Este eclipse total será visível a partir da Austrália, Antártida, Ásia, África, Médio Oriente, Europa, América do Sul, sul do Oceano Pacífico, Oceano Índico e do Oceano Atlântico. Grandeza da umbra do eclipse = 1.613 considerando o diâmetro da lua como unidade.

Em Portugal continental, a lua nasce numa altura em que está já a decorrer a totalidade do eclipse e encontra-se próxima do planeta Marte na constelação do Capricórnio. Os planetas Saturno, Júpiter e Vénus estarão à direita. (ver tabela mais abaixo, com os detalhes para as várias cidades portuguesas)

Fig. 1 – Céu visível às 21h30min do dia 27 de julho em Lisboa mostrando a Lua e os planetas Vénus, Marte, Júpiter e Saturno.

O eclipse total da Lua é um fenómeno astronómico que ocorre quando a Terra se encontra entre o Sol e a Lua de forma a projetar a sua sombra na Lua e a Lua atravessa completamente a sombra da Terra. Isto sucede quando a Lua, em fase de Lua cheia, passa nos seus nodos ou na sua proximidade.

Na maioria das vezes, durante um eclipse total, a Lua adquire uma coloração muito bonita que pode variar de um tom amarelo-escuro a um vermelho-alaranjado bastante vivo, ou mesmo cor de cobre.

Porque se torna visível e colorida a Lua quando era suposto estar às escuras? Ao observar os momentos finais do pôr do Sol nota-se uma infinidade de diferentes tonalidades do vermelho. Este efeito provocado pela refracção da luz nas diferentes camadas atmosféricas prolonga-se no espaço e, caso a Lua fique na direcção da luz projectada, vê-se esta coloração na Lua.

As diferentes tonalidades que podem ser observadas num eclipse lunar podem demonstrar o estado de saturação da nossa atmosfera com poeiras provenientes de actividade vulcânica recente ou de fenómenos meteorológicos de grande dimensão. Quanto maior for a quantidade de poeiras existentes na atmosfera, mais escuro será o eclipse e a coloração da Lua.