridiana e ocaso do planeta Neptuno

tab_nepPara obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2015/ Visibilidade dos Planetas em 2015 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das Líridas e η Aquáridas

A partir de meados de abril tem inicio as Líridas, umas das chuvas de meteoros de menor intensidade. Têm uma duração de visibilidade de apenas 10 dias (entre 16 a 25 de abril), com a atividade máxima de apenas 18 meteoros na THZ (Taxa Horária Zenital). O pico desta chuva de meteoros ocorre às 01:00 horas do dia 23 de abril. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite, a nordeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. As Líridas são conhecidas desde os tempos antigos pois aparecem nos registos chineses de 687 a.C. onde os cronistas relataram que “as estrelas caem como chuva”.
As Líridas estão associadas aos restos de poeira deixados pela passagem do cometa Tatcher. Quando estas partículas entram na nossa atmosfera provocam um fenómeno de “chuva de meteoros” ou “estrelas cadentes”. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação da Lira.

lira radianteFig. 1 – A deslocação da posição do radiante das Líridas entre 15 a 25 de abril.

Também a partir de meados de abril a Terra cruza a órbita do cometa Halley e são os restos deste cometa os responsáveis pela chuva de meteoros das η Aquáridas. A sua atividade decorre entre 19 de abril e 28 de maio. Será muito difícil observar as η Aquáridas, pois a constelação só começa a nascer depois das seis horas da manhã a sudeste, já próxima do crepúsculo civil. O radiante desta chuva de meteoros encontra-se na constelação do Aquário.

Ver tabela abaixo.

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Fig. 2 – Céu visível às 05:30 horas do dia 22/04/2015 em Lisboa mostrando o radiante das Líridas e η Aquáridas.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Líridas e η Aquáridas

tab_enxPara obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua

fases_luaComo é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

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Fig. 3 -A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2014/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

ApogeuFig. 4 -A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar
apo_perigeuPara obter mais informação sobre o apogeu e perigeu lunar consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2014/ Apogeu e Perigeu lunar.

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O Calor de Abril http://oal.ul.pt/o-calor-de-abril/ http://oal.ul.pt/o-calor-de-abril/#comments Sun, 29 Mar 2015 00:13:41 +0000 http://oal.ul.pt/?p=364222 sunrise-c

Tabela com a totalidade de horas de sol recebidas diariamente (HS), além do fluxo incidente que está em MJ/m2/dia.

dia                            1                             15                          30
.                           HS      fluxo           HS      fluxo           HS      fluxo
Bragança       12h41m   22,7        13h20m   25,1       13h58m   27,3
Coimbra        12h39m   23,1        13h16m   25,4       13h52m   27,5
Lisboa            12h38m   23,5        13h12m   25,7       13h47m   27,6
Faro                12h36m   23,9       13h08m   26,0      13h41m    27,8
P. Delgada     12h37m   23,8       13h10m   25,9       13h43m    27,7
Funchal          12h31m   24,9       12h59m   26,7       13h26m   28,2

 

Na mais ocidental praia lusitana o sol foi eclipsado ao nascer, no dia que cantou a primavera deste ano. Aí o Atlântico cintila o astro que se mostra durante 12h37min e traz 24,9 MJ/m2 de calor diário à terra verde. Antes do plenilúnio seguinte, o dia aumenta para 13h43min banhando os campos com 27,7 MJ/m2/dia.

Sorte igual tem Olissipo onde se aguarda o raiar do bom tempo, depois das pretéritas “manhãs de inverno e tardes de verão”. Esperemos!

Na Sagres do Infante, o sol demora 12h36min a aquecer os algarves com 23,9 MJ/m2/dia, mas caminha lentamente para as 13h41min com 27,8 MJ/m2/dia, no fim das “águas mil”… donde, na madrugada, se vislumbra o nevoeiro sebastiânico. Dizem.

Na Capitania do Machico, Tristão Vaz Teixeira mede a altura do sol e deduz as 12h31min em que percorre a abóbada celeste. Sincopadamente anota os tempos, que atingem as 13h26min antes de Maio florir os campos. O calor diário começa nos 24,9 mas subirá aos 28,2 MJ/m2.

Bracara Augusta teve César como Imperador no início da era cristã e, talvez por isso (ou será pela latitude?) o calor romano consiga apenas 22,7 —> 27,3 MJ/m2 diariamente, mesmo que Helios se mostre durante 12h41min e depois progrida nas latitudes boreais para dar 13h58min no final de Abril.

Se as leis da natureza correrem como esperado, teremos chuva, vento e sol bastante.

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A Mudança da Hora http://oal.ul.pt/a-mudanca-da-hora/ http://oal.ul.pt/a-mudanca-da-hora/#comments Fri, 27 Mar 2015 18:36:12 +0000 http://oal.ul.pt/?p=364177  

Os mapas apresentados mostram na duração do dia (eixo vertical) as horas a que começa o crepúsculo civil matutino até ao nascer do sol (há claridade no céu, banda laranja), o período do dia em azul claro, o momento do pôr do sol ao final do crepúsculo civil vespertino (banda laranja), além da duração da noite escura (banda negra). [...]]]> sunRiseSetAnualLisboa2015OAL sunRiseSetAnualFunchal2015OAL sunRiseSetAnualAcores2015OAL

 

Os mapas apresentados mostram na duração do dia (eixo vertical) as horas a que começa o crepúsculo civil matutino até ao nascer do sol (há claridade no céu, banda laranja), o período do dia em azul claro, o momento do pôr do sol ao final do crepúsculo civil vespertino (banda laranja), além da duração da noite escura (banda negra). Tudo isto ao longo do ano. A linha amarela dá a hora em que ocorre o meio dia solar, momento em que o sol está mais alto no céu. A linha azul indica a quantidade de horas de sol no dia. Ponta Delgada e Lisboa são quase idênticos e no Funchal há menor variação anual das horas de sol.

Na madrugada do domingo 29 de Março de 2015, a Hora Legal Portuguesa muda do regime de Inverno para o regime de Verão. Esta mudança é da autoridade da União Europeia e todos os estados membros introduzem-na sincronizadamente. Na prática, é uma decisão da Comissão Europeia que por Directiva do Parlamento Europeu e do Conselho, apresenta as disposições relativas à hora de Verão para um período de 5 anos. Por questões sociais é importante que assim seja, para facilitar as comunicações a todos os níveis no espaço europeu.

Em princípios do séc. XIX e a par de outras nações europeias, Portugal adoptou o Tempo Solar Médio que simplificou a definição da Hora Legal. Em 1878 o Real Observatório Astronómico de Lisboa passa a dar a Hora Legal Portuguesa, mas só a partir de 1912 a Hora em Portugal passou a reger-se pelos Fusos Horários da Convenção de Washington (1884), colocando a hora do continente no Fuso das 00:00 horas (Greenwich). Passaram-se 4 anos sem Hora de Verão.

A Hora de Verão surge nas duas Guerras Mundiais para harmonizar o período de actividade laboral com a escassez de recursos energéticos. No espaço europeu tem-se mostrado que não há poupanças económicas evidentes induzidas por este horário, pois a actividade humana rege-se mais pela luz solar e calor do dia, e não tanto pela hora do relógio, se esta estiver desfasada da solar. Por exemplo, os países na zona inter-tropical não sentem necessidade de introduzir um horário de verão.

Curiosamente, a história da Hora Legal mostra que entre 1967 e 1975 não houve Hora de Verão em Portugal e, quando havia, as datas de transição situavam-se em finais de Março (início) e nos finais de Setembro (fim). Hoje não é assim, e os factores sociais de viver num espaço internacional e comum tornam mais importante ao país estar alinhado com os parceiros europeus. Os mapas apresentados indicam que só há noite escura após as 23h no solstício de Verão, e que a noite matinal mantém-se escura até às ≈4h ou ≈6h. Mais curioso é verificar que ao longo do ano o meio dia solar (das horas de sol) é mais próximo das 13:00 no inverno e das 14:00 no período de Verão, em vez de ser às 12:00 do relógio.

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Videodifusão de palestra pública (Março 2015) http://oal.ul.pt/videodifusao-de-palestra-publica-marco-2015/ http://oal.ul.pt/videodifusao-de-palestra-publica-marco-2015/#comments Fri, 27 Mar 2015 11:58:41 +0000 http://oal.ul.pt/?p=364171 Dia 28 de Março de 2015, a partir das 21h30 far-se-á a videodifusão da Palestra Pública integrada nas Noites no Observatório.

Do Big Bang à Via Láctea
David Sobral, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA).

No dia 28 pelas 21h30 basta visitar o seguinte endereço:

http://live.fccn.pt/ia/noal/

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Nova em Sagitário – observa-se a olho nu! http://oal.ul.pt/nova-em-sagitario-observa-se-a-olho-nu/ http://oal.ul.pt/nova-em-sagitario-observa-se-a-olho-nu/#comments Wed, 25 Mar 2015 14:11:51 +0000 http://oal.ul.pt/?p=364144
novaSagitario2015_web
 Fig. 1 – Horizonte a Sul visível às 05:30 horas do dia 26/03/2015 em Lisboa mostrando a localização da Nova Sagittarii 2015 No. 2: na zona do círculo amarelo a 22º de altura ao horizonte.

No dia 15 de março o astrónomo amador John Seach de Chatsworth Island, Austrália,  anunciou a descoberta de uma estrela Nova. Recebeu a designação oficial de Nova Sagittarii 2015 No. 2 e pode ver-se na zona do “bule” da constelação de Sagitário, no local onde se encontrava uma estrela de magnitude V=15. Atualmente tem magnitude V= 4,4 mas o seu brilho está a aumentar. Por isso, é possível observá-la a olho nu no céu escuro fora das cidades, a partir das 03h30min quando nasce a Sudeste. Mas quanto mais a sul melhor e a partir das 5h30min está mais alta. Acorde cedo!

A Nova Sagittarii 2015 No. 2 é a nova mais brilhante na constelação do Sagitário desde pelo menos 1898. É também a nova mais brilhante em todo o céu visível de latitudes médias no hemisfério Norte desde agosto de 2013, quando a última nova visível a olho nu, V339 Del (Nova Delphini), atingiu um pico de V= 4,3.

O fenómeno conhecido como nova ocorre em sistemas binários constituídos por uma estrela normal e uma anã branca, muito próximas. Nestes sistemas binários, o gás transferido pela estrela acumula-se na superfície da anã branca e, quando atinge uma densidade suficientemente elevada, despoleta a fusão nuclear do hidrogénio repentinamente, ao longo de toda a superfície da anã branca. Esta explosão provoca um aumento brusco de luminosidade e da magnitude visual, o que pode tornar visível esta estrela. Surge assim, aparentemente, uma nova estrela no céu, que é a origem histórica do nome deste fenómeno.

Como a camada de gás em fusão tem uma massa de apenas cerca de 1/10000 massas solares  o fenómeno tem uma duração limitada. Em novae (plural latino de nova) rápidas o brilho volta aos valores iniciais em alguns meses, enquanto que novae lentas só se estabilizam passados alguns anos. O processo de acreção de gás recomeça e uma nova explosão terá lugar com uma periodicidade que depende da massa da anã branca. Estima-se que ocorram cerca de 40 novae por ano na Via Láctea, das quais apenas ≈10 são observadas da Terra.

Voltando à nova Sagittarii 2015 No. 2, é conhecido que na altura da explosão ejetou material à velocidade de 2,800 km/s, mas tem vindo gradualmente a perder velocidade. A energia da explosão é absorvida por esse material e reemitida na risca Hα, o que torna interessante a sua observação com este filtro vermelho. A nova apresenta atualmente uma cor amarelada que com o tempo se tornará mais avermelhada devido ao aumento progressivo de absorção pelo material circundante que se vai condensando em poeira.

Este fenómeno é distinto do que acontece nas supernovae, no qual a estrela explode completamente (deixa um buraco negro ou uma estrela de neutrões) e para sempre, com libertação de quantidades muito maiores de energia.

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