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  • O céu noturno de abril em 2020

    A Super Lua de abril


    A Super Lua de abril de 2020 ocorrerá na quarta-feira dia 8, quando a Lua se encontra simultaneamente em fase de Lua Cheia e a uma distância da Terra inferior a 110% do perigeu da sua órbita.

    Na quarta-feira dia 8 às 03h35 (hora de Lisboa) a Lua estará em fase de Lua Cheia, tendo já atingido o perigeu na terça-feira dia 7 às 18h08 (a 356906,557 quilómetros da Terra), e estando os 2 acontecimentos apenas desfasados entre si de 08h28. No dia 7 a Lua nasce às 19h32. Nessa altura, a Lua vai parecer maior do que o habitual, não apenas devido à ocorrência de Super Lua, mas também porque estando próxima do horizonte vê-se mais ampliada, o que é apenas uma ilusão de óptica. No dia seguinte, dia 8, a Lua nasce às 20h47 e continuará a parecer maior do que o habitual.

    A melhor ocasião para se observar a Super Lua é no instante do seu nascimento, e o local ideal para se observar a Super Lua é aquele que tenha o horizonte desimpedido na direção E, pois a lua nasce com o azimute 89º contado de Sul para Este.

    Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu noturno de abril de 2020

    Mercúrio será visível ao amanhecer até dia 17 na constelação de Aquário, movendo-se depois para a constelação de Peixes. Encontra-se na direção Sudeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de 0,1 a-1,7. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2020”.

    Vénus será visível ao anoitecer na constelação de Touro. No dia 17, Vénus estará a 10°N de Aldebarã pelas 21h. Encontra-se na direção Sudoeste. No dia 28, Vénus atingirá o seu máximo brilho pelas 02h. A sua magnitude no inicio do mês varia de -4,3 a -4,5.

    Marte será visível ao anoitecer na constelação de Capricórnio, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. No dia 16, Marte estará a 2°N da Lua pelas 6h. Encontra-se na direção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,8 a 0,4.

    Júpiter será visível durante a madrugada na constelação de Sagitário. Encontra-se na direção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,1 a -2,3.

    Saturno será visível durante a madrugada na constelação de Capricórnio. Encontra-se na direção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,7 a 0,6.

    Fig. 1 – Céu visível às 21:00 horas do dia 1 de abril em Lisboa mostrando o planeta Vénus.

    Fig. 2 – Céu visível às 06:30 horas do dia 1 de abril em Lisboa mostrando os planetas Mercúrio, Marte, Júpiter e Saturno.

    Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

    Urano e Neptuno também visíveis no céu noturno de abril

    Urano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Urano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

    Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Visibilidade dos Planetas em 2020 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

    A chuva de meteoros das Líridas e η Aquáridas em abril

    A partir de meados de abril iniciam as Líridas, são umas das chuvas de meteoros de menor intensidade, têm uma duração de visibilidade de apenas 10 dias (entre 14 a 30 de abril), com a atividade máxima de apenas 18 meteoros na THZ (Taxa Horária Zenital), o pico desta chuva de meteoros ocorre às 08:00 hora do dia 22 de abril, sendo já de dia. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite a nordeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. As Líridas são conhecidas desde os tempos antigos, pois há registos chineses antigos deste enxame de 687 a.C., os cronistas relataram “as estrelas caiem como chuva”.

    As Líridas estão associadas aos restos de poeira deixados pela passagem do cometa Tatcher e estas partículas entram na nossa atmosfera provocando este fenómeno de chuva de meteoros. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação da Lira (o radiante).

    Fig. 3 – A deslocação da posição do radiante das Líridas entre 14 a 30 de abril.

    Também a partir de meados de abril a Terra cruza a órbita do cometa 1P/Halley e são os restos deste cometa os responsáveis pela chuva de meteoros das η Aquáridas. A sua atividade decorre entre 19 de abril a 28 de maio. Será muito difícil observar as η Aquáridas, pois esta constelação só começa a nascer depois das seis horas da manhã a sudeste, próxima da altura do crepúsculo civil. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Aquário (o radiante).

    Fig. 4 – A deslocação da posição do radiante das η Aquáridas entre 19 de abril a 28 de maio.

    Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Líridas e η Aquáridas

    Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

    Fases da Lua em abril

    Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

    Fases_da_lua

    Fig. 5 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

    Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa).

    A órbita lunar em abril

    A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

    Apogeu

    Fig. 6 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

    Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

    Para obter mais informação sobre o “Apogeu e Perigeu lunar” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Apogeu/Perigeu lunar e consulte também a tabela Apogeu/Perigeu lunares e distâncias Terra-Lua.

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