Observatório Astronómico de Lisboa http://oal.ul.pt Fri, 31 Oct 2014 11:24:35 +0000 pt-PT hourly 1 O céu noturno em novembro de 2014 http://oal.ul.pt/o-ceu-noturno-em-novembro-de-2014/ http://oal.ul.pt/o-ceu-noturno-em-novembro-de-2014/#comments Thu, 30 Oct 2014 14:50:14 +0000 http://oal.ul.pt/?p=361696 Marte e Júpiter visíveis a olho nu no céu noturno de novembro

Durante o mês de novembro, Marte será difícil de ser observado por estar muito próximo do horizonte. Júpiter encontra-se na constelação de Leão e de meados de novembro pode ser visto por mais de metade da noite. A tabela abaixo mostra as horas de visibilidade de Marte e Júpiter.

Tabela com o nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas Marte e Júpiter

Tab_M_J

Tabela com os crepúsculos, altura e azimute de Marte
Tab_C_M

Urano e Neptuno também visíveis no céu noturno de novembro

Urano, estará visível no céu noturno na constelação de Peixes, na qual permanecerá até final do ano. Tem atualmente movimento retrógrado, que se manterá até 22 de Dezembro. Neptuno, também estará visível no céu noturno, mas na constelação de Aquário onde permanecerá durante todo o resto do ano. O seu movimento retrógrado durará até 16 de Novembro.
Os planetas Urano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Tabela com o nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas Urano e Neptuno

Tab_U_N

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2014/ Visibilidade dos Planetas em 2014 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa)

A chuva de meteoros das Oriónidas e das Leónidas em novembro

Nesta altura do ano, o céu encontra-se habitualmente muito nublado, o que dificulta a observação de chuvas de meteoros. As Oriónidas ainda terão um período de atividade até 7 de novembro, apesar da data da máxima atividade ter ocorrido em outubro. Também neste momento a Terra cruza a órbita do Cometa Tempel-Tuttle e são os restos deste cometa os responsáveis pela chuva de meteoros das Leónidas. Este ano a sua atividade decorre entre 6 a 30 de novembro, e a atividade máxima de intensidade desta chuva de meteoros será na noite de 17 de novembro pelas 22:00 horas. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite a nordeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Leão (o radiante).
O mesmo acontece com o nome da chuva das Oriónidas pois o seu radiante está na constelação de Orionte.
Para as observar aconselhamos evitar noites nubladas e a poluição luminosa das grandes cidades, e procurar um horizonte desimpedido.

ceu_leao_inv

Fig. 1 – Céu visível às 3 horas do dia 18/11/2014 em Lisboa mostrando o radiante das Leónidas.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Oriónidas e das Leónidas
Tab_Enx
Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em novembro

Tab_fases

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fases_da_lua
Fig. 2 -A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2014/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em novembro

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Apogeu
Fig. 3 -A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

Tab_Apogeu

Para obter mais informação sobre o apogeu e perigeu lunar consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2014/ Apogeu e Perigeu lunar.

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Cometa 2013 A1/Siding-Spring rasante a Marte http://oal.ul.pt/cometa-siding-spring2013-rasante-a-marte/ http://oal.ul.pt/cometa-siding-spring2013-rasante-a-marte/#comments Mon, 27 Oct 2014 18:58:34 +0000 http://oal.ul.pt/?p=361674

A imagem espectacular do Telescópio Espacial Hubble (NASA/ESA) do cometa C/2013 A1 (Siding Spring) com Marte ao lado, quando a 19 de outubro de 2014 passou a uma distância de apenas 139,7 milhares de quilómetros do planeta, ou seja, cerca de 1/3 da distância Terra-Lua. Esta deve [...]]]> cometaSidingSpringsMarteHST2014_web

A imagem espectacular do Telescópio Espacial Hubble (NASA/ESA) do cometa C/2013 A1 (Siding Spring) com Marte ao lado, quando a 19 de outubro de 2014 passou a uma distância de apenas 139,7 milhares de quilómetros do planeta, ou seja, cerca de 1/3 da distância Terra-Lua. Esta deve ter sido a primeira passagem do cometa pela zona muito interior do sistema solar, mas a última em que o pudemos apreciar.

O cometa manteve uma actividade relativamente pacata pois a zona densa e mais brilhante da cabeleira, formada pelos gases libertados, tem dimensões de uma dezena de diâmetros marcianos (≈5 terrestres), apesar da nuvem de hidrogénio (gás muito mais leve) estender-se por várias vezes esse tamanho. Isto é compatível com a análise espectral no ultra-violeta (satélite SWIFT) que mostrou uma taxa de sublimação de água de ≈50 litros/s, indicativo de um núcleo com apenas 0,5 km de diâmetro. Compare-se com o do 67P/Churyumov–Gerasimenko com 4 km, ou o do Halley com 16 km. Mesmo assim, a sua ténue cabeleira poderá ter chegado às regiões da alta atmosfera marciana onde as sondas Mars Reconnaissance Orbiter e a MAVEN se encontram, o que degrada as órbitas aproximando-as da superfície do planeta.

Outro caso curioso é o da sua órbita. Apesar de estar muito inclinada ao plano da eclíptica (129°) o que é comum, as medições de 310 posições ao longo de 2,02 anos (incluíndo outubro/2014) e tratadas pelo Minor Planets Center indicam que a excentricidade = 1,000742 ou seja, indica uma órbita hiperbólica que o leva a escapar ao sol. Poderia interpretar-se como um cometa proveniente do espaço inter-estelar, mas não deve ser o caso pois, para cometas provenientes da zona mais afastada do Sistema Solar – a Nuvem de Oort – que têm e  ≲ 1 , as incertezas nas medições efectuadas podem gerar soluções numéricas com > 1. Pode é dizer-se que o cometa pertence à família da Nuvem de Oort (estende-se até às 100.000 UA) e que terá um período nos milhões de anos, valor que se conhecerá apenas quando e  for bem determinado.

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Videodifusão da Palestra Pública (Outubro 2014) http://oal.ul.pt/videodifusao-da-palestra-publica-outubro-2014/ http://oal.ul.pt/videodifusao-da-palestra-publica-outubro-2014/#comments Fri, 24 Oct 2014 14:18:57 +0000 http://oal.ul.pt/?p=361646 Dia 25 de Outubro de 2014, a partir das 21h30 far-se-á a videodifusão da Palestra Pública integrada nas Noites no Observatório.

Observação e Fotografia do Sol
pelo Doutor Pedro Ré

No dia 25 pelas 21h30 basta visitar o seguinte endereço:

http://live.fccn.pt/caaul/nnoal/

 

NOTA:

A partir de Março de 2014 foi efetuada uma atualização tecnológica no processo [...]]]> Dia 25 de Outubro de 2014, a partir das 21h30 far-se-á a videodifusão da Palestra Pública integrada nas Noites no Observatório.

Observação e Fotografia do Sol
pelo Doutor Pedro Ré

No dia 25 pelas 21h30 basta visitar o seguinte endereço:

http://live.fccn.pt/caaul/nnoal/

 

NOTA:

A partir de Março de 2014 foi efetuada uma atualização tecnológica no processo de videodifusão das palestras públicas no OAL.
A página a partir da qual é possível visualizar o sinal vídeo passou a estar alojada nos servidores da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN). Além de melhorar a qualidade de som e imagem, a atualização permite também visualizar as palestras a partir de dispositivos moveis.

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Noites no Observatório (Out 2014) http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-out-2014/ http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-out-2014/#comments Mon, 13 Oct 2014 14:27:45 +0000 http://oal.ul.pt/?p=361479 A actividade mensal das NOAL será realizada no sábado 25–Outubro–2014. A sessão terá início com a palestra às 21:30, mas as observações astronómicas decorrerão em contínuo ao longo da noite, até às 24:00.

A palestra é subordinada ao tema “Observação e Fotografia do Sol”, proferida pelo Doutor Pedro Ré, da Faculdade de Ciências da [...]]]> A actividade mensal das NOAL será realizada no sábado 25–Outubro–2014. A sessão terá início com a palestra às 21:30, mas as observações astronómicas decorrerão em contínuo ao longo da noite, até às 24:00.

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A palestra é subordinada ao tema “Observação e Fotografia do Sol”, proferida pelo Doutor Pedro Ré, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.


Atenção:

  1. Apesar de ter acesso livre a actividade requer uma inscrição prévia que se efectua AQUI.
  2. É necessário consultar a página do OAL para mais informações acerca desta actividade.

“Observação e Fotografia do Sol”

Observar e fotografar o Sol pode ser extremamente perigoso se não forem tomadas as necessárias precauções (NUNCA SE DEVE OBSERVAR OU FOTOGRAFAR O SOL SEM SE RECORRER AO USO DE FILTROS APROPRIADOS). Os danos que podemos provocar na nossa retina são irreversíveis e impossíveis de tratar. Existem vários métodos para observar o Sol em segurança. O mais seguro é o método da projecção. A utilização de filtros frontais é também muito usada (filtros montados antes da objectiva de um telescópio refractor, reflector ou catadióptrico). Pode também recorrer-se à utilização de um prisma de Herschel. Trata-se de um prisma em forma de cunha com um ângulo próximo dos 23 graus. Existem ainda filtros Solares que permitem observar e fotografar o Sol em determinados comprimentos de onda. Este tipo de filtros foi concebido para filtrar toda a radiação Solar com a excepção de uma região específica do espectro electromagnético (Filtros H-alfa- 656,281 nanómetros e filtros de cálcio K- 393,37 nanómetros). A observação do Sol nestes comprimentos de onda torna acessíveis certas estruturas que não são visíveis recorrendo à utilização dos filtros frontais convencionais, nomeadamente protuberâncias ou proeminências Solares, bem como o estudo pormenorizado da cromosfera.

 

Nota Biográfica:

Pedro Ré é Professor Associado com Agregação no Departamento de Biologia Animal da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL). Obteve o doutoramento na Universidade de Lisboa em 1984 (especialidade Ecologia Animal) e a Agregação em 1991. As suas principais actividades de investigação relacionam-se com o estudo da ecologia do ictioplâncton marinho e estuarino, ecologia das fases larvares de sardinha e anchova, estudo da microestrutura de otólitos de larvas de peixes, ritmos de actividade de larvas de peixe e Biologia Pesqueira. É autor de mais de 150 publicações científicas (54 indexadas), 18 livros (como autor ou co-autor) e cerca de 150 publicações de divulgação científica. Actualmente é subdirector da FCUL.

Clique aqui para mais informações.

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O céu noturno em outubro de 2014 http://oal.ul.pt/o-ceu-noturno-em-outubro-de-2014/ http://oal.ul.pt/o-ceu-noturno-em-outubro-de-2014/#comments Thu, 09 Oct 2014 14:48:29 +0000 http://oal.ul.pt/?p=361444 A passagem do cometa C/2013 A1 Siding Spring junto ao planeta Marte a 19 de outubro de 2014

Em outubro teremos um acontecimento histórico a conjunção do cometa C/2013 A1 Siding Spring com o planeta Marte. Segundo as previsões da NASA (Agência Espacial Norte-Americana) o cometa C/2013 A1 Siding Spring vai passar junto a Marte a 19 de outubro, a uma distância aproximada de 140 mil quilómetros. É a primeira viagem do cometa pelo interior do sistema solar a partir da nuvem de Oort (a nuvem de Oort estende-se até 100 mil unidades astronómicas, por comparação Plutão tem uma órbita com semi-eixo maior de cerca de 40 U.A.).

Trajetória do cometa vai passar junto de Marte no dia 19 de outubro – NASA

Trajetória do cometa vai passar junto de Marte no dia 19 de outubro – NASA

 

É raro ter um cometa tão próximo de um planeta no nosso sistema solar, irá passar em Marte a um 1/3 da distância entre Terra-Lua, assim valerá bem a pena não perder esta oportunidade de observá-lo. No dia 19 de outubro, será visível logo depois do crepúsculo civil vespertino que ocorrerá às 19:20 horas. O cometa C/2013 A1 Siding Spring e o planeta Marte estarão na constelação Ofiúco, próximo do aglomerado globular NGC 6401, na direção sudoeste, onde se poderá observá-lo através de binóculos ou telescópios. A observação só será possível  durante aproximadamente 1 hora, pois o cometa juntamente com o planeta Marte ficarão muito baixos no horizonte. Poderá também observá-lo durante uns dias antes e depois do dia 19 de outubro, preferencialmente em sítios com horizonte livre a sudoeste. Isto, porque Marte estará aproximadamente a uma altura angular de 17 graus do horizonte, o equivalente a quase um palmo aberto visto com o braço esticado. Como o cometa vai passar tão próximo de Marte, será necessário ter um bom equipamento para conseguir ver ambos distintamente.

Marte e Júpiter visíveis no céu noturno de outubro

Durante o mês de outubro serão visíveis os planetas Marte e Júpiter. Marte, o planeta vermelho, que pela cor que apresenta torna-se mais fácil de identificar, será visível desde o pôr-do-sol até às 22 horas, e mais para o final do mês, só até às 21 horas. Começamos por vê-lo na constelação de Ofiúco, e depois na constelação de Sagitário. Júpiter, passará da constelação de Caranguejo para a constelação de Leão em meados de outubro. Estará visível a partir das três da manhã ou, mais no final do mês, a partir da uma da manhã.

Tabela com o nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas Marte e Júpiter

tab_marte_jupiter_oal

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2014/ Visibilidade dos Planetas em 2014 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa)

 

Chuva de meteoros das Dracónidas e das Oriónidas em outubro

Nesta altura do ano, o céu encontra-se habitualmente muito nublado, o que dificulta a observação de chuvas de meteoros como as Dracónidas e as Oriónidas. No caso das Dracónidas, ainda será mais difícil porque o dia da atividade máxima coincide com a Lua cheia, logo um céu demasiado iluminado para se conseguir ver a chuva de meteoros. As Dracónidas (também chamado Giacobínidas) é uma chuva do meteoros que está associada ao cometa Giacobini-Zinner. Já as Oriónidas terão a data de atividade máxima perto da Lua nova (a 23 de outubro) e um período de atividade mais alargado. Esta chuva de meteoros resulta dos detritos deixados pelo cometa Halley, que passou a última vez pela Terra em 1986. Como tanto as Dracónidas como as Oriónidas são chuvas de fraca intensidade, para as observar aconselhamos evitar noites nubladas e a poluição luminosa das grandes cidades, e procurar um horizonte desimpedido.
O nome “Dracónidas” resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Dragão, assim o radiante da chuva das Dracónidas encontra-se na constelação do Dragão.
O mesmo acontece com o nome da chuva das Oriónidas pois o seu radiante está na constelação de Orionte.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Dracónidas e das Oriónidas

tab_chuva_oal

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides” consulte no nosso site a página Enxames de Meteoróides

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Videodifusão da Palestra Pública (Setembro 2014) http://oal.ul.pt/videodifusao-da-palestra-publica-setembro-2014/ http://oal.ul.pt/videodifusao-da-palestra-publica-setembro-2014/#comments Thu, 25 Sep 2014 16:49:03 +0000 http://oal.ul.pt/?p=361431 Dia 26 de Setembro de 2014, a partir das 19h00 far-se-á a videodifusão da Palestra Pública integrada nas Noites no Observatório.

Sessão Especial – Noite Europeia dos Investigadores
Nesta sessão, será realizada uma pequena palestra com início aos 10m após a hora (19:10, 20:10, …) das 19:10 às 1:10.

Veja aqui o programa da noite.

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Dia 26 de Setembro de 2014, a partir das 19h00 far-se-á a videodifusão da Palestra Pública integrada nas Noites no Observatório.

Sessão Especial – Noite Europeia dos Investigadores
Nesta sessão, será realizada uma pequena palestra com início aos 10m após a hora (19:10, 20:10, …) das 19:10 às 1:10.

Veja aqui o programa da noite.

No dia 26 pelas 19h00 basta visitar o seguinte endereço:

http://live.fccn.pt/caaul/nnoal/

 

NOTA:

A partir de Março de 2014 foi efetuada uma atualização tecnológica no processo de videodifusão das palestras públicas no OAL.
A página a partir da qual é possível visualizar o sinal vídeo passou a estar alojada nos servidores da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN). Além de melhorar a qualidade de som e imagem, a atualização permite também visualizar as palestras a partir de dispositivos moveis.

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A Nebulosa do Orionte http://oal.ul.pt/a-nebulosa-do-orionte/ http://oal.ul.pt/a-nebulosa-do-orionte/#comments Mon, 22 Sep 2014 00:29:55 +0000 http://oal.ul.pt/?p=360559

A nebulosa designada por M42 (catálogo de Messier ou NGC 1976 no New General Catalogue) é difusa e situa-se na zona da espada pendurada no cinto do guerreiro Orionte, parecendo uma estrela a olho nu. Está a 412 pc [...]]]> M42_OALousal_web

A nebulosa designada por M42 (catálogo de Messier ou NGC 1976 no New General Catalogue) é difusa e situa-se na zona da espada pendurada no cinto do guerreiro Orionte, parecendo uma estrela a olho nu. Está a 412 pc de distância e tem uma extensão de 7,4 pc (a estrela mais próxima do sol, α de Centauro está a 1,3 pc). É a região de formação estelar mais intensa próxima da Terra e um dos objectos celestes mais espectaculares de observar num céu escuro, com um pequeno telescópio.

Também é dos objectos mais estudados pois contém estrelas jovens com sistemas planetários para além de discos protoplanetários em formação a partir da extensa nuvem molecular que ali se encontra. Observam-se anãs castanhas e a dinâmica dos movimentos turbulentos e intensos associados à fotoionização produzida pelas estrelas massivas e quentes (classe O) que ocupam todo este espaço. Entre estas e de brilho distinto na foto, é de realçar o Trapézio das 4 jovens estrelas que dominam a região central e cuja radiação cavou uma concha na nebulosa. A muita poeira aparece bem iluminada ou em contraluz, mostrando-se lindamente no casulo da estrela à esquerda em baixo.

A forte cor vermelha é emitida pelos átomos de hidrogénio neutro com o electrão excitado ao 3º nível e a cor azulada provém da reflexão da luz das estrelas de classe O. Os laivos de coloração esverdeada provêm de uma transição proibida do oxigénio fotoionizado O++, que pode subsistir num ambiente de baixíssima densidade.

A imagem é a composição de 12 fotos obtidas com um dos telescópios do OAL no Centro Ciência Viva do Lousal: um Ritchey-Chrétien de 10” de diâmetro com uma Canon EOS 60Da, num total de 261 s de pose.

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Curso de Astronomia: Evolução das Estrelas (Out/2014) http://oal.ul.pt/curso-de-astronomia-evolucao-das-estrelas-out2014/ http://oal.ul.pt/curso-de-astronomia-evolucao-das-estrelas-out2014/#comments Wed, 17 Sep 2014 16:53:15 +0000 http://oal.ul.pt/?p=359082 M13_OALousalZoom_web

(Enxame globular M13. Imagem obtida com um RC de 10″ e Canon EOS 60Da em 136s de pose, no CCV do Lousal)

 

O Curso “Vida e Morte das Estrelas” destina-se a qualquer pessoa interessada em Astronomia sendo perfeito para pessoas ávidas de conhecimento, muito recomendado a docentes do Ensino Básico e Secundário, com a tutoria do Prof. Dr. Rui Agostinho.

Conhecer as estrelas é entender que nascem em grupos de muitos milhares e evoluem em interacção mútua. É saber que algumas nascem frias demais e outras tão brilhantes e violentas que emitem radiação X e partículas altamente energéticas em ventos estelares fortíssimos.

Conhecer as estrelas é entender como mantêm a estabilidade, quais as fases de ruptura que atravessam, as explosivas como super e hibernovas, seguindo-se a morte arrefecida em objectos colapsados e densos como anãs brancas, estrelas de neutrões e buracos negros, que apagam a vida à sua volta.

As estrelas são estruturas básicas que suportam a vida. Fazem a história do universo que inclui a produção dos átomos da tabela periódica. Todos para além do hélio, que são sintetizados nas estrelas, permitem o aparecimento posterior de planetas com materiais sólidos e ricos nos elementos fundamentais à vida como o carbono, o azoto e o oxigénio que, com o hidrogénio, formam a base de todos os aminoácidos.

Por outro lado, a evolução até aos organismos complexos necessita de estabilidade de condições físicas na ordem dos gigas (milhares de milhões) de anos, que só as estrelas podem garantir. Porém, da enorme diversidade que existe, nem todas reúnem as condições adequadas para sustentar a vida no universo a muito longo prazo.

Junte-se a nós em Outubro de 2014 onde tudo isto será apresentado, explicado, debatido, com o fascínio de desvendar os mistérios deste universo que habitamos!

Há descontos para grupos familiares, alunos e funcionários da ULisboa. Mais informação aqui.

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NOAL – Noite Europeia dos Investigadores (Set 2014) http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-noite-europeia-dos-investigadores-set-2014/ http://oal.ul.pt/noites-no-observatorio-noite-europeia-dos-investigadores-set-2014/#comments Tue, 16 Sep 2014 12:31:20 +0000 http://oal.ul.pt/?p=358526 Atenção: Excepcionalmente, a próxima actividade mensal das NOAL será realizada na Sexta 26–Setembro–2014.

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As NOAL deste mês juntam-se à Noite Europeia dos Investigadores, celebrada no dia 26 de Setembro, com um programa diferente do habitual.


Atenção:

  1. Excepcionalmente neste dia a actividade não necessita de inscrição.
  2. É necessário consultar a página do OAL para mais informações acerca desta actividade.

 

NOAL – Noite Europeia dos Investigadores

Ao longo de 8 horas o público será convidado a visitar o Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa no Observatório Astronómico de Lisboa e participar numa maratona de estudo do Universo através de projectos de Ciência Cidadã da iniciativa Zooniverse. Das 18h às 2h, os visitantes poderão classificar e procurar novas galáxias usando algumas das imagens mais profundas do Universo e encontrar planetas em torno de outras estrelas (Salas Zooniverse).

Em paralelo, ao longo da noite os visitantes terão oportunidade de assistir a pequenas palestras (Palestra Zooniverse) sobre a investigação em que podem participar, os resultados já alcançados e o futuro dos projectos de Ciência Cidadã em Astronomia. Durante toda a noite estarão ainda disponíveis telescópios para a observação do céu.

Programa:

18:00 – 01:00: Salas Zooniverse – as sessões têm inicio a cada 30 minutos (18:00, 18:30, 19:00…)
19:10 – 01:10: Palestra Zooniverse – a palestra terá início aos 10 minutos após a hora (19:10, 20:10, 21:10, 22:10, …)
21:00 – 02:00: Observação do céu com telescópios – sujeita às condições atmosféricas

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O Enxame Estelar Aberto M11 http://oal.ul.pt/o-enxame-estelar-aberto-m11/ http://oal.ul.pt/o-enxame-estelar-aberto-m11/#comments Mon, 15 Sep 2014 12:42:02 +0000 http://oal.ul.pt/?p=358013 M11_OALousalAgo2014_web

O enxame aberto de estrelas designado por M11 (catálogo de Messier no ano 1764, ou NGC 6705 noutro catálogo) é um dos exemplos com maior quantidade e densidade espacial, tornando-o óptimo para observação com pequenos telescópios pois a profusão densa de estrelas brilhantes, num céu escuro, fascina a observação visual. Encontra-se no céu na constelação do Escudo de Sobieski (Scutum do Latim). Apesar das estrelas mais massivas já terem explodido, ainda se observam muitas estrelas quentes (cor azul ou branca) além de uma boa colecção de estrelas gigantes amarelas e vermelhas.

Existem nele cerca de 2900 estrelas que se destacam da miríade que cobre o céu nesta região. As mais de 500 estrelas com brilho superior a V=14 concentradas numa pequena área (≈14′ minutos de arco), fariam com que ao habitar no centro do M11 o céu local apresentasse várias centenas de estrelas de primeira magnitude.

É um grupo relativamente novo, calculado em 220 milhões de anos (0,5% da idade do sol), composição atómica tipicamente solar e situa-se a 1877 parsec de distância, no plano do disco e direcção do centro galáctico, afastando-se a 22 km/s devido à rotação diferencial da Via Láctea. No disco galáctico encontram-se as nuvens moleculares gigantes (NMG), como a do Orionte (M42), e no colapso gravitacional das zonas mais densas numa NMG formam-se grupos com centenas ou milhares de estrelas com a mesma idade e composição atómica. Por isso há muitos milhares de enxames estelares abertos espalhados pela Via Láctea.

A imagem é a composição de 10 fotos obtidas com um dos telescópios do OAL no Centro Ciência Viva do Lousal: um Ritchey-Chrétien de 10” de diâmetro com uma Canon EOS 60Da, num total de 140 s de pose que fez atingir estrelas de magnitude V=18.

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