A Super Lua de outubro
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A primeira Super Lua de 2016 ocorrerá no domingo dia 16, quando a Lua se encontra simultaneamente em fase de Lua Cheia e a uma distância da Terra inferior a 110% do perigeu da sua órbita.

No domingo dia 16 às 05h23 (hora de Lisboa) a Lua estará em fase de Lua Cheia, atingirá o perigeu na segunda-feira dia 17 às 00h34 (a 357860,831 quilómetros da Terra), e estando os 2 acontecimentos apenas desfasados entre si de 19h11. No dia 16 a Lua nasce às 19h33. Nessa altura, a Lua vai parecer maior do que o habitual, não apenas devido à ocorrência de Super Lua, mas também porque estando próxima do horizonte vê-se mais ampliada, o que é apenas uma ilusão de óptica. No dia seguinte, dia 17, a Lua nasce às 20h16 e continuará a parecer maior do que o habitual.

Consulte aqui para obter mais informação sobre “As 3 Super Luas de 2016”,  ou “As Super Luas até 2050”  e também nesta tabela a lista das Super Luas que irão ocorrer até 2050.

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu noturno de outubro

Mercúrio será visível ao nascer do dia na constelação de Leão movendo-se para a constelação de Virgem até dia 18 na direção Este. A sua magnitude ao longo do mês varia de -0,2 a -1,3. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2016”.

Vénus será visível ao anoitecer durante o mês nas constelações de Balança, Escorpião e Ofiúco, na direção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -3,7 a -3,8.

Marte será visível de noite na constelação de Sagitário, na direção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,0 a 0,3.

Júpiter será visível ao amanhecer a partir do dia 3 na constelação de Virgem, na direção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês é de -1,7.  

Saturno, encontra-se na constelação de Ofiúco, na direção Sudoeste e pode ser observado ao anoitecer. A sua magnitude ao longo do mês é de 0,5.

A tabela abaixo mostra as horas de visibilidade destes planetas.

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Fig. 1 – Céu visível às 19:45 horas do dia 15 de outubro em Lisboa mostrando os planetas Vénus, Marte e Saturno.

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Fig. 2 – Céu visível às 06:45 horas do dia 15 de outubro em Lisboa mostrando o planeta Júpiter.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

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Urano e Neptuno também visíveis no céu noturno de outubro

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Urano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano.

Os planetas Urano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2016/ Visibilidade dos Planetas em 2016 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das Dracónidas e  das Oriónidas em outubro

Nesta altura do ano, temos as duas chuvas de meteoros das Dracónidas e das Oriónidas. O dia da atividade máxima das Dracónidas é no dia 8, perto do Quarto Crescente (a 9 de outubro) e um período de atividade muito curto (Período de Visibilidade de 06/10 a 10/10). As Dracónidas (também chamado Giacobínidas) é uma chuva de meteoros que está associada ao cometa Giacobini-Zinner.

As Oriónidas terão no dia 21 a data de atividade máxima perto do Quarto Minguante (a 22 de outubro) e um período de atividade mais alargado (Período de Visibilidade de 02/10 a 07/11). Esta chuva de meteoros resulta dos detritos deixados pelo cometa Halley, que passou a última vez pela Terra em 1986. Como tanto as Dracónidas como as Oriónidas são chuvas de fraca intensidade, para as observar aconselhamos evitar noites nubladas e a poluição luminosa das grandes cidades, e procurar um horizonte desimpedido.

O nome “Dracónidas” resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Dragão, assim o radiante da chuva das Dracónidas encontra-se na constelação do Dragão.
O mesmo acontece com o nome da chuva das Oriónidas pois o seu radiante está na constelação de Orionte.

Informação sobre as Dracónidas e as Oriónidas

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Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em outubro

tab_faseslua_sz550Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

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Fig. 3 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2016/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em outubro

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

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Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

tab_apoper_sz550Para obter mais informação sobre o apogeu e perigeu lunar consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2016/ Apogeu e Perigeu lunar.