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O céu noturno de dezembro de 2016 | Observatório Astronómico de Lisboa

A Super Lua de dezembro
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A última Super Lua de 2016 ocorrerá na quarta-feira dia 14, quando a Lua se encontra simultaneamente em fase de Lua Cheia e a uma distância da Terra inferior a 110% do perigeu da sua órbita.

Na quarta-feira dia 14 às 00h06 (hora de Lisboa) a Lua estará em fase de Lua Cheia, tendo passado pelo perigeu no dia 12 às 23h29 (a 358460,647 quilómetros da Terra), e estando os 2 acontecimentos desfasados entre si de 1 dia e 37 minutos. No dia 14 a Lua nasce às 18h14. Nessa altura, a Lua vai parecer maior do que o habitual, não apenas devido à ocorrência de Super Lua, mas também porque estando próxima do horizonte vê-se mais ampliada, o que é apenas uma ilusão de óptica. No dia seguinte, dia 15, a Lua nasce às 19h17 e continuará a parecer maior do que o habitual.

A melhor ocasião para se observar a Super Lua é no instante do seu nascimento, e o local ideal para se observar a Super Lua é aquele que tenha o horizonte desimpedido na direção NE, pois a lua nasce com o azimute 114º contado de Sul para Este.

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Consulte aqui para obter mais informação sobre “As 3 Super Luas de 2016”,  ou “As Super Luas até 2050”  e também nesta tabela a lista das Super Luas que irão ocorrer até 2050.

 

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu noturno de dezembro

Mercúrio será visível ao crepúsculo, ao final do dia até dia 25 na constelação de Sagitário na direção Oeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -0,7 a -0,2. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2016”.

Vénus será visível ao anoitecer na constelação de Sagitário e depois move-se para a constelação de Capricórnio, na direção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -4,0 a -4,2.

Marte será visível de noite na constelação de Capricórnio e depois move-se para a constelação de Aquário, na direção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,6 a 0,8.

Júpiter será visível durante a madrugada na constelação de Virgem, na direção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -1,8 a -1,9. 

Saturno, será visível ao amanhecer a partir do dia 18 na constelação de Ofiúco, na direção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,4 a 0,5.

A tabela abaixo mostra as horas de visibilidade destes planetas.

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Fig. 1 – Céu visível às 19:00 horas do dia 15 de dezembro em Lisboa mostrando os planetas Vénus, Marte.

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Fig. 2 – Céu visível às 04:00 horas do dia 15 de dezembro em Lisboa mostrando o planeta Júpiter.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

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Urano e Neptuno também visíveis no céu noturno de dezembro

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Urano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano.

Os planetas Urano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2016/ Visibilidade dos Planetas em 2016 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das Táuridas do Norte, das Gemínidas e das Úrsidas em dezembro.

Este mês a Terra cruza a órbita do Asteroide Faetonte e são os “detritos” deixados por este asteroide os responsáveis pelo enxame de meteoros que decorre anualmente entre 4 e 17 de dezembro: o enxame das Gemínidas. O nome deste enxame resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação dos Gémeos (o radiante).
Os apaixonados por este tipo de fenómenos, e os curiosos em geral, poderão nas próximas noites perder algumas horas de sono para apreciar este belo espetáculo. Para as observar aconselhamos evitar noites nubladas, a poluição luminosa das grandes cidades e procurar um horizonte desimpedido.

A observação do pico das Gemínidas ocorre no dia 14, com o número bastante elevado de 120 meteoros por hora. Como no dia 14 a lua estará em fase de Lua Cheia, não haverá boas condições de observação.

Ainda teremos a continuação da atividade da chuva de meteoros das Táuridas do Norte que termina a 10 de dezembro. A sua atividade máxima no mês passado foi de apenas 5 meteoros / hora e são meteoros muito lentos. Contudo é frequente o aparecimento de bólides (bolas de fogo) nesta chuva de meteoros.

A Terra também cruza a órbita do Cometa Tuttle e são os seus restos responsáveis pela chuva de meteoros das Úrsidas, que decorre anualmente entre 17 e 26 de dezembro. As previsões mostram que o dia 22 de dezembro, é o pico de intensidade máxima desta chuva, que tem início por volta das 09horas. O número de estrelas cadentes observado não é muito elevado, apenas de 10 meteoros por hora. O nome deste enxame resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação da Ursa Menor (o radiante). O radiante das Úrsidas é circumpolar na maioria dos locais do hemisfério norte, como é o caso em Portugal. A lua estará muito próxima da fase de Quarto Minguante, melhorando um pouco as condições de observação.

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Fig. 3 – (figura do IMO) mostra o radiante da chuva de meteoros das Úrsidas.

 

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Táuridas do Norte, das Gemínidas e das Úrsidas

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Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em dezembro

fasesluadez16_sz550Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

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Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2016/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em dezembro

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

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Fig. 5 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

apoperdez16_sz550Para obter mais informação sobre o apogeu e perigeu lunar consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2016/ Apogeu e Perigeu lunar.