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  • O céu noturno de janeiro em 2022

    Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu noturno de janeiro de 2021

    Mercúrio será visível ao anoitecer até o dia 20 na constelação de Capricórnio, movendo-se para a constelação de Sagitário onde será visível ao amanhecer a partir do dia 26. Encontra-se visível na direção Sudoeste ao anoitecer e na direção Sudeste ao amanhecer. A sua magnitude no inicio do mês varia de -0,3 a -2,4. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2022”.

    Vénus será visível ao anoitecer até o dia 5, e depois será visível ao amanhecer a partir do dia 11 na constelação de Sagitário. Encontra-se visível na direção Sudoeste ao anoitecer e na direção Sudeste ao amanhecer.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -4,6 a -3,6.

    Marte será visível ao amanhecer  na constelação de Ofiúco, movendo-se para a constelação de Sagitário. Encontra-se visível na direção Sudeste. A sua magnitude no inicio do mês varia de -1,5 a 1,4.

    Júpiter será visível ao anoitecer até o dia 19 na constelação de Aquário. Encontra-se na direção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,1 a -2,0.

    Saturno será visível ao anoitecer até o dia 27 na constelação de Capricórnio. No dia 4, estará a 4°N da Lua pelas 17 h. Encontra-se na direção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês é de 0,7.

    Fig. 1 – Céu visível às 18:00 horas do dia 1 de janeiro em Lisboa mostrando os planetas Mercúrio, Vénus, Júpiter e Saturno.

    Fig. 2 – Céu visível às 07:00 horas do dia 15 de janeiro em Lisboa mostrando os planetas Vénus e Marte.

    Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas

    Úrano e Neptuno também visíveis no céu noturno de janeiro

    Úrano estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

    Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2022/ Visibilidade dos Planetas em 2022 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

    A chuva de meteoros das Quadrântidas em janeiro

    Um bom início de ano para os observadores do hemisfério norte, com o pico da chuva de meteoros das Quadrântidas, que ocorre aproximadamente às 20:40 horas do dia 3 de janeiro, pois o instante de Lua Nova ocorreu apenas 26 horas antes a 2 de janeiro pelas 18:33 horas.

    O nome Quadrântidas resulta da constelação obsoleta “Quadrans Muralis” (Quadrante Mural, assim designado em honra do Quarto de Círculo de T. Brahe), hoje parte da constelação do Boieiro. O radiante da chuva é próxima da Ursa Maior, entre as constelações do Dragão e do Boieiro, numa zona onde no passado se encontrava uma constelação já extinta: Quadrante Mural, criada em 1795 pelo astrónomo Jérôme Lalande e posteriormente abandonada pela Associação Internacional de Astronomia.

    As Quadrântidas são umas das melhores chuvas de meteoros no hemisfério norte (atividade máxima de 120 meteoros na THZ (Taxa Horária Zenital)), mas são pouco conhecidas em razão da sua atividade ser muito curta, porem este ano a duração de visibilidade estende-se por mais dias (entre 28 de dezembro a 12 de janeiro). Ver tabela abaixo

    Fig. 3 – (figura do IMO) mostra o radiante da chuva de meteoros das Quadrântidas (em Boieiro).

    Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Quadrântidas

    Nota: os instantes estão referenciado à hora de inverno para Portugal continental.

    Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

    Fases da Lua em janeiro

    Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

    Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2022/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa).

    A órbita lunar em janeiro

    A órbita da lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

    Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

    Para obter mais informação sobre o “Apogeu e Perigeu lunar” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2022/ Apogeu/Perigeu lunar e consulte também a tabela Apogeu/Perigeu lunares e distâncias Terra-Lua.

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