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Às 00h59m de 1/Julho na Madeira e Continente, ou 23h59m de 30/Junho nos Açores, preste atenção ao relógio do OAL http://oal.ul.pt (na parte superior direita da página) pois o dia terá 86401 segundos em vez dos habituais 86400 s = 24 h x 3600 s/h.

A introdução de 1 segundo extra provém da necessidade de harmonizar a escala do tempo UTC com a hora solar. A escala UTC (Universal Time Coordinated) governa a vida social pois representa o período de rotação da Terra, com a sucessão dia-noite mas usa-se a escala de Tempo Atómico Internacional para mantê-la. Aqui surgem os problemas:

a) Desde o início que a Terra abranda a sua rotação devido às forças gravíticas da Lua e do Sol: o dia solar vai ficando mais longo a cada século que passa.

b) A contagem do UTC é feita com o Tempo Atómico Internacional (TAI), uma escala muito regular e definida pelo “segundo” do Sistema Internacional de Unidades. Ora, o “segundo” SI iguala 86400 avos da duração do dia solar médio da Terra no ano 1820, que é “curto” para os dias modernos. Hoje, a duração média da rotação da Terra é 1,7 ms mais longa do que era nessa altura.

Esta diferença tem efeitos visíveis: se no início do ano o relógio atómico (TAI) for acertado com o relógio da rotação da Terra (UTC), no final do ano o tempo UTC estará atrasado de 0,62 s em relação ao TAI. Contudo, o abrandamento da rotação terrestre não é regular devido à deformação imprevisível da massa terrestre. Nas últimas duas décadas este efeito apresenta uma diminuição de valor o que leva a uma introdução do Segundo Intercalar mais espaçada no tempo.