Observatório Astronómico de Lisboa http://oal.ul.pt Sat, 30 Aug 2014 12:03:12 +0000 pt-PT hourly 1 Videodifusão da Palestra Pública (Agosto 2014) http://oal.ul.pt/videodifusao-da-palestra-publica-agosto-2014/ http://oal.ul.pt/videodifusao-da-palestra-publica-agosto-2014/#comments Sat, 30 Aug 2014 11:57:02 +0000 http://oal.ul.pt/?p=353360 Dia 30 de Agosto de 2014, a partir das 21h30 far-se-á a videodifusão da Palestra Pública integrada nas Noites no Observatório.

Confusões Astronómicas
pelo Dr. Guilherme de Almeida

No dia 30 pelas 21h30 basta visitar o seguinte endereço:

http://live.fccn.pt/caaul/nnoal/

 

NOTA:

A partir de Março de 2014 foi efetuada uma atualização tecnológica no processo de videodifusão [...]]]> Dia 30 de Agosto de 2014, a partir das 21h30 far-se-á a videodifusão da Palestra Pública integrada nas Noites no Observatório.

Confusões Astronómicas
pelo Dr. Guilherme de Almeida

No dia 30 pelas 21h30 basta visitar o seguinte endereço:

http://live.fccn.pt/caaul/nnoal/

 

NOTA:

A partir de Março de 2014 foi efetuada uma atualização tecnológica no processo de videodifusão das palestras públicas no OAL.
A página a partir da qual é possível visualizar o sinal vídeo passou a estar alojada nos servidores da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN). Além de melhorar a qualidade de som e imagem, a atualização permite também visualizar as palestras a partir de dispositivos moveis.

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Andrómeda M32 e M31 http://oal.ul.pt/andromeda-m32-e-m31/ http://oal.ul.pt/andromeda-m32-e-m31/#comments Fri, 29 Aug 2014 14:01:35 +0000 http://oal.ul.pt/?p=353331

Na constelação de Andrómeda encontram-se diversas galáxias do Grupo Local. Esta imagem mostra a parte central da M31 que é espiral e a maior de todas, além da galáxia anã elíptica M32 (à esquerda) que é satélite da outra. Na M31 [...]]]> M31e32_OALlousal_web

Na constelação de Andrómeda encontram-se diversas galáxias do Grupo Local. Esta imagem mostra a parte central da M31 que é espiral e a maior de todas, além da galáxia anã elíptica M32 (à esquerda) que é satélite da outra. Na M31 o brilho das estrelas na zona central densa é muito maior que na periferia, aqui desvanecida mas rica em estrelas jovens e quentes que conferem os laivos azulados nesta imagem. As nuvens de poeira ficam visíveis em contraluz devido à sua opacidade, ajudando a delinear os braços espirais da galáxia gigante. As designações ‘M’ provêm do catálogo de Charles Messier, de meados do séc. XVIII.

A M32 situa-se a 760 kpc de distância e é uma galáxia anã com apenas 2,4 kpc de diâmetro, o que poderia colocá-la facilmente dentro da Via Láctea pois o sol está 8 kpc de distância do centro galáctico. Contém essencialmente estrelas velhas amareladas ou vermelhas, quase sem gás, e uma massa total calculada em apenas 3 x 109 Msol, cerca de 0,5% da massa da Via Láctea. Devido à grande proximidade à M31, as forças de maré da espiral gigante poderão ter absorvido partes mais externas da galáxia anã, deixando-a reduzida à estrutura compacta que apresenta, quase esferoidal, em que o buraco negro central supermassivo mantém uma forte dinâmica no movimento rápido das estrelas. Ao mesmo tempo esta interacção gravítica com a M31 pode ter induzido alguma da formação estelar que se lhe observa.

A imagem é a composição de 8 fotos obtidas com um dos telescópios do OAL no Centro Ciência Viva do Lousal: um Ritchey-Chrétien de 10” de diâmetro com uma Canon EOS 60Da, num total de 300 s de pose, o que mostra a óptima qualidade do céu. 

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O pulsar do Caranguejo http://oal.ul.pt/o-pulsar-do-caranguejo/ http://oal.ul.pt/o-pulsar-do-caranguejo/#comments Thu, 28 Aug 2014 14:48:32 +0000 http://oal.ul.pt/?p=353253
M1crab_LousalOAL_web

A foto é da nebulosa do Caranguejo, remanescente duma Supernova do tipo II a 2 kpc de distância, na constelação do Touro. Foi registada pelos chineses no ano 1054 pois durante 3 semanas foi visível de dia. Com a designação M1 no catálogo de Charles Messier (1758), no centro está uma estrela de neutrões com quase 30 km de diâmetro e uma rotação de 30,2 voltas/segundo: um pulsar. Clique aqui para identificar o pulsar. A envolver a estrela de neutrões encontra-se um disco central quente (mais esbranquiçado nesta imagem) rico em hidrogénio, hélio ionizados e electrões acelerados que emitem radiação de sincrotrão. A nebulosa de emissão composta pelo gás explodido pela supernova, que contém essencialmente H, He, C, N, O, Ni e Fe, expande-se a 1500 km/s e os filamentos de tez mais avermelhada atingem uma temperatura de 18.000 K. A envolvente externa dum tom azulado, aqui muito ténue, é-o por reflexão da luz no gás e poeira em expansão. É uma das fontes com forte emissão em raios X e γ.

A imagem foi obtida com um dos nossos telescópios (Ritchey-Chrétien de 10” com uma Canon EOS 60Da) no Centro Ciência Viva do Lousal: é a combinação de 9 imagens com 35 s de pose cada uma, trabalhadas com software adequado. Apesar de ter sido fotografada ainda baixo no céu (diminui a nitidez), facilmente observam-se alguns detalhes na M1. Esta nebulosa consegue ser vista numa noite escura, espreitando por este telescópio.

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A Lua das Missões Apollo 12 e 14 http://oal.ul.pt/a-lua-das-missoes-apollo-12-e-14/ http://oal.ul.pt/a-lua-das-missoes-apollo-12-e-14/#comments Fri, 22 Aug 2014 00:10:02 +0000 http://oal.ul.pt/?p=353180 LuaMinguante_Ago2014_ApolloLanding_OALweb

No dia 18/8, passada a fase de maior super lua de 2014 e já com apenas 45% de iluminação, o telescópio permitiu identificar os locais na face com longitudes Oeste, onde pousaram os Módulos Lunares das Missões Apollo 12 (Nov/1969) e Apollo 14 (Fev/1971) da NASA (EUA), programa que teve o primeiro sucesso deste tipo há 45 anos com a missão Apollo 11 em Julho de 1969, na zona do Mar da Tranquilidade (longitude Este). Os detalhes na imagem permitem reconhecer bem algumas das crateras e mares, além de que a iluminação rasante faz sobressair pormenores da superfície e montanhas que identificam os locais usados nestas missões, tal como da Apollo 15 na zona da cordilheira dos Montes Apeninos já na sombra.

LuaMinguante_Ago2014_Apollo12e14_OALweb

Sobre o programa Apollo da NASA pode encontrar informação exaustiva e muito detalhada (mapas, transcrições, decisões e alternativas, audio das comunicações, características dos instrumentos e câmaras fotográficas usadas pelos astronautas, etc., etc..) no site Apollo Lunar Surface Journal, que se recomenda muito vivamente.

A imagem da Lua foi obtida com um dos nossos telescópios nas sessões públicas de Astronomia de Verão no Centro Ciência Viva do Lousal: um Ritchey-Chrétien de 10” com uma Canon EOS 60Da, e é uma composição de 12 fotos cada uma com 0,01 s de pose, que mostra a óptima qualidade do céu alentejano.

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A Lua Minguante e Nascente http://oal.ul.pt/a-lua-minguante-e-nascente/ http://oal.ul.pt/a-lua-minguante-e-nascente/#comments Thu, 21 Aug 2014 23:29:37 +0000 http://oal.ul.pt/?p=353174

A Lua passou em fase cheia no perigeu na semana anterior, sendo a maior super lua de 2014. No dia 18/8 já estava com apenas 45% de iluminação e o telescópio de 2m de distância focal permitiu observar [...]]]> LuaMinguanteNascenteAgo2014_OALweb

A Lua passou em fase cheia no perigeu na semana anterior, sendo a maior super lua de 2014. No dia 18/8 já estava com apenas 45% de iluminação e o telescópio de 2m de distância focal permitiu observar detalhes na superfície iluminada, assim como onde pousaram as Missões Apollo 12 e 14 (NASA). Apesar da Lua estar ainda relativamente baixa no céu no momento da observação, os detalhes permitem reconhecer algumas das crateras, mares e cordilheiras, além de que a iluminação rasante realça pormenores na superfície e nas montanhas. Clique nesta imagem para obter uma fotografia de 2000 × 1528 e aprecie a belíssima Lua que nos acompanha à noite.

A imagem foi obtida com um dos nossos telescópios nas sessões públicas no Centro Ciência Viva do Lousal: um Ritchey-Chrétien de 10” com uma Canon EOS 60Da, e é uma composição de 12 fotos cada uma com 0,01 s de pose, que mostra a óptima qualidade do céu alentejano.

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Noites no Observatório (Ago 2014) http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-ago-2014/ http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-ago-2014/#comments Mon, 18 Aug 2014 11:30:01 +0000 http://oal.ul.pt/?p=353104 A actividade mensal das NOAL será realizada no sábado 30–Agosto–2014. A sessão terá início com a palestra às 21:30, mas as observações astronómicas decorrerão em contínuo ao longo da noite, até às 24:00.

A palestra é subordinada ao tema “Confusões Astronómicas”, proferida pelo Dr. Guilherme de Almeida.

Atenção:

Apesar de ter acesso livre a actividade requer uma 
A actividade mensal das NOAL será realizada no sábado 30–Agosto–2014. A sessão terá início com a palestra às 21:30, mas as observações astronómicas decorrerão em contínuo ao longo da noite, até às 24:00.

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A palestra é subordinada ao tema “Confusões Astronómicas”, proferida pelo Dr. Guilherme de Almeida.


Atenção:

  1. Apesar de ter acesso livre a actividade requer uma inscrição prévia que se efectua AQUI.
  2. É necessário consultar a página do OAL para mais informações acerca desta actividade.

“Confusões Astronómicas”

Existem na opinião pública concepções e interpretações incorrectas sobre conceitos básicos de Astronomia. Muitas delas observam-se mesmo entre pessoas supostamente esclarecidas. Aparecem casos destes em alguns manuais escolares e nem os jornais são imunes. Tais problemas resultam muitas vezes de um senso comum levado ao extremo, de interpretação apressada, ou por se querer abordar um assunto sem nunca o ter testemunhado visualmente. E na maior parte dos casos basta estar mais atento.

Tais concepções/confusões tendem a propagar-se com extrema facilidade, num ciclo vicioso. Veremos sucessivamente os exemplos mais flagrantes.

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A galáxia de Andrómeda http://oal.ul.pt/a-galaxia-de-andromeda/ http://oal.ul.pt/a-galaxia-de-andromeda/#comments Fri, 15 Aug 2014 12:27:36 +0000 http://oal.ul.pt/?p=353089 M31_OAL120s_web

A M31 na constelação de Andrómeda é a maior galáxia do Grupo Local (GL) a que a Via Láctea pertence, tal como a galáxia M33 do Triângulo com a qual teve uma passagem próxima no passado. É brilhante o suficiente para ser vista a olho nu numa noite de céu escuro, o que a torna preferencial para observar com pequenos telescópios apesar de só a região central (a mais luminosa) poder ser assim vista.

É uma galáxia espiral com uma massa estimada em 2 a 3 vezes a da Via Láctea e, tal como a nossa, foi formada pela agregação de outras mais pequenas. Encontra-se a 770 kpc (8x o diâmetro da nossa, contando com a gás extenso do disco) e a dinâmica de rotação em torno do centro de massa do GL faz com que a M31 tenha uma velocidade com componente radial de aproximação de 300 km/s.

Esta imagem mostra a parte mais interior da M31 onde as nuvens de poeira visíveis  delineam braços espirais, e é a composição de 3 fotos obtidas com um dos telescópios do OAL nas sessões públicas no Centro Ciência Viva do Lousal: um Ritchey-Chrétien de 10” com uma Canon EOS 60Da, num total de 120s de pose, que mostra a óptima qualidade do céu alentejano. 

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Nebulosa Planetária M27 http://oal.ul.pt/nebulosa-planetaria-m27/ http://oal.ul.pt/nebulosa-planetaria-m27/#comments Fri, 15 Aug 2014 12:04:49 +0000 http://oal.ul.pt/?p=353083 M27_165sOALweb

A nebulosa planetária M27 é muito popular com os pequenos telescópios devido ao seu brilho. Situa-se na constelação da Raposa e está no disco galáctico a 420 pc, logo, relativamente próxima do sol. O gás em expansão tem uma velocidade de 31 km/s e foi ejectado pela morte da estrela central, um evento que ocorreu entre os 10.000 e os 15.000 anos atrás. A anã branca remanescente, que agora ocupa o centro, tem uma massa de 0,56 Msol e raio de 0,055 Rsol e por isso é muito grande.

A imagem foi obtida com um dos nossos telescópios nas sessões públicas no Centro Ciência Viva do Lousal: um Ritchey-Chrétien de 10” com uma Canon EOS 60Da, 165s de pose, que mostra a óptima qualidade do céu alentejano onde facilmente se observa a M27.

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Enxame Globular M13 http://oal.ul.pt/enxame-globular-m13/ http://oal.ul.pt/enxame-globular-m13/#comments Wed, 13 Aug 2014 17:24:37 +0000 http://oal.ul.pt/?p=353059

O enxame globular M13 da Via Láctea situa-se na direcção da constelação de Hércules e está a 6,8 kpc de distância fora do disco galáctico. O sol encontra-se no disco a 8 kpc do centro galáctico. Por ser brilhante é um dos enxames mais belos de se observar com um pequeno telescópio: [...]]]> M13_OALweb

O enxame globular M13 da Via Láctea situa-se na direcção da constelação de Hércules e está a 6,8 kpc de distância fora do disco galáctico. O sol encontra-se no disco a 8 kpc do centro galáctico. Por ser brilhante é um dos enxames mais belos de se observar com um pequeno telescópio: magnitude integrada V=5,8. Tem uma massa estimada em 6,5 x 105 Msol e uma idade de 11,65 Ga, ou seja, é primordial na galáxia pois formou-se logo a seguir à fase inicial.

Esta imagem foi obtida com um dos nossos telescópios das sessões públicas no Centro Ciência Viva do Lousal: um GSO Ritchey-Chrétien de 10” com uma Canon EOS 60Da, 104s de pose (combinação de 6 fotos), que mostra a óptima qualidade do céu alentejano para astronomia.

 

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Super Lua de 10/ago/2014 http://oal.ul.pt/super-lua-de-10ago2014/ http://oal.ul.pt/super-lua-de-10ago2014/#comments Mon, 11 Aug 2014 14:56:38 +0000 http://oal.ul.pt/?p=353035

Sempre que o instante de Lua Cheia ocorre quando a Lua está a uma distância da Terra inferior a 110% do perigeu da sua órbita, esta designa-se por Super Lua. Ontem, 10 de agosto de 2014, os instantes do perigeu e [...]]]> superLua10Ago2014OALweb

Sempre que o instante de Lua Cheia ocorre quando a Lua está a uma distância da Terra inferior a 110% do perigeu da sua órbita, esta designa-se por Super Lua. Ontem, 10 de agosto de 2014, os instantes do perigeu e da lua cheia foram desfasados de apenas 26 minutos!! e o OAL tirou fotografias com o telescópio Borg apocromático ED 77mm e 500mm de distância focal, com uma Canon 60Da. A imagem pequena é a composição de 5 fotos, o que permite maximizar o contraste e definir melhor os detalhes à superfície do satélite natural da Terra. ACTUALIZADO: a imagem maior (clique nesta) é a composição de outras 8 imagens obtidas no dia seguinte com o mesmo telescópio e ampliação de 3,2x. Aprecie esta belíssima Super Lua!

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