Observatório Astronómico de Lisboa http://oal.ul.pt Fri, 06 Mar 2015 09:01:12 +0000 pt-PT hourly 1 Efemérides do Eclipse Solar (20-março) http://oal.ul.pt/efemerides-do-eclipse-solar-20-marco/ http://oal.ul.pt/efemerides-do-eclipse-solar-20-marco/#comments Tue, 03 Mar 2015 15:36:24 +0000 http://oal.ul.pt/?p=362715 Efemérides do eclipse solar de 20 de março de 2015 para Portugal

No continente e nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira o eclipse será visível parcialmente. A tabela abaixo mostra as horas das circunstâncias locais do eclipse parcial do sol para várias cidades portuguesas. Os instantes apresentados estão referenciados à Hora Legal no período da hora de inverno.

A  informação em forma visual sobre a hora do máximo e a área do Sol coberta, em função da localidade de observação, pode ser encontrada nesta página.

cir_locais

ATENÇÃO: a observação do Sol pode ser perigosa!

Certifique-se que conhece todos os perigos e as formas seguras de observar. Consulte a nossa página com informação completa: Observar o Sol em segurança

Detalhes Técnicos da Observação: os Pontos de Contacto no Disco Solar

Ângulo de posição – Para observar o primeiro contato, é necessária não só a hora respetiva mas também a localização onde o bordo solar é tocado. Esse ponto define-se pelo seu ângulo de posição P, isto é, entre o ponto C do contato e a direção do polo boreal celeste (N na Fig.1). Está convencionado contá-lo de 0° até 360° a partir do ponto norte N do limbo (dirigido ao polo norte celeste) e no sentido directo (contrário ao movimento dos ponteiros dum relógio), ou seja  N.E.S.W.N. como se indica na figura.

Ang_posicao_Lx

Fig.1

Ângulo ao vértice – Como é algo difícil determinar exatamente o ponto norte N do limbo de um astro, mas pelo contrário, é sempre fácil identificar o ponto mais alto desse limbo, designado por vértice, prefere-se muitas vezes tomar esta origem para contar o ângulo do ponto de contato C. Este novo ângulo chama-se ângulo ao vértice (ou ao zénite Z, Fig. 2) e vai do ponto C de contato ao zénite (Fig. 2), contando-se do mesmo modo que os ângulos de posição.
Designando-se por V o ângulo ao vértice e por q o ângulo paralático, isto é, o que formam entre si as direções do polo boreal e do zénite, no centro do astro, tem-se que P = V – q.

Ang_vertice_Lx

Fig.2 –  Mostrando 1 º ponto de contato (C) no disco solar para Lisboa.

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Eclipse do Sol (20 Mar 2015) http://oal.ul.pt/eclipse-do-sol-20-mar-2015/ http://oal.ul.pt/eclipse-do-sol-20-mar-2015/#comments Tue, 03 Mar 2015 15:10:46 +0000 http://oal.ul.pt/?p=363454 EclipseArticoISSago2008_webNo dia 20 de Março de 2015 ocorre um eclipse total do Sol que será visível como eclipse parcial em todo o território português. O eclipse total será visível no extremo norte do oceano Atlântico, nas Ilhas Faroé, Svalbard e região Ártica (passa no pólo norte), numa faixa com largura entre os 410 e os 480 km.

Em Agosto de 2008 a tripulação da ISS (Estação Espacial Internacional) fotografou a faixa de totalidade dum eclipse que também percorreu a região Ártica do planeta (na foto à esquerda, clique para ver maior). Note-se a gradação da iluminação crescente saindo da zona da umbra e entrando pela penumbra solar, além da coloração amarelada (realista pois é reflexão no gelo branco) devida à dispersão atmosférica.

Não teremos a sorte dum eclipse total em Portugal, mas a percentagem da parcialidade atinge os 77% nas ilhas do Corvo e das Flores, nos Açores, sendo menor para latitudes inferiores (veja nos mapas).

ATENÇÃO: a observação do Sol pode ser perigosa!

Certifique-se que conhece todos os perigos e as formas seguras de observar. Consulte a nossa página com informação completa: OBSERVAR O SOL EM SEGURANÇA

A duração total do eclipse aproxima-se das 2h com início cerca das 8h UT, o máximo próximo das 9h e o término perto das 10h. Os tempos exatos bem como as percentagens de área solar coberta, para as várias capitais de distrito do continente (62% a 74%) e para as regiões autónomas dos Açores (70% a 77%) e da Madeira (~57%) podem ser consultados na nossa tabela sobre os Eclipses em 2015 e na página específica sobre este eclipse.

A  informação em forma visual sobre a hora do máximo e a área do Sol coberta, em função da localidade de observação, pode ser encontrada no conjunto de imagens seguintes (clique nas imagens para ver versões em tamanho grande).

Zona de Umbra, Hora do Máximo e % da área solar coberta no Eclipse de 20-Mar-2015 Zona de Umbra, Hora do Máximo e % da área solar coberta no Eclipse de 20-Mar-2015 Hora do Máximo e % da área solar coberta no Eclipse de 20-Mar-2015 em Portugal continental Hora do Máximo e % da área solar coberta no Eclipse de 20-Mar-2015 em Portugal continental e nas regiões autónomas

 

Sendo produzidas pelo HM Nautical Almanac Office, pode ver aqui animações do eclipse parcial em várias cidades do continente: Braga, Porto, Coimbra, Lisboa e Faro.

Coimbra_eclipse2015Mar20_anim

ATENÇÃO: a observação do Sol pode ser perigosa!

Certifique-se que conhece todos os perigos e as formas seguras de observar. Consulte a nossa página com informação completa: OBSERVAR O SOL EM SEGURANÇA.

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Equinócio da Primavera 2015 http://oal.ul.pt/equinocio-da-primavera-2015/ http://oal.ul.pt/equinocio-da-primavera-2015/#comments Mon, 02 Mar 2015 15:27:35 +0000 http://oal.ul.pt/?p=363610 Em 2015 o Equinócio da Primavera ocorre no dia 20 de Março às 22h45min. Este instante marca o início da Primavera no Hemisfério Norte. Esta estação prolonga-se por 92,75 dias até ao próximo Solstício que ocorre no dia 21 de Junho às 17h38min. Os instantes estão referenciados à hora legal.

Equinócio: instante em que o Sol, no seu movimento anual aparente, passa no equador celeste. A palavra de origem latina aequinoctium agrega o nominativo aequus (igual) com o substantivo noctium, genitivo plural de nox (noite). Assim significa “noite igual” (ao dia), pois nestas datas dia e noite têm igual duração, tal é a ideia que permeia a sociedade.

Vai-te ao longo da costa discorrendo,
e outra terra acharás de mais verdade,
lá quase junto donde o Sol ardendo
iguala o dia e noite em quantidade.
Ali tua frota alegre recebendo,
Um Rei, com muitas obras de amizade,
Gasalhado seguro te daria
E, pera a Índia, certa e sábia guia.”

Sussurrava o deus Mercúrio em sonhos a Vasco da Gama: que fugisse de Mombaça e se acercasse de Melinde, mais norte e próxima do equador onde o dia iguala a noite, guiando-o prá Índia. Lusíadas, canto II, estância 63.

….

Sobre a duração igual das noites no equinócio, na realidade, não é bem assim… Os equinócios estão definidos como o instante em que o ponto central do sol passa no equador e, por isso, o centro solar nasce no ponto cardeal Este e põe-se exactamente a Oeste, encontrando-se durante 12 horas acima do horizonte matemático em qualquer lugar da Terra nestes dias.

Contudo este facto não resulta numa duração do dia solar de 12 horas, pois a luz directa no chão surge quando o bordo superior do sol nasce, tal como desaparece no ocaso, e o sol tem um diâmetro aparente de 32′ (minutos de arco). Além disso há refracção atmosférica: quando o bordo superior está no horizonte o centro do sol encontra-se ≈50′ abaixo do horizonte, mais do que o seu diâmetro.

Com estas condições físicas e devido ao movimento da translação terrestre, logo no dia 17 de Março de 2015 haverá 12,00 horas com luz solar directa no solo. Nesse dia o disco solar nasce às 6h 46min e põe-se às 18h 45min em Lisboa, muito próximo das 12h certas.

GianlucaLombardiSunrise_Web

Nascer do sol com o raio verde, de Gianluca Lombardi.

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Videodifusão de Palestra Pública (Fevereiro 2015) http://oal.ul.pt/videodifusao-de-palestra-publica-fevereiro-2015/ http://oal.ul.pt/videodifusao-de-palestra-publica-fevereiro-2015/#comments Fri, 27 Feb 2015 16:53:15 +0000 http://oal.ul.pt/?p=363490 Dia 28 de Fevereiro de 2015, a partir das 21h30 far-se-á a videodifusão da Palestra Pública integrada nas Noites no Observatório.

Exoplanetas – em busca de outras terras
Pedro Figueira, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA).

No dia 28 pelas 21h30 basta visitar o seguinte [...]]]> Dia 28 de Fevereiro de 2015, a partir das 21h30 far-se-á a videodifusão da Palestra Pública integrada nas Noites no Observatório.

Exoplanetas – em busca de outras terras
Pedro Figueira, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA).

No dia 28 pelas 21h30 basta visitar o seguinte endereço:

http://live.fccn.pt/ia/noal/

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O céu noturno em março de 2015 http://oal.ul.pt/o-ceu-noturno-em-marco-de-2015/ http://oal.ul.pt/o-ceu-noturno-em-marco-de-2015/#comments Fri, 27 Feb 2015 12:43:19 +0000 http://oal.ul.pt/?p=363436 Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu noturno de março

Mercúrio será visível, de manhã, até dia 23 de março, por altura do começo do crepúsculo civil. Encontra-se na direção Sudeste.
Vénus aparecerá muito brilhante e será visível como estrela da tarde, e poderá ser facilmente identificado pelo seu grande brilho. Encontra-se na direção Sudoeste. Vénus a 3º N da lua, no dia 22 de março pelas 20 horas.
Marte será visível a partir do começo do crepúsculo civil vespertino, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Terá uma breve passagem por Sagitário em inícios de março, depois passa novamente por Peixes e Carneiro em finais de março. Encontra-se na direção Sudoeste.
Júpiter é um dos astros mais brilhantes do céu noturno, o planeta apresenta, em geral, um tom ligeiramente amarelado. E, é visível durante toda a noite.
Saturno nasce por volta da meia-noite, na constelação de Escorpião. Encontra-se na direção Sudeste. Terá movimento retrógrado de 14 de março a 2 de agosto.

A tabela abaixo mostra as horas de visibilidade destes planetas.

Tabela com o nascimento, passagem meridiana e ocaso de todos os planetas visíveis a olho nu

tab_mertab_jup

Urano e Neptuno também visíveis no céu noturno de março

Urano, estará visível no céu ao anoitecer na constelação de Peixes. Neptuno, em meados de março, reaparecerá no céu matutino, na constelação de Aquário. Os planetas Urano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Tabela com o nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas Urano e Neptuno

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Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2015/ Visibilidade dos Planetas em 2015 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

 

ceu_not_mar
Fig. 1 – Céu visível às 19:30 horas do dia 12/03/2015 em Lisboa mostrando os planetas Vénus, Marte e Júpiter.

Fases da Lua em março

fases da lua

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fases_da_luaFig. 2 -A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2015/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)
A órbita lunar em março

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

ApogeuFig. 3 -A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

apog_perPara obter mais informação sobre o apogeu e perigeu lunar consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2015/ Apogeu e Perigeu lunar.

 

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Noites no Observatório (Fev 2015) http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-fev-2015/ http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-fev-2015/#comments Mon, 16 Feb 2015 13:59:49 +0000 http://oal.ul.pt/?p=363116 A actividade mensal das NOAL será realizada no sábado 28–Fevereiro–2015. A sessão terá início com a palestra às 21:30, mas as observações astronómicas decorrerão em contínuo ao longo da noite, até às 24:00.

A palestra é subordinada ao tema “Exoplanetas – em busca de outras terras “, proferida por Pedro Figueira, do Instituto de [...]]]> A actividade mensal das NOAL será realizada no sábado 28–Fevereiro–2015. A sessão terá início com a palestra às 21:30, mas as observações astronómicas decorrerão em contínuo ao longo da noite, até às 24:00.

logoNOALtxtTransp_web

A palestra é subordinada ao tema “Exoplanetas – em busca de outras terras “, proferida por Pedro Figueira, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA).


Atenção:

  1. Apesar de ter acesso livre a actividade requer uma inscrição prévia que se efectua AQUI.
  2. É necessário consultar a página do OAL para mais informações acerca desta actividade.

“Exoplanetas – em busca de outras terras”

Em 2015 celebramos o vigésimo aniversário da descoberta do primeiro planeta fora do sistema solar. Desde a deteção do inóspito 51 Peg b descobrimos quase 2000 planetas, planetas esses com uma gama de propriedades que desafiam tanto a imaginação como várias teorias científicas. Nesta palestra vou percorrer a história da deteção e caracterização de planetas extrassolares, desde o que aprendemos com os primeiros planetas às perguntas em aberto nos dias de hoje. Vou terminar com a discussão da procura de planetas com as mesmas propriedades da Terra, e a participação portuguesa naquela que é provavelmente a grande questão científica dos nossos tempos.

 

Nota Biográfica:

Pedro Figueira é Licenciado em Física pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e doutorado em Astronomia pela Universidade de Genève, onde teve como supervisores Michel Mayor e Francesco Pepe. Atualmente é Investigador FCT no Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA), onde participa ativamente na procura de novos planetas. Especializou-se na aplicação do método das velocidades radiais ao infravermelho e desenvolve instrumentação e software para deteção de planetas de pequena massa. Para além da pesquisa científica, está fortemente envolvido em atividades de formação e de divulgação. Gosta de cerveja belga e de Lindy Hop.

 

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Videodifusão da Palestra Pública (Janeiro 2015) http://oal.ul.pt/videodifusao-da-palestra-publica-janeiro-2015/ http://oal.ul.pt/videodifusao-da-palestra-publica-janeiro-2015/#comments Fri, 30 Jan 2015 15:08:42 +0000 http://oal.ul.pt/?p=363057 Dia 31 de Janeiro de 2015, a partir das 21h30 far-se-á a videodifusão da Palestra Pública integrada nas Noites no Observatório.

Um Pálido Ponto Azul
pelo Dr. Filipe Lisboa, da Agência Espacial Europeia (ESA).

No dia 31 pelas 21h30 basta visitar o seguinte endereço:

http://live.fccn.pt/ia/noal/

 

NOTA:

A partir de Março de 2014 foi efetuada uma [...]]]> Dia 31 de Janeiro de 2015, a partir das 21h30 far-se-á a videodifusão da Palestra Pública integrada nas Noites no Observatório.

Um Pálido Ponto Azul
pelo Dr. Filipe Lisboa, da Agência Espacial Europeia (ESA).

No dia 31 pelas 21h30 basta visitar o seguinte endereço:

http://live.fccn.pt/ia/noal/

 

NOTA:

A partir de Março de 2014 foi efetuada uma atualização tecnológica no processo de videodifusão das palestras públicas no OAL.
A página a partir da qual é possível visualizar o sinal vídeo passou a estar alojada nos servidores da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN). Além de melhorar a qualidade de som e imagem, a atualização permite também visualizar as palestras a partir de dispositivos moveis.

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O céu noturno em fevereiro de 2015 http://oal.ul.pt/o-ceu-noturno-em-fevereiro-de-2015/ http://oal.ul.pt/o-ceu-noturno-em-fevereiro-de-2015/#comments Fri, 30 Jan 2015 11:43:43 +0000 http://oal.ul.pt/?p=363041 Cometa visível à vista desarmada em fevereiro de 2015

O cometa C/2014 Q2 (Lovejoy) ainda estará visível à vista desarmada no início de fevereiro até ao dia 6, porque a partir desta data o cometa só será observável com um telescópio. O cometa apresenta cor esverdeada na cabeleira produzida por fluorescência dos gases cianogénio (CN)2 e C2 por ação da luz solar. Descoberto em agosto de 2014 pelo astrónomo amador Terry Lovejoy, é um cometa de longo período que regressará ao sistema solar interior dentro de 8000 anos.
O cometa aparecerá bem alto no horizonte na direção noroeste logo após o pôr-do-sol. A melhor altura para o observar será a partir do final do crepúsculo astronómico quando é de noite.

ceu_not_fev_vfFig. 1 – Céu visível às 19 horas do dia 02/02/2015 em Lisboa mostrando o cometa C/2014 Q2 (Lovejoy) e os planetas Vénus, Marte e Júpiter.

 

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu noturno de fevereiro

Em fevereiro continua uma excelente ocasião para os amantes de Astronomia poderem observar todos os planetas visíveis a olho nu no céu noturno.
Mercúrio será visível, de manhã, a partir de 6 fevereiro, por altura do começo do crepúsculo civil. Encontra-se na direção Sudeste.
Vénus aparecerá muito brilhante e será visível como estrela da tarde, e poderá ser facilmente identificado pelo seu grande brilho. Encontra-se na direção Sudoeste.
Marte será visível de noite, em Aquário, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direção Sudoeste.

Júpiter, logo no começo de fevereiro, será possível identificá-lo com facilidade. Um dos astros mais brilhantes do céu noturno, o planeta apresenta, em geral, um tom ligeiramente amarelado. A sua elongação oeste irá aumentando gradualmente, desde o início de fevereiro e o planeta passará para a constelação de Caranguejo. No dia 3, ele estará em conjunção com a Lua a 5º N, ou seja, bem próximo ao nosso satélite natural, o que ajuda na sua identificação. No dia 6, Júpiter estará mais próximo da Terra a uma distância mínima aproximada de 4,35 UA pelas 2h 11 min com uma magnitude de -2,6. Além disso, estará também em oposição às 18 horas quando ocorrerá o alinhamento: Sol-Terra-Júpiter. O nascimento de Júpiter no dia 5, ocorre às 17h 59 min, o trânsito ocorre às 00h 55min e o ocaso ocorre às 7h 52 min do dia 6. Este evento chamará bastante a atenção dos observadores, pois será visível durante toda a noite.

Saturno nasce bem antes do nascimento do sol aparecendo como estrela da manhã, na constelação de Escorpião. Encontra-se na direção Este.
A tabela abaixo mostra as horas de visibilidade destes planetas.

Tabela com o nascimento, passagem meridiana e ocaso de todos os planetas visíveis a olho nu

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Urano e Neptuno também visíveis no céu noturno de fevereiro

Urano, estará visível no céu ao anoitecer na constelação de Peixes. Neptuno, também estará visível no céu noturno, mas na constelação de Aquário. Os planetas Urano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Tabela com o nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas Urano e Neptuno

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Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2015/ Visibilidade dos Planetas em 2015 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

Fases da Lua em fevereiro

tab_fases_lua_fevComo é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fases_da_luaFig. 2 -A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2015/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em fevereiro

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

ApogeuFig. 3 -A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

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Para obter mais informação sobre o apogeu e perigeu lunar consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2015/ Apogeu e Perigeu lunar.

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Noites no Observatório (Jan 2015) http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-jan-2015/ http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-jan-2015/#comments Mon, 19 Jan 2015 13:59:00 +0000 http://oal.ul.pt/?p=362764 A actividade mensal das NOAL será realizada no sábado 31–Janeiro–2015. A sessão terá início com a palestra às 21:30, mas as observações astronómicas decorrerão em contínuo ao longo da noite, até às 24:00.

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A palestra é subordinada ao tema “Um Pálido Ponto Azul”, proferida pelo Dr. Filipe Lisboa, da Agência Espacial Europeia (ESA).


Atenção:

  1. Apesar de ter acesso livre a actividade requer uma inscrição prévia que se efectua AQUI.
  2. É necessário consultar a página do OAL para mais informações acerca desta actividade.

“Um Pálido Ponto Azul”

Um Pálido Ponto Azul é o nome da famosa fotografia tirada pela sonda Voyager-1 a uma distância de 6,4 mil milhões de quilómetros da Terra. Nessa fotografia, o nosso planeta é tão pequeno como um pixel. Falaremos da importância que a Astronomia tem para reconhecermos a Terra como um lugar especial e de como as recentes missões espaciais, nas quais Portugal tem estado envolvido através da Agência Espacial Europeia, têm estudado e caracterizado um planeta vivo em constante mudança. Os satélites do programa de Observação da Terra abordam diferentes aspectos do planeta como a Atmosfera, Oceanos, Clima, Geomagnetismo e Bioesfera. Pelo que se sabe até agora, a Terra é o único planeta onde a vida, tal como a conhecemos, pode habitar. Podemos visitar outros mas não permanecer, não por enquanto. A Astronomia, a par com a Observação da Terra, é uma importante actividade de responsabilização por esta nossa casa que devemos conhecer e cuidar.

 

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Cometas Sondados: o 67P/C-G e a Rosetta http://oal.ul.pt/cometas-sondados-o-67pc-g-e-a-rosetta/ http://oal.ul.pt/cometas-sondados-o-67pc-g-e-a-rosetta/#comments Thu, 08 Jan 2015 18:36:28 +0000 http://oal.ul.pt/?p=361847

Chama-se 67P/ Churyumov-Gerasimenko e apesar de ser banal no tamanho (4,2 km máximo), de ter uma órbita que o identifica com a família dos jovianos, ficou famoso pois foi o primeiro a ser estudado mais de um ano a fio, pela sonda Comet67P_Roseta19Set2014_web

Chama-se 67P/ Churyumov-Gerasimenko e apesar de ser banal no tamanho (4,2 km máximo), de ter uma órbita que o identifica com a família dos jovianos, ficou famoso pois foi o primeiro a ser estudado mais de um ano a fio, pela sonda Rosetta e ainda ser pousado pela Philae.

Depois da Rosetta ter sido reactivada em Janeiro de 2014, a aproximação do cometa iniciou-se em Maio (com música de Vangelis) e completa-se esta fase em Agosto, a 1000 km. A órbita em torno do núcleo foi encurtada paulatinamente até aos 29 km em Setembro, quando estava a 3,5 UA do Sol e com uma velocidade espacial de 15,6 km/s. A velocidade relativa de ≈1 m/s era superior à velocidade de escape a essa distância: 0,21 m/s. Isto obriga a Rosetta a disparar os motores para gravitar em torno do cometa, tornando-se a primeira sonda a fazê-lo num corpo pequeno do sistema solar. Um marco da ciência da navegação e da engenharia aeroespacial!

RosettaPhilaeLandingSite_thumbO grande sonho científico-histórico ocorreu a 12/Nov, quando a Rosetta largou o pequeno módulo Philae a partir de 10 km de distância, para embater e prender-se ao cometa. Porém, nem os arpões que a segurariam do ressalto, nem o pequeno jacto superior que o empurraria nesse instante, funcionaram. Foram momentos de suspense na sala de controlo pois, apesar de ter tocado numa zona muito próxima da calculada, a Philae ressaltou para o espaço também empurrada pela rotação do núcleo cometário. Um grande salto no escuro!

RosettaPhilaeXYmovimnt_thumbNo gráfico ao lado, mostra-se o cálculo da queda vertical da Philae até ao núcleo cometário (≈7h). A posição à direita no eixo X representa o ponto à superfície que levou o primeiro embate da Philae (X=0). Durante o ressalto que demora 1 h e 51 min, a superfície do cometa desloca-se mais depressa e a Philae fica ≈1 km para trás quando pára, após 3 voos incertos e com rotação desconhecida, mas que a terá salvado.

RosettaPhilaeVelocity_thumbNeste gráfico mostram-se os valores da velocidade da Philae da horizontal (Vx) e vertical (Vy), assim como da rotação do núcleo do 67P/C-G. Note-se o facto da velocidade vertical nunca superar a velocidade de escape do núcleo, o que seria a perda irremediável da Philae. Infelizmente ficou à sombra e agora espera-se pelo aproximar do periélio (Ago/2015) para recarregar baterias e recomeçar o importantíssimo programa científico.   Até mais logo, Philae!

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