Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu noturno de janeiro de 2019

Mercúrio será visível ao amanhecer até dia 13 na constelação de Ofiúco, movendo-se para a constelação de Sagitário. Encontra-se na direção Sudeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -0,6 a -1,4. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2019”.

Vénus será visível ao amanhecer na constelação de Balança. No dia 6, Vénus estará na máxima elongação O (47°) pelas 5 horas. No dia 22, Vénus estará a 2°N de Júpiter pelas 6 horas. Encontra-se na direção Sudeste. A sua magnitude no inicio do mês varia de -4,4 a -4,1.

Marte será visível ao anoitecer na constelação de Balança, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. No dia 12, Marte estará a 5°N da Lua pelas 20 horas. Encontra-se na direção Sul. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,5 a 0,9.

Júpiter será visível ao amanhecer na constelação de Balança. No dia 3, Júpiter estará a 3°S da Lua pelas 8 horas. Encontra-se na direção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -1,8 a -1,9.

Saturno será visível ao anoitecer na constelação de Sagitário. Encontra-se na direção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,5 a 0,6.

Fig. 1 – Céu visível às 20:00 horas do dia 1 de janeiro em Lisboa mostrando o planeta Marte.

Fig. 2 – Céu visível às 07:00 horas do dia 1 de janeiro em Lisboa mostrando os planetas Mercúrio, Vénus e Júpiter.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Urano e Neptuno também visíveis no céu noturno de janeiro

Urano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Urano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2019/ Visibilidade dos Planetas em 2019 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das Quadrântidas em janeiro

Um bom início de ano para os observadores do hemisfério norte, com o pico da chuva de meteoros das Quadrântidas, que ocorre aproximadamente às 02:20 horas do dia 4 de janeiro, com a Lua a favorecer as observações já que atingirá a fase de Lua nova no dia 6.

O nome Quadrântidas resulta da constelação obsoleta “Quadrans Muralis” (Quadrante Mural, assim designado em honra do Quarto de Círculo de Tycho Brahe), hoje parte da constelação do Boieiro. O radiante da chuva é próxima da Ursa Maior, entre as constelações do Dragão e do Boieiro, numa zona onde no passado se encontrava uma constelação já extinta: Quadrante Mural, criada em 1795 pelo astrónomo Jérôme Lalande e posteriormente abandonada pela Associação Internacional de Astronomia.

As Quadrântidas são umas das melhores chuvas de meteoros no hemisfério norte (atividade máxima de 110 meteoros na THZ (Taxa Horária Zenital), mas são pouco conhecidas porque a sua atividade é muita vezes de curta duração, com o pico a durar apenas 4 horas. Ver tabela abaixo.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Quadrântidas

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em janeiro

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fases_da_lua

Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2019/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em janeiro

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Apogeu

Fig. 5 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

O Eclipse total da Super Lua de janeiro
A Lua cheia de Janeiro será uma Super Lua. Em simultâneo, vai ocorrer um Eclipse total da Super Lua,  em que na madrugada de segunda-feira dia 21, a lua começará a entrar na penumbra pelas 02h35. Às 3h34, a lua entra na sombra e ficará completamente coberta a partir das 04h41. Pelas 05h12 o eclipse atinge o seu máximo, permanecendo na totalidade até às 05h44. A partir das 05h44, a Lua começa a sair da sombra, saindo totalmente pelas 6h51, terminando a ultima fase do eclipse pelas 7h50.

A lua em Lisboa nasce às 17h06 de dia 20 e põe-se às 08h02 de dia 21, o que quer dizer que, se as condições climatéricas assim o permitirem, será possível acompanhar o eclipse na sua totalidade.